Reconhecimento e gratidão
Vera Pinheiro
Todos nós recebemos uma quota de felicidade na vida. O que fazemos com ela? Ampliamos? Sufocamos? Cultivamos? Destruímos? Ser feliz é uma opção, uma escolha. Podemos ser felizes aqui e agora, com o que somos e temos, ou nos dedicar a queixumes eternos porque não somos o que ou como gostaríamos de ser e não alcançamos o que gostaríamos de ter (sejam coisas ou pessoas).
A felicidade é uma enorme gratidão à vida! Ser feliz é um sentimento de profunda gratidão a todos os seres vivos, a tudo que nos cerca, ao que vivemos de melhor.
O que impede o ser humano de reconhecer tudo o que de melhor acontece e de agradecer com o coração todas as benesses, é que ao encontrar um motivo para ser feliz, quando jorra a felicidade sobre a sua vida, já quer dar um passo mais largo, quer algo que seja ainda maior. Assim, não aproveita aquele instante, aquela pessoa ou aquele acontecimento em toda a sua extensão. Parece uma criança mimada. Quando recebe um presente da vida, logo se cansa dele e quer outro e outro e mais outro, na insaciável busca de ser feliz, sem contemplar em gratidão o que a vida lhe proporcionou de belo e feliz.
Se refletirmos a respeito de quantas bênçãos, quantas alegrias, quanta felicidade vivemos, desenvolveremos a capacidade da gratidão à vida. Pararemos de correr em busca de mais e mais, nos deteremos a apreciar o lado bonito da existência.
Sejamos gratos por tudo que a vida nos dá, por todos os momentos felizes, por todas as alegrias, por todas as pessoas, bichos, plantas, todos os seres, por todas as nossas relações.
Gratidão é um portal do coração, que abre caminhos para tudo de melhor que a vida tem. Por isso, antes de pedir mais e mais, devemos agradecer o que já temos e vivemos. E mais a vida nos dará.
1 comentário Domingo, 8 de Outubro de 2006 às 12:20 Vera Pinheiro