Arquivo de 21 de Novembro de 2007

Família

Vera Pinheiro
Família é muito bom!!! Pequena, grande, tanto faz. Apesar das rusgas, ter uma família é ótimo, dá uma sensação de pertencimento importante para o desenvolvimento humano.

Quando eu era menina e mocinha, tinha pais, irmãs e irmãos, primos e primas, tios e tias, avós. À medida que cresci, a família aumentou. Marido e a família dele mais os nossos filhos. Minhas irmãs e meus irmãos tiveram filhos, os primos e primas também. Envelheci, mas não tenho netos ainda. Vieram os filhos e filhos das sobrinhas e sobrinhos, e me tornaram tia-avó.

Alguns sobrinhos-netos são bem grandinhos, até mais velhos do que meus filhos. Um deles nos visita nesta semana. Filho de um sobrinho do pai dos meus filhos, vi esse guri pequenininho e agora já está moço, e me chama ainda de Tia Verinha. Quando me casei, aos 22, era uma tia bem jovenzinha, mais moça do que alguns sobrinhos de parte do marido e muito mais jovem do que alguns dos 14 cunhados. Foi-se o tempo das famílias grandes…

Alguns hábitos mudam com o tempo e, especialmente, com a correria pela falta dele. Almoçar junto, por exemplo, só aos fins de semana, e veja lá! Visitas de domingo só quando a agenda permite e não tem nada mais importante a fazer. Contrária a isso, minha família se enxerga mais do que a maioria. Pelo menos duas vezes entre segunda e sexta almoço com a filha e, se for possível, mais que isso, e requeiro a companhia do noivo dela e genro meu pelo menos uma vez por semana no almoço (pra ir botando no costume… rsrsrs). Enquanto isso, espero a visita de férias do meu filho e gosto quando a namorada dele vem também. É tão bonita uma mesa grande e farta com gente amada em volta!

Tem quem não se importe com família e quem ache que ela incomoda demais. Alguém até disse, certa vez: “família é ótimo… no porta-retrato”. Algumas mulheres resumem a família ao marido e filhos, mas maridos não ficam sempre ao lado nem são eternos, e filhos partem na direção de suas próprias vidas.

Tudo é uma questão de costume, que ensinamos às gerações que nos sucedem. Quem dá valor à família cuida de um grande tesouro. Quem não cria valores de família, não sabe o que está perdendo. Por isso, cuido da minha e valorizo esses laços. Alguns arrebentam, é verdade, mas, a gente querendo, se consertam. Como tudo na vida, querer é o primeiro passo.

1 comentário Quarta, 21 de Novembro de 2007 às 12:00 Vera Pinheiro


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