Arquivo de Outubro de 2007
Vera Pinheiro
O que estarei fazendo daqui a sete anos? Não sei, ninguém sabe. Das poucas certezas desta vida, a de que o Brasil vai sediar a Copa do Mundo em 2014. O escritor Paulo Coelho comparou a paixão do brasileiro pelo futebol e o sexo. “A emoção do futebol é totalmente atípica. Já vi pessoas ficarem cinco horas discutindo sobre um jogo de futebol e nunca vi as pessoas ficarem tanto tempo discutindo uma relação sexual. Mas o futebol dura mais. Não que seja melhor ou pior”, disse, arrancando risos da platéia durante a apresentação do Brasil, em Zurique, para sediar a Copa do Mundo de 2014. Lembrei de um texto (sem autoria conhecida) da mulher madura, que repasso, pensando que talvez deva aprender mais sobre futebol, do que sei pouquíssimo. Já de sexo… aliás, precisa discutir?
“Quando tinha 15 anos, esperava um dia ter um namorado… seria bom se fosse alegre e amigo…
Quando tinha 18 anos, encontrei esse garoto e namoramos; ele era meu amigo, mas não tinha paixão por mim.
Então percebi que precisava de um homem apaixonado, com vontade de viver, que se emocionasse…
Na faculdade saía com um cara apaixonado, mas era emocional demais. Tudo era terrível, era o rei dos problemas, chorava o tempo todo e ameaçava suicidar-se.
Descobri, então, que precisava de um rapaz estável.
Quando tinha 25 anos encontrei um homem bem estável, sabia o que queria da vida, mas era muito chato: queria sempre as mesmas coisas, dormir no mesmo lado da cama, feira no sábado e cinema no domingo.
Era totalmente previsível e - nunca - nada o excitava.
A vida tornou-se tão monótona que decidi que precisava de um homem mais excitante.
Aos 30, encontrei um tudo de bom, brilhante, bonito, falante e excitante, mas não consegui acompanhá-lo. Ele ia de um lado para o outro, sem se deter em lugar nenhum. Fazia coisas impetuosas, paquerava com qualquer uma e me fez sentir tão miserável quanto feliz. No começo foi divertido e eletrizante, mas sem futuro.
Decidi buscar um homem com alguma ambição para com ele construir uma vida segura.
Procurei bastante, incansavelmente…
Quando cheguei aos 35, encontrei um homem inteligente, ambicioso e com os pés no chão. Apartamento próprio, casa na praia, carro importado… solteiro e sem rolos! Pensei logo em casar com ele. Mas era tão ambicioso que me trocou por uma herdeira…
Hoje, depois de tudo isso, gosto de homens com pinto duro…
E só!
Nada como a simplicidade”.
Quarta, 31 de Outubro de 2007 às 06:58
Vera Pinheiro
Vera Pinheiro
Estou atrasada para o encontro diário com os amigos e amigas deste blog. Levantei cedo como sempre, mas fiz mais do que permite o tempo entre o abrir de olhos e a saída para o trabalho. Olho o calendário e vejo outubro no final. Já começo a cantarolar “dingo bel, dingo bel”. Daqui ao Natal será um piscar de olhos! E meu aniversário está a caminho! Vivas! Adoro meu aniversário e rumo saltitante para meus 50 e dois. Saltitante, sim, porque, depois que a gente faz 18 anos, o tempo voa!
Nesse tempo sem tempo para tantas coisas que queria fazer, penso no modo como uso meu tempo. Por exemplo, quanto do meu tempo tenho dedicado aos amigos? O mínimo, tão-somente. Como não sou do tipo “ah, é”, que constata, mas nada faz a respeito, já providenciei uma retomada de contato com pessoas das minhas relações no feriadão desta semana. Fiquei por um bom período recolhida e desde há muito não recebo pessoas na minha casa, para mim o melhor lugar do mundo. Gosto de cozinhar para pessoas da minha estima e vejo nisso lições de relacionamento. Antes de cozidos, os alimentos são brutos. Bota um temperinho, leva ao fogo e logo se tem uma iguaria e tanto. Assim também nas nossas relações, que precisam ser cuidadas, temperadas de afeto. Esquecidas, se perdem.
Não tenho tempo para dedicar a inimizades, ocupo-me com amigos, pois eles são essenciais ao nosso aprendizado nesse mundo. Isoladas, as pessoas são ótimas, mas aprendem pouco. É na convivência que a gente se lapida.
Falando em amizade, hoje estou me sentindo tia! Nasceu Guilherme, filho de Adriana Carvalho Cavalcante e Marcelo Souza Neto. Guigui chegou às 22h05min desta segunda-feira, 29 de outubro de 2007, e alegrou as famílias dos pais e seus amigos. Estou muito feliz com minha amiga Adri. Aliás, é engraçado como a gente fala sem pensar no que diz. Quando alguém nos dá uma boa notícia, costumamos dizer: estou feliz por ti. Não é isso, mas, sim, estou feliz contigo. Ficamos felizes “com”, não feliz “por” alguém. A felicidade de um não substitui a de outro, mas se acresce à do outro.
A capacidade de nos sentirmos felizes com a felicidade de alguém mostra se estamos na trilha do bem. Se não somos capazes disso, há muito a melhorar, muito a fazer pelo nosso crescimento. Mesmo assim, não seremos perfeitos, mas é um grande passo na construção do nosso ser.

Guigui, bem-vindo!
Terça, 30 de Outubro de 2007 às 11:13
Vera Pinheiro
Vera Pinheiro
A semana começa sob a perspectiva do feriado e anuncia o fim de semana prolongado.
Talvez a nova semana tenha algumas dificuldades, ainda assim trará a alegria de nos reconhecermos fazedores da felicidade.
Talvez a nova semana tenha alguma preocupação, ainda assim terá os benefícios das soluções possíveis.
Talvez a nova semana traga alguns atritos pessoais, ainda assim trará o desafio do aprendizado do convívio.
Talvez não seja exatamente como a queremos, mas podemos nos surpreender e alegrar com o que nos trará.
Tomemos a nova semana com disposição de vivê-la do melhor jeito, de abraçar a parte feliz e de aprender com o que contrariar a nossa expectativa. Tenhamos boa vontade com a nova semana e um sentimento de profunda gratidão à vida.
Que nossos corações estejam abertos para os outros, permitindo a aproximação e o entendimento. Que caiam as barreiras que atrapalham a paz entre os humanos e que brilhe em cada um de nós não apenas a esperança de uma vida melhor e mais feliz, mas também a capacidade de promover o bem-estar em nós e no nosso entorno. Apascentemos a mente para que ela não fale mais do que o coração quer dizer, nem mais alto. Que a boa energia vibre em nós para que sejamos pontos luminosos no universo e se faça a luz onde a treva se instalou. Que o amor não seja tão-somente poesia ou discurso, mas uma experiência cotidiana, um exercício permanente, uma vivência que vai além da vontade para ser efetiva, concreta e real.
Saúde, amor e paz na nova semana. O resto virá por acréscimo.
Segunda, 29 de Outubro de 2007 às 07:17
Vera Pinheiro
Vera Pinheiro
Era ainda muito cedo, mas o sol estava nascendo e dia clareava. Boa hora para abrir aquela porta fechada a cadeado e deixar a luz entrar. Queria ver o que estava dentro, remexer as coisas, tirar o entulho, arejar e limpar o lugar. Faria isso logo que a manhã chegasse e, antes mesmo do café, peguei a chave do cadeado para abrir a porta. Não deu. Meti a chave, não rodou. Tirei, botei de novo, nada. Peguei a chave reserva, que fica junto, não adiantou. Experimentei outra vez, não funcionou. Que droga! Justo hoje, que eu queria abrir a porta, limpar o lugar, deixar a luz entrar e tinha tempo e vontade para isso, a chave emperrou. Num domingo cedo não encontraria um chaveiro que abrisse a porta para mim. Precisaria deixar as horas passarem até encontrar solução.
Quando a filha acordou, as palavras que se seguiram ao meu bom dia para ela foram, de pronto, uma queixa: a chave emperrou, não pude abrir aquela porta! Por quê? Não sei por que, mas emperrou e é tudo que sei. Já tentei de todo jeito abrir e não consegui. Enquanto falava, meu pensamento corria e eu pensava no que fazer e numa mudança de planos para a minha manhã.
Vamos ver, disse-me ela. Dei-lhe a chave, as duas chaves, e ela tentou abrir. Também não conseguiu. Eu já estava desconsolada e me preparava para fazer outra coisa, quando ela fez o que eu não havia tentado: procurar outra chave. Desconfiou que aquela chave não era a do cadeado e procurou outra. Achou! A porta se abriu. Eu sorri para ela e ri de mim.
Assim já aconteceu com meu coração. Fechado a cadeado, um dia procurei abri-lo e a chave que eu tinha em mão não abriu. Insisti, teimei, forcei, mas não abriu. Pedi ajuda, então. Contei a história do meu coração a quem quisesse ouvir e pudesse me ajudar e, em vez de brigar com o cadeado, procurei a chave certa. Era tão simples como abrir a porta que estava fechada a cadeado: com a pessoa errada não se consegue abrir o coração.
Domingo, 28 de Outubro de 2007 às 07:30
Vera Pinheiro
DÚVIDAS E CERTEZAS
Vera Pinheiro
A dúvida é um dos caminhos que mais produz aprendizado. No entanto, a rechaçamos e tememos, porque ela desestabiliza, traz contrariedade às certezas e se opõe ao plano de conforto em que queremos colocar nossas emoções. A dúvida suspende a concordância ao que está posto como verdade e abre caminho para a investigação profunda, que não é simples nem fácil, mas necessária para não vivermos na superfície dos acontecimentos. Não há certeza sem superar dúvida, que é, portanto, benefício, não mal. Angustia-nos, revira-nos pelo avesso, faz-nos questionar, mas sem dúvida não alcançamos certeza alguma.
O que sabemos de nossos sentimentos sem visitá-los às entranhas? Sem examiná-los em toda sua extensão jamais saberemos o que são e que influência exercem sobre o nosso modo de ser. Sem encararmos as dúvidas, rotulamos os sentimentos, e, não raro, o fazemos erroneamente pela pressa de dar um nome que nos livre do desconforto de não saber o que sentimos. Dizemos amar quando é menos que isso; que sofremos, quando não passa de mal-estar; que odiamos, mesmo que seja só um incômodo. A ansiedade por certezas nos leva a passar levianamente sobre fatos e de soslaio pelas pessoas, e impede que nos detenhamos sobre os momentos pelo tempo necessário à elaboração do processo de conhecimento.
Precisamos muito de certezas sobre tudo, por isso a dúvida nos incomoda tanto. Temos pouca humildade para admitir que nossas convicções balançam, que estamos inseguros, que, enfim, não sabemos tudo de tudo. A vida nos condicionou a dar respostas imediatas, à exatidão de raciocínio e à certeza, nem sempre pronta quando nos exigem. Custa-nos muito dizer um prosaico “não sei”, um sincero “estou em dúvida”, um verdadeiro “não tenho certeza disso”.
Mesmo que estejamos imbuídos da honesta intenção de esclarecer dúvidas, e não mais que isso, a fim de garantir certezas posteriores fortalecidas, há quem veja nisso desconfiança e ofensa. Cobram-nos certezas que aos outros chegaram antes e não esperam o nosso tempo para resolver, por conta própria, a respeito de assuntos, pessoas e circunstâncias. Querem que cheguemos juntos, todos ao mesmo tempo, às mesmas conclusões, e que concordemos antes de pensar com a própria cabeça e decidir pelas próprias razões. Esperam que jamais duvidemos do que a maioria tem certeza e empurram-nos na direção do que é consenso, mesmo que estejamos em dúvida. Isso nos desrespeita, pois, se temos dúvidas, também temos o direito de dirimi-las e devemos lutar por isso, apesar da impaciência e incompreensão alheias.
Duvido muito de quem não tem dúvida alguma, de quem não questiona, não examina, não vasculha a intimidade do que vive, seja no plano restrito de sua vida, seja no universo a que pertence. Não há que se forjar aceitação e fingir concordância apenas para livrar-se da angústia da dúvida. Não se precisa concordar ou discordar tão-somente para evitar a contramão da maioria, que detém todas as certezas. Há que se processar internamente as convicções para não se deixar levar por mãos alheias e pela vontade dos outros a caminhos que se devem escolher por motivações pessoais.
Dizer sempre “sim” ou “não”, jamais um “talvez”, é retilíneo demais para o ser humano, que mais cresce quanto mais duvida. Assim a humanidade, desconfiada, evoluiu. Por não ter simplesmente anuído com o que estava sedimentado, por ter duvidado de conceitos, por ter ido além das provas de que não se convenceu, a humanidade não se fechou no tempo e no espaço. Graças às dúvidas, vieram o crescimento e a evolução.
Quem se permite duvidar, exercita o direito inalienável de concordar somente depois de examinar todos os aspectos de uma questão, de assinar embaixo depois de ter lido atentamente tudo o que a circunstância escreveu, de seguir junto apenas se convicto dessa opção. Aceitar ser empurrado às decisões dos outros é renunciar à capacidade de discernir e escolher. Naquele que concorda com tudo e todos - ou discorda sempre junto com os outros - pode viver um oprimido sem coragem de se expor à maioria, da qual espera aprovação mesmo que passe por cima de si mesmo. É possível que, em criança, tenha sido taxado de intrometido, e calado quando questionava: por quê? É provável que tenha se sufocado para não perder pessoas, e não percebe que se perder de sua vontade é ainda mais grave e que deve defender o seu direito de ser livre para se manifestar, questionar e duvidar até que tenha certeza.
(*) Crônica publicada no jornal A Razão (www.arazao.com.br), de Santa Maria, RS, edição de 27 e 28 de outubro de 2007.
Sábado, 27 de Outubro de 2007 às 03:25
Vera Pinheiro
Vera Pinheiro
“Caminhando contra o vento
sem lenço e sem documento
num sol de quase dezembro
eu vou…”
Acordei com a música “Alegria, alegria”, de Caetano Veloso, na minha cabeça, enquanto lá fora o sol ressurgia entre as nuvens. Depois de um titubeio, logo cedo, a claridade veio e o sol venceu as nuvens. E não é o que acontece conosco? Tantas vezes nos tomamos de desalento, ficamos nublados de tristeza, mas a luz interior, forte e bela, volta e brilha, porque o destino humano não é para nuvens, é para o sol. Dentro de nós, o apelo por alegria supera a dor e retomamos a caminhada feita de luminosidade. O ser humano caminha entre sombras e luzes, e escolhe o que quer viver: no escuro de sua incompreensão e ignorância ou no fulgor de sua lucidez e sabedoria. Descobrir qual é o caminho é um desafio constante, uma grande descoberta feita a cada passo.
Na tevê, notícia de que na Alemanha um professor incluiu aulas de felicidade aos seus alunos. Devíamos aprender a felicidade desde a mais tenra idade. Ao contrário, nos mostram primeiro o mundo de sombras, depois a existência da luz e nos ensinam a superação dos problemas em vez do exercício da plena felicidade. Aprendemos a combater a conseqüência, mas não a corrigir a causa, e assim passamos mais tempo retificando a caminhada do que a construindo.
Todos os dias servem ao exercício de bem-estar. É bom experimentar o novo, pois assim podemos mudar ou voltar com mais consciência ao antigo. Outro dia, andei quilômetros dentro de um shopping a procura de uma bolsa. Queria uma bolsa enorme, onde coubessem todas as coisas que carrego quando saio de casa. Com uma bolsa dessas, não precisaria levar a pasta, a nécessaire e outra auxiliar, que fica no carro. Andei, andei, e não encontrei bolsa alguma que servisse aos meus propósitos ou que se enquadrasse no preço que eu achava justo pagar. Ao examinar preços sempre penso na utilidade do que vou comprar e comparo com a minha necessidade. Isso já me impediu de comprar inutilidades, do que não me arrependo.
Como não achei a bolsa que queria, e sem paciência nem tempo para perambular à procura dela, desisti temporariamente da minha compra. Apesar disso, ainda queria resolver a questão da minha bagagem excessiva. Foi quando me dei conta disso: as bolsas não são pequenas demais para o que carrego, eu é que carrego coisas demais. Tentei, então, o óbvio: diminuir a bagagem. Antes de sair de casa, perguntei a mim mesma: do que realmente preciso? Fez-se a luz. Levei comigo o mínimo indispensável e me poupei de pesos desnecessários. Avaliei quanto tenho carregado sobre os ombros, além do que é da minha bagagem nesta vida. E passei um dia na mais agradável leveza.
“Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou…”
”Por que não? Por que não?
Por que não? Por que não?…”
Sexta, 26 de Outubro de 2007 às 08:00
Vera Pinheiro
Vera Pinheiro
Ditados populares têm fundo de verdade. Um deles diz que “o falador é pior que o ladrão, pois se tratas bem o ladrão pode ser que ele não te furte, mas ainda que trates bem o falador, ele sempre falará mal de ti”. Gente faladeira tem mesmo a boca maldita. Se a gente trata mal, fala mal da gente. Se a gente trata bem, fala mal do mesmo jeito. Não adianta se esforçar, portanto. É tempo perdido.
É humano querer que toooooodo mundo goste da gente, mas saber que isso é impossível é um degrau para a auto-afirmação. Não podemos contentar todos. Nem Cristo conseguiu essa proeza. Então, o que se pode fazer é administrar isso, assumindo que não se consegue agradar todo mundo. Uns gostam, outros não gostam. A questão é quanto valor se dá a uns e outros. Se nos preocupamos demais com quem não gosta de nós, despendemos energia demais nisso, e deveríamos aproveitar essa energia com quem nos aprecia.
Podemos mudar nós mesmos, não os outros. O que o outro pensa pertence ao universo dele, não é do nosso. Tudo o que fizermos para que alguém goste de nós será inútil se aquele alguém estiver decidido a não gostar e a refutar qualquer possibilidade de nos ver de um jeito melhor. Podemos plantar bananeira na corda-bamba, não adianta. Podemos tentar convencê-lo, não tem valia. Podemos mostrar e comprovar que somos gente boa, não importa. Podemos fazer por ele o melhor que pudermos, não tem serventia. A pessoa que simplesmente não gosta de nós sempre encontrará uma razão para continuar não gostando de nós. Por isso, não podemos passar a vida toda tentando mudar o seu olhar sobre o que somos. Melhor, então, deixar quieto e ser apenas (e tudo) que somos, independente desse gostar ou não, para que não passemos o resto de nossos dias correndo atrás do impossível.
A vida tem muito mais a conquistar e aqueles que nos amam ou que, minimamente, gostam de nós, merecem o nosso olhar, o nosso carinho e o nosso empenho para que o relacionamento seja o melhor possível. É inútil o esforço que se emprega na tentativa de convencimento do outro a respeito de nós, se ele não quer mudar de idéia e não está disposto a isso. A melhor amizade é espontânea, ainda que requeira cuidados permanentes e manutenção do afeto.
Nem vale a pena brigar por isso, pois, na realidade, a gente só briga com pessoas que a gente gosta. A briga é uma tentativa de retomar os laços, de ajeitar a relação. Com quem a gente não se importa, não se perde tempo. Simplesmente viramos as costas e vamos embora, evitando desgastes e fugindo de expectativas que jamais se realizam.
Prestemos mais atenção nas pessoas que gostam verdadeiramente de nós. Empenhemo-nos pela nossa melhoria. Andemos. Ao largo da caminhada ficarão aqueles que nos rechaçam, tenham razão para isso ou não. Geralmente, são pessoas que se ocupam e se preocupam negativamente conosco. Fazem mais contra nós do que por si mesmos. Sigamos, pois. A vida é mais!
Quinta, 25 de Outubro de 2007 às 08:23
Vera Pinheiro