Arquivo de Dezembro de 2007
Vera Pinheiro
Meus amores, amadas e amados deste nosso recanto. O dia 31 de dezembro sempre é muito significativo para mim, e passo da manhã à noite em preparativos espirituais para a entrega do ano que se vai, com meu coração pleno de gratidão por todas as bênçãos recebidas, e para a recepção do Ano Novo, por isso não estive com vocês durante o dia. Mas não podia fazer a virada de ano sem vir aqui para abraçá-los com meu melhor carinho, e agradecer por todas as alegrias desta convivência, por isso dei uma escapadinha breve do encontro que tenho agora com a minha família para deixar-lhes este recado.
Abençoados sejam todos e suas famílias. Saibam do meu amor por vocês, que fazem parte da minha vida e da minha família universal. Isso não é virtual, é real!
Com meu amor, eu os beijo e abraço afetuosamente, desejando o melhor para suas vidas. Sejam felizes! O ano de 2008 será 10. Confiem nas bênçãos divinas muito e em si mesmos, amem bastante a vida e ela será próspera e feliz!
Esqueçam a parte “nem tanto”, que ela sirva de aprendizado, relembrem a parte boa, para que sirva d estímulo. Sejam gratos por tudo que viveram e preparem seus corações para a felicidade, que haverá de estar com vocês em cada dia de 2008. Feliz Ano Novo, meus queridos e queridas, meus amores do coração!
Segunda, 31 de Dezembro de 2007 às 22:41
Vera Pinheiro
Vera Pinheiro
Camila Pinheiro Pozzer, minha filha tão amada, recebeu o Prêmio de Melhor Trabalho na área de Ciências da Vida na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), de Minas Gerais, pelo trabalho de Iniciação Científica intitulado “O envolvimento do glutamato nos níveis de ansiedade de ratos submetidos ao labirinto em cruz elevado”, conquistado no XV Seminário de Iniciação Científica da UFOP.
Esse Seminário, que confere o Prêmio UFOP de Iniciação Científica, vencido por Camila na área de Ciências da Vida, promove o intercâmbio entre estudantes de graduação que participam de Programas de Iniciação Científica em Instituições de Ensino e Pesquisa, públicas e privadas, em todas as áreas de conhecimento. Insere-se ainda nesse evento a avaliação do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica: PIBIC/CNPq, PROBIC/FAPEMIG, PIP/UFOP, PROMET/Fundação Gorceix e do Programa Institucional de Voluntários de Iniciação Científica, na UFOP.
Camila tem apenas 23 anos e, como acadêmica, está na fase de conclusão de sua graduação em Psicologia no UniCeub, em Brasília (DF). Atua na área de pesquisa em Psico-oncologia, fez estágio em Psicologia Hospitalar e tem projeto de trabalho em Saúde nas Organizações. Já está com Mestrado encaminhado e, a seguir, fará Doutorado na seqüência sobre tema que já tem definido.
Peço licença para deixar um recado para ela, que neste momento descansa, pois precisa e merece, já que, além de cuidar de seus interesses pessoais, divide comigo todos os aspectos da vida, os bons e os “nem tanto”, que atravessamos de mãos dadas, e assim é desde sempre.
Parabéns, meu amor! Que a Grande Mãe, o Deus Pai, o teu anjo da guarda, a tua Deusa-madrinha, os teus protetores espirituais, a cigana Polyanna, os guardiões das quatro direções do Universo, todos os que preservam a tua esquerda e a tua direita, a tua frente e as tuas costas, o que está acima e abaixo de ti, te amparem sempre e te cubram de luz; que abençoem sempre os teus caminhos, sonhos, projetos, desejos e a tua felicidade, que tanto mereces. Sejas sempre iluminada na tua sabedoria, no teu conhecimento, no teu corpo, no teu espírito pleno de luz, na tua vida e no que ousares querer alcançar.
Sejas, amada filha, enormemente recompensada pelos teus esforços, por tua dedicação aos estudos, pela determinação de buscar o que queres para a tua vida, que é tão linda, pela força delicada e firme que tens, por essa coragem de buscar a realização dos teus sonhos, pelas longas horas em que abdicas de prazeres próprios da tua juventude em favor das escolhas que fazes para a construção da tua carreira, da tua realização profissional, da tua contribuição ao mundo e à Ciência da Vida, que te deu esse prêmio tão significativo. Abençoadas sejam a tua inteligência, a tua perseverança, a tua determinação, a tua vida toda.
Quando nasceste, te acolhi nos meus braços e sorriste para mim. Era um sinal da Vida a me dizer que me farias sorrir de felicidade pela tua presença na minha vida pelos dias que eu viver, e agradeço, emocionada, todos os dias, pela graça de ser tua mãe. Mas quando escrevo isso para ti, compartilhando com outros a felicidade imensa que sinto pela tua vitória, eu choro. Tu me deste sempre, todos os dias, sorriso, paz, compressão, apoio, incentivo e esse amor imenso que há em ti, no teu coração e na tua alma plena de luz.
Minha filha, minha amada, companheira, parceira, minha melhor amiga, graças dou por teres vindo do meu ventre e por teres, no plano espiritual, me escolhido como mãe. És uma enorme bênção na minha vida!
O que te digo vai muito além de parabéns da mama. É a expressão do meu amor por ti e da gratidão porque existes e fazes parte da minha vida.
Esta homenagem é compartilhada por teu irmão Guilherme e pelo teu noivo, Leandro Coelho, pela namorada do mano Gui, Renata Monezzi, que hoje está conosco, por nossa família animal (Buddy, Lucky, Placky, Billy, Happy e Pitty) e, com certeza, no plano espiritual, também pelo teu papai Nereu. Ele e todos nós sentimos muito orgulho da mulher maravilhosa que és, em todos os sentidos. Nossa guriazinha linda merece parabéns! Os teus professores, por certo, também. Quem tem o privilégio de estar contigo sabe que és um presente precioso que a vida concede.
Porém, posso antever, amada Camilinha: isso é só o começo das tuas vitórias. Muito mais haverás de conquistar, pois és uma vencedora. Pelo que és como ser humano e espiritual, por tua tenacidade, por tua coragem e força, por tua inteligência e dedicação.
Não te importes que eu chore ao contar isso e que compartilhe em prantos a minha felicidade. Não aprisiono minha emoção nem quero esconder a felicidade que sinto neste momento. Sabes como eu sou… E muito ainda vou chorar de alegria, porque meu coração transborda dela, não cabe no peito.
O professor-orientador recebeu o prêmio no teu lugar porque não foi possível que estivesses lá, mas é teu esse prêmio pelo trabalho de Iniciação Científica vencedor do prêmio, e já tive prazer de te assistir defendendo o tema perante a comunidade acadêmica. Guarda o Certificado de Melhor Trabalho na área de Ciências da Vida na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) que alcançaste muito mais do que uma anotação no teu currículo, já bastante extenso graças ao teu esforço, antes mesmo que tenhas concluído a graduação em Psicologia. Muito ainda mais haverás de conquistar pela tua inteligência e capacidade. Muito mais! Muito mais! Que assim seja e assim será.
Beijos e bênçãos com meu amor. Com todo o nosso amor por ti, parabéns!
Domingo, 30 de Dezembro de 2007 às 14:24
Vera Pinheiro
FELICIDADE ASSUMIDA
Vera Pinheiro
Um dos sentimentos mais difíceis de se compartilhar é a felicidade. Estando tristes, choramos em ombros amigos. Na amargura, ganhamos colo e afeto. Temerosos, somos encorajados. Angustiados, recebemos estímulo. Vivenciando dor, surge a solidariedade. Em dificuldade, alguém sugere solução. Desanimados, não falta quem nos reanime. Aborrecidos, encontramos quem melhore a situação. Doentes recebem conforto. Estando chateados, recuperam nosso bom-humor. Com um problema, chegam alternativas para resolvê-lo. No sofrimento, alcançam-nos amparo. Na descrença, trazem-nos palavras de fé. No desalento, nossa força se refaz pelo incentivo que nos oferecem.
Entretanto, não se dá o mesmo quando estamos absolutamente felizes. Poucos participam da felicidade que toma conta de nós. Nem todos comemoram conosco a felicidade que vivenciamos. A solidariedade escasseia quando nossa vida está muito feliz, rareiam os que vibram com a alegria que sentimos, desaparecem os que deveriam estar junto num momento extremamente bom, some quem poderia celebrar conosco as conquistas e vitórias obtidas.
Nem sempre a culpa dessa ausência é dos outros. A indiferença em relação à nossa felicidade, que tantas vezes resulta de esforço, coragem e persistência, é porque não compartimos a parte boa da vida do mesmo modo como o fazemos nos momentos difíceis que atravessamos. Buscamos ajuda dos outros no sofrimento, por necessidade de auxílio para a travessia de fases árduas, quando nos sentimos pequenos demais para o tamanho do fardo, mas somos egoístas na felicidade, não sabemos reparti-la e temos medo de perdê-la, se a dividirmos.
O silêncio dos outros nos festejos da nossa alma é porque não os convidamos a conhecer a alegria que experimentamos, não permitimos que tomem parte dela. Sentimos medo de que a felicidade escape de nós, se contarmos sobre ela. O pavor da inveja alheia impede que nos revelemos felizes, que possamos assumir inteiramente, perante os outros, que a vida está boa, maravilhosa! A poucos confidenciamos a felicidade, supondo que ela possa não durar e se perder rapidamente, se todos souberem.
Isso mostra que acreditamos mais nos outros do que em nós, que damos poder aos outros mais do que reforçamos o próprio poder de ser feliz. Confiamos mais na influência dos invejosos, dos maldosos, dos que não querem nosso bem-estar, do que na felicidade que construímos e que não é frágil, efêmera, inconstante, volátil, débil. Reservamos para nós esse estado de felicidade, e ela fica trancafiada para que ninguém a afaste de nós.
Quando perguntam como estamos, se a vida está nos tratando bem, por maior que seja a felicidade, nós a disfarçamos, omitimos, negamos, escondemos. No máximo, dizemos que “está tudo bem”. Mais nada, além disso. Não compartimos a felicidade para fugir de perguntas, por autodefesa, por medo de inveja, por preocupação com olho gordo, para não dar asas à imaginação alheia, para evitar curiosidade acerca da nossa intimidade. “Sou feliz, estou ótima, tudo vai bem e cada vez melhor!”. Atreve-se a responder assim quem tem coragem de assumir a própria felicidade, confia em si, não dá força nem poder a sentimentos negativos de ninguém, quem tem mais fé do que medo e acolhe o melhor da vida em plenitude, sem reprimir emoções e sentimentos.
Felicidade é um bem tão precioso que não merece esconderijo, é digno de ser exposto. Para isso, precisamos sabê-la consistente, real, verdadeira, forte, e, sobretudo, merecida! Devemos assumi-la sem medo ou vergonha, e espargi-la pelo mundo, pois quanto mais a dividimos tanto mais se multiplica em nós. Sejamos felizes escancaradamente em 2008! Será incentivo para quem ainda não alcançou esse presente da vida e prova de que a felicidade existe, é viável, possível, concreta, e que todos podem vivê-la, cada um a seu modo. Ninguém tira, qualquer um pode dar, e quem quiser vai recebê-la. É meta, objetivo, esperança, sonho que se realiza para quem acredita e tem certeza de que merece. Felicidade não se sufoca, precisa ser assumida, espalhada sem receio, e mostrada com convicção! Isso a faz melhor ainda!
(*) Crônica publicada no jornal A Razão (www.arazao.com.br), de Santa Maria, RS, edição de 29 e 30 de dezembro de 2007.
Sábado, 29 de Dezembro de 2007 às 08:58
Vera Pinheiro
Vera Pinheiro
Tens medo de inveja e olho gordo? Todos já tivemos medo disso, uns mais, outros menos. Alguns se sentem vulneráveis e atacados por essas pragas, e acham que elas influenciam o bem-estar e interferem na sorte e felicidade. Minha mãe dizia que “não existe feitiço maior que a inveja”. Feiticeira que sou, sei que não é bem assim, que a gente pode, deve e consegue se proteger de tudo que é negativo, evitar contato e não entrar em sintonia com energias baixas como essas, se manter acima do mal e vivenciar apenas o bem. Mesmo quando se tem um “dia de cão sarnento” não é porque alguém desejou isso pra gente, Acontece. Simplesmente acontece.
Eu me recuso a dar poder ao mal. Os que acreditam no poder dos maus, invejosos e olhudos são influenciados por eles porque os fortalecem. Quem confia em si mesmo, se empodera, ganha forças, robustez de espírito, coragem e proteção.
Inveja faz mal muito maior para quem a cultiva do que para quem é invejado. Engole o próprio veneno. Já viste alguma pessoa invejosa feliz? O invejoso é alguém de mal com a vida, consigo, com os outros e com o mundo. É um infeliz, em suma. Odeia o que o outro tem e é, mais do que aquilo que ele não tem e não é. A felicidade alheia o incomoda, e com isso perde tempo de se fazer feliz. Preocupa-se tanto em invejar o outro nas suas vitórias que não se ocupa consigo para construir metas e atingir objetivos, e vive constantemente frustrado.
Há pessoas cujo olhar é mesmo de “seca pimenteira”, não conseguem fazer regime no olho gordo. Preocupam-se demais com o que os outros têm de bom e perdem tempo e ocasião de fazer a própria felicidade.
Por medo dos invejosos, dos olhudos, dos maledicentes, dos falatórios, muitas pessoas escondem a felicidade que sentem. Temem que ela fuja se contarem como estão felizes. Há alguns dias, recebi uma mensagem que deu a inspiração da minha “Crônica da semana” deste sábado. Cristian Bastianello, um jovem advogado de Santa Maria (RS), filho de um querido amigo meu, desde que eu tinha uns 15 anos, Ildo Bastianello, observou que se perguntam “como estão a vida e os negócios”, de modo geral, as pessoas omitem a realidade feliz que vivem por medo da inveja alheia, e a isso ele denomina de “síndrome do coitadismo”. As pessoas preferem dizer que a vida não vai bem para não despertar inveja e olho grande.
Cristian, querido leitor do jornal e do blog, me deu inspiração de um belo tema e, assim, se tornou o “muso” da semana. Escrevi a crônica “Felicidade assumida”, uma abordagem diferente desse tema sobre o qual já tratei várias vezes. Muito obrigada pela sugestão! Valeu, amigo! A crônica está no jornal A Razão (Santa Maria, RS) e no blog neste sábado, e se ele está funcionando, foi porque briguei por solução, em vez de chorar com a cabeça nos joelhos. Eu me incomodo, mas não me acomodo! E, sendo necessário, troco a inicial do meu nome, de V para F. Viro Fera, se preciso. Depois amanso e faço miau…
Então, digo e assumo: sou feliz, tudo está ótimo e vai ficar melhor ainda. Saibam por que digo isso lendo a crônica desta semana. Não tenho medo de inveja, afinal, nas palavras de minha mãe, “eu tenho uma proteção divina”. Mas não é só por isso: é porque, quanto mais falo da felicidade que sinto e a compartilho, mais ela cresce e se fortalece na minha vida. Assim foi, assim é e assim será. Ho!
às 08:51
Vera Pinheiro
Vera Pinheiro
Meus amores, hoje vou rezar dobrado, acender vela, botar incenso, usar a vassoura mágica, tomar banho de sal grosso, acender a fogueira e me proteger de todos os lados, porque a sexta-feira que tive foi dose pra leoa… e das valentes, brabas, fortes, senão não agüentaria o tranco! Eu não merecia tanto, caralho! Há muito não tinha um dia tão pesado, daqueles que deixam a gente sugada mesmo. Fui vampirazada, será? Uma amiga minha dizia, em dias assim, que ela estava “com a avó amarrada atrás do toco”. Valei-me, Grande Mãe! Será que não me benzi antes de sair de casa? Orei apressada? Dormi com os pés descobertos?
Como já deu pra sentir, neste blog não conto somente “as ganhas”, relato também “as perdidas”, a parte boa e a “nem tanto”, porque a vida é feita de sombras e luzes. Nem tudo são flores, a gente sabe. Há espinhos, dificuldades, complicações, incômodos, mas hoje foi um exagero, porra, veio tudo acumulado, Acho que ganhei uma almofadinha de veludo no colo da Deusa, porque foi um dia brabo!! Se católica eu fosse (não sou), diria que o dia teria rendido um baita crédito para pecar.
Aconteceu de tudo um pouco, mas vou minimizar a parte sórdida dos fatos. Acho que tudo começou de manhã cedo, quando vesti a saia virada e fiquei desse jeito até o meio-dia, quando encontrei a filha e ela me mostrou que a etiqueta estava do lado de fora. Não acreditei, juro! Minha sorte foi ter vestido uma saia que é igual do lado certo e do avesso, e usava uma blusa por fora da saia, com um blazer, então ninguém viu a etiqueta e que minha roupa estava pelo avesso, como, aliás, foi o meu dia. Já saí apressada de casa, como foi no mês de dezembro inteiro. Não tomei café porque não deu tempo, não almocei porque precisei resolver os incômodos e precisava voltar logo ao trabalho. Fiz jejum o dia todo, portanto. Espero que sirva pra alguma coisa, além desse ronco na barriga.
Eu me senti profundamente agradecida por chegar sã e salva em casa. Ai, que alívio voltar pra casa. Ouvia, no caminho, um CD calmante, mas estava a ponto de engolir um vidro de Maracujina de guti-guti, sem respirar. Estou ainda uma pilha, plugada, tensa, e puta da vida com os fatos que me transtornaram hoje. Escrever alivia a minha alma, por isso me ajuda estar aqui.
O detalhe é que não sei se o que pretendo postar no blog poderá ser lido hoje, mas ainda assim escrevo e compartilho essa sexta-feira de cão! De cão, sendo um dos meus, não. Eles levam um vidão! Estou com um problema sério – seriíssimo – para acessar o blog, o site e o e-mail verapinheiro@verapinheiro.net e tentei resolver isso durante o dia inteiro, sem deixar de cumprir o meu trabalho, porque isso não seria possível, tinha muito a fazer. E não foi só isso que aconteceu, mas o resto deixa quieto!
Tenho muita impaciência com gente dada a descaso, desrespeito e incompetência. Não sei como consegue emprego quem é muito ruim de serviço mesmo! Tem gente que não se importa em resolver os problemas da gente como cliente, como consumidor, e não tem a menor pressa para atender a nossa necessidade. Fodam-se os clientes! O mais irritante é que a gente pede uma solução e eles dizem frase que sempre começa com “Senhoooora…” (argh!) e emendam com gerúndio: “vou estar verificando…”. Nesse ponto, já estou histérica. E aquela vozinha linear repete as mesmas coisas, mesmo que perguntemos algo diferente em busca de solução. Parece que não ouvem o que a gente diz ou estão programados para responder a mesma coisa, não importa qual seja a pergunta. Se a consulta for por atendimento on-line, coisa que devia ser ágil, demora uma vida para que respondam, e quando a gente cobra a resposta, escrevem: “Senhora (argh!), aguarde mais um instante, estamos verificando”. E repetem isso várias vezes, matando a gente de cansaço.
Enfim, batalhei uma montanha hoje para cumprir meus compromissos profissionais e me incomodei tanto que valeu por um ano inteiro! Pior, não consegui resolver, porque a solução – naquele descaso a que me referi – deve chegar em 72 horas, ou seja, três dias. Talvez o site, o blog e o e-mail fiquem fora do ar por três dias. Por isso, vou escrever com data e, quando se dignarem a resolver o problema, coloco tudo o que escrevi no blog. Hoje é sexta-feira, 28 de dezembro, já de noite. Estou no bagaço, merecia um SPA, urgente!
Dai-me paciência, oh, grande e poderosa Mãe! Minha paciência é grande, mas acaba. Hoje ela está num restinho… Acho que vou dormir mais cedo pra terminar logo o dia. Só que, quando fico muito zangada, perco o sono… e olha que sou boa de cama: deito e durmo. Vou fazer um chá, tomar um banho gostoso e botar as pernas pra cima. Se não posso mudar a situação, por mais que tenha esperneado o dia inteiro, só me resta esperar, esperar, esperar… O que não depende de mim, por mais que me esforce, exige calma… que está um tiquinho só. Que teste para meus impulsos o dia de hoje! Que teste para não perder o rumo!
Mas, como tudo tem uma parte boa, tenho duas notícias felizes. O meu queridíssimo amigo Jayme Panerai Alves pediu para publicar a crônica “Amor universal”, postada logo aí abaixo, no site dele (www.libertas.com.br). Que gentil e carinhoso! A outra boa do dia é que entrei em recesso hoje! Folga, finalmente! Eu mereço! Ah, como mereço e preciso. Depois, emendo com as férias e com a aposentadoria. Isso me recompensa deste dia de cão sarnento! Deu empate entre a parte boa e a “nem tanto”.
Sexta, 28 de Dezembro de 2007 às 20:16
Vera Pinheiro
Vera Pinheiro
Muita gente reclama do horário de verão. Aliás, muita gente reclama da vida, mas devia erguer as mãos aos céus e botar os dois joelhos no milho para agradecer tudo o que vive, a parte boa e a “nem tanto” da existência.
As manhãs encurtam com o horário de verão, mas é uma maravilha voltar para casa de óculos escuros, ainda de dia, apreciando a beleza do entardecer. Há quem não perceba as pequenas alegrias do cotidiano e fique esperando grandes acontecimentos para se considerar feliz. Não havendo algum fato grandioso, como esperado, se aborrece com a vida e perde a capacidade de se encantar com os detalhes simples, porém, significativos do cotidiano. Que bênção acordar e ver o sol, ouvir o barulho da chuva, o movimento das árvores, o canto dos pássaros, olhar as pessoas amadas e tê-las conosco, perto ou longe, pois moram no coração. Que bênção viver! E já que a vida é uma viagem (para uns, longa; para outros, curta), vamos todos aproveitar a paisagem e desenvolver o sentimento de gratidão pela vida, pela Natureza, por tudo que há. Enquanto isso, vamos continuar a construção do nosso ser, resgatando nossa verdadeira essência, admirando a vida e o que dela vem, porque tudo tem significado de dádiva.
Por tudo que vivo, percebo, acompanho, observo e aprendo, cada vez mais quero amar as pessoas, todas as pessoas das minhas relações. Não quero apenas amar as pessoas, quero expressar o meu amor universal, amplo, geral, irrestrito, sem condições. Quero amar por amar, pois me basta o amor que sinto para meu coração brilhar. Tantas vezes me aborreço com algumas pessoas, mas ainda assim me esforço por amá-las, porque cultivar sentimento ruim não é bom para mim e o meu amor pode transformar a sombra que vejo em pura luz. O amor, que se expressa de várias formas – carinho, compreensão, aceitação etc. – é transformador da paisagem humana, e faz muito bem.
Quero amar apesar das dores que o amor já causou em mim, das decepções que trouxe, das lágrimas que provocou. O amor que vivo neste momento da minha vida é puro encantamento, uma verdadeira magia. Não tem um nome, não se vincula a um homem, não pede nem exige, não cobra nem espera reciprocidade. Amo com nomes os meus filhos, a família de onde vim, as irmãs de religião, amigos e amigas de todas as horas (as boas e as “nem tanto”), os que fazem parte da minha vida e são parte de mim. Sem nomes, amo pessoas, e quero amá-las todas, até as que me obrigam a conter a raiva e o impulso de jogar uma cadeira na cabeça delas; as que me deixam irada e me impõem o silêncio e me ensinam o perdão; as que tentam me tirar do prumo, atiçando a minha irritação, e me forçam a sorrir e a esquecer o lado negativo delas, substituindo isso pela busca do bem que nelas há, e que insisto em descobrir ou, ao menos, supor que existe, respeitando suas razões para não se revelarem generosas, amorosas, gentis, carinhosas, afetuosas, solidárias.
Há dificuldade num amor assim, porque a gente precisa se superar para amar os insuportáveis, os irritantes, os maldosos, os que não gostam da gente. É muito mais fácil amar quem nos ama, nos aprecia, nos valoriza, quem gosta do nosso jeito, nos compreende, admira o que fazemos, vê nossas qualidades, aplaude nossas vitórias, nos incentiva, encoraja, está conosco nas horas rudes, e valoriza mais as virtudes que temos do que os defeitos que persistem em nós.
O amor universal vai além do que são as pessoas, porque busca a essência, o melhor delas. Mesmo que elas sejam o oposto de nós, que tenham valores diferentes dos nossos, que nos persigam, magoem, entristeçam, queiram nos derrubar, nos odeiem, esse amor universal, que vem do mais profundo de nós, não sucumbe, porque vê em cada pessoa, boa ou “nem tanto”, uma criação divina, um ser em crescimento, que não sabe de sua porção bonita, divinal e boa, que ainda precisa trilhar uma longa caminhada espiritual e humana.
O amor universal, que invade meu coração e me emociona quando falo dele, me traz enorme aprendizado sobre mim mesma por vencer sentimentos negativos (e todos temos) e por engrandecer a minha capacidade de amar. Nem sempre posso dizer que amo, como no caso de pessoas que me detestam. Elas não entenderiam, talvez pensassem que é um deboche, que estou mentindo ou, por alguma razão, querendo algo delas. A essas dou meu amor silencioso e as vejo sob uma luz amorosa e pacificadora. Dá muito certo isso, porque simplesmente elas sossegam e compartilham, sem saber, da paz que sinto por amá-las, apesar de tudo.
É tão feliz abraçar pessoas! É tão bom amar pessoas! É maravilhoso encantar-se com a vida! E se fosse para a gente amar só quem merece, será que nós seríamos amados? Afinal, todos temos uma parte boa e outra “nem tanto”. A vida resulta de nossas escolhas e do que queremos fortalecer em nós: se cultivar o lado positivo ou dar vazão ao que não presta, se viver apenas nossas sombras ou deixar brilhar a luz que somos.
Portanto, amadas e amados, o dia de hoje é um convite ao amor. Não vamos rejeitar esse sentimento tão feliz. Se não for pelos outros, por nós mesmos, os primeiros beneficiados com a vivência cotidiana do amor. Eu acredito na essência amorosa dos seres, de todos os seres da Mãe Natureza, filhos e filhas do Divino Ser, e nunca quero descrer disso. Amo e amo e amo! Sou persistente até nisso ou principalmente nisso. Então, muito amor e luz sobre nossas vidas neste dia.
Quinta, 27 de Dezembro de 2007 às 11:51
Vera Pinheiro
Vera Pinheiro
Creio firmemente no poder das palavras, na força criadora que elas têm. Por isso, evito palavras negativas e sempre que me refiro a algo ruim (um termo do qual fujo), prefiro dizer: não é bom. É algo “nem tanto”, costumo dizer.
Morte e Vida são maiúsculas, e ambas requerem compreensão, entendimento, aceitação.
Vou contar primeiro a notícia que não é boa.
Sérgio de Assis Brasil faleceu, na manhã de ontem. Partiu um homem muito querido, jornalista, cineasta, diretor e criador da TV Campus, formado em Direito pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), na minha cidade (RS). Nasceu no dia 2 de agosto de 1947, em São Gabriel (RS). Era pai de Gustavo, Tiago e Renata e esposo de Anamaria Bragança Moraes de Assis Brasil. Sérgio estava hospitalizado há vários dias, vítima de câncer. O corpo foi velado na capela 2 do Necrotério Nossa Senhora Medianeira (do Hospital de Caridade) e o sepultamento foi realizado nesta quinta-feira, às 10h, no Cemitério Ecumênico Municipal de Santa Maria. A Prefeitura Municipal de Santa Maria decretou luto oficial por três dias. A cidade está de luto e eu perdi um bom amigo, de quem gostava muito. Tão logo soube da notícia triste, me perguntei se teria dito a ele quanto o admirava como profissional, que o achava um sujeito ótimo, e que ficava feliz quando o encontrava no Calçadão da cidade, nas minhas rápidas idas a Santa Maria, e que era muito bom receber o grande abraço que ele costumava dar. Acho que disse, pois faz tempo que me exercito na expressão do meu afeto pelas pessoas.
Já contei a parte “nem tanto”, a morte do meu amigo e colega tão querido. A parte boa a contar é a do meu reencontro com o ex-reitor da UFSM, professor Derblay Galvão, um homem admirável, inteligente, amável, um grande mestre, que também mora em Brasília, mas nunca nos vimos aqui. Não o vejo há 25 anos, e falamos por telefone ontem, graças à ponte entre nós feita por um amigo comum que temos, Jayme Panerai Alves, conceituado psicólogo que mora em Recife, e com quem trabalhei no início da minha carreira, na Rádio Imembuí, de Santa Maria, lá por 1975, acho. Foi tão feliz falar com o querido reitor da época em que eu cursava Jornalismo na UFSM. Conversamos como se tivéssemos nos visto há uma semana, com muito carinho. Ele está no CNPq, brilhante como sempre. Prometemos nos rever pessoalmente depois das férias de janeiro. Quero dar um abraço bem grandão nele! Já disse da minha alegria em falar com ele depois de tanto tempo.
Quero abraçar com meu coração o queridíssimo amigo Jayme Panerai Alves, ser humano dos melhores. Nas últimas três décadas, só o encontrei uma única vez, mas o carinho e amizade por ele não se abalam com ausência nem com distância. Obrigadíssima, Jayminho, pela alegria que me deste, proporcionando o reencontro com o nosso estimado reitor. E quero dizer: gosto muito de ti e sou fã do teu site (www.libertas.com.br). Os teus artigos fazem bem à vida. E obrigada por teres colocado no teu site um link para os meus escritos. Fiquei honrada e agradecida por esse carinho.
É tão feliz reencontrar afetos, abraçar, beijar, dizer que gosta, que admira, que ama. Não perco ocasião de expressar o que sinto de bom sobre as pessoas. Geralmente, calo a parte “nem tanto” delas, pois não sou eu quem vai corrigi-las, isso depende do querer de cada um, a partir do seu movimento interior, do seu próprio ritmo, de seu tempo, de suas experiências e aprendizados. Mas torço muito para que se iluminem de sabedoria, fundamental para um bom viver.
às 08:55
Vera Pinheiro
Vera Pinheiro
Depois dos excessos gastronômicos por conta do Natal, seria boa opção de almoço alguma coisa fraca como sopa de pensão. Não cheguei a tanto hoje, mas comi apenas 155 gramas. Paguei em moedas, porque, com uma sobremesa de frutas, sobrou troco para R$ 3,00. Dá para crer? Pois é verdade. Almocei sozinha e com pressa de voltar e terminar o que tenho a fazer. Não gosto de mesa lotada de trabalho a minha espera. O costume adquirido em empresas privadas não escapou de mim quando passei a trabalhar no serviço público, e num lugar em que a demanda é grande, não importa a época. No entanto, há quem pense que é tudo moleza. Não é. Não é mesmo!!!
Enquanto almoçava, pensava: é brabo! Tenho horror a gente que se compromete e não cumpre, que marca e não comparece, que assume um serviço e não faz nem abana o rabo para avisar que não vai fazer o que estava tratado.
Tratei com um homem para cortar a grama do quintal de casa, que precisa de um profissional para dar uma geral, já que a grama cresceu muito, e rapidamente, com as chuvas deste mês. Não sei lidar com o cortador de grama, é pesado demais, não tenho jeito com ele ou me falta muque mesmo. Semanalmente, eu mesma cuido da limpeza, boto a mão no ancinho, recolho folhas e frutos que despencaram, ajeito tudo (e me faz muito bem isso!). Pois o bendito homem acertou preço, data e horário (nessa ordem) para fazer o serviço, que seria hoje. Ainda ontem, bem cedinho da manhã, eu o vi, desejei Feliz Natal e ele confirmou o serviço.
Tu apareceste lá? Nem ele! E o celular dele, claro, desligado. Não é a primeira vez que acontece e eu fico muuuuito irritada com isso. É brabo! Porra, diz que não vai fazer, que desistiu, que não pode ou não quer, mas não some! Falou, está falado. Seria a mesma coisa que marcar com ele e, quando ele chegasse, eu desistisse do serviço acertado. A diferença é que eu não o deixaria no prejuízo.
Será que não dá para ser diferente? Depois, quando eu brigo e sapateio com os homens, acham que sou dura demais. Outro dia, para fazer a limpeza da caixa d´água em casa foi uma saga, uma epopéia, nem gosto de lembrar! Aí a bronca foi com a empresa prestadora do serviço. Na primeira vez, o homem foi sem escada, talvez pensando ser o Homem-Aranha para escalar com as mãos. Na segunda, fiquei esperando, o homem apareceu com uma escadinha que só alcançava um armário bem baixinho. Não sendo a escada do tamanho necessário ao serviço, ele voltou sem fazer coisa alguma. Como é que a criatura vai trabalhar sem equipamento?
Na terceira vez, três horas depois – e eu esperando – a empresa avisou que o homem designado (deve ter mais de um, mas, enfim, que seja como me disseram), teve um contratempo e não poderia ir. Na quarta vez e última chance, porque eu já tinha ido léguas além do limite da minha paciência, finalmente o homem fez o serviço direitinho, reconheço, mas a atendente ouviu o bicho antes disso! E me dava um cansaço aquela voz sem mudar o tom: “Senhora”… começa aí a minha irritação… “Lamentamos muito, mas…”, e lá vem desculpa maltrapilha. Como é que pode isso? E de onde tirei tanta paciência, que é grande, mas acaba? Porque precisava. Quando a gente precisa e não sabe ou não pode fazer sozinha, agüenta, tenta, insiste. Custa muito incômodo, na maioria das vezes, mas persiste até resolver.
Por isso, sempre quero saber mais de tudo, mesmo que não precise, pois um dia posso precisar e para não depender dos irresponsáveis. E ainda tem quem ache que quero controlar tudo, fazer tudo, entender de tudo, tomar conta de tudo e que sou independente demais. Está bem, podem criticar, mas quem me diz que isso pode ser diferente? Se eu ficar esperando o jardineiro que sumiu ou até encontrar outro, o mato vai subir ao teto! Então, vou aprender imediatamente a lidar com o cortador de grama e fazer o serviço, ora, bolas. Vou enfrentar a situação!
Não vou perder para o cortador de grama, vou tentar entender como o equipamento funciona e contar com a ajuda dos filhos, que estão de férias, para esticar o fio elétrico, pois tenho pavor de choque. Nem troco lâmpadas… Aliás, já disse que de poucas coisas tenho medo: divindade, eletricidade, e mulher ciumenta. O mais eu encaro! E lá vou eu!
Quarta, 26 de Dezembro de 2007 às 15:00
Vera Pinheiro
Vera Pinheiro
Não estou exagerando, eu me sinto “Maria, Maria”, aquela da música de Milton Nascimento, que ouvi a caminho do trabalho, um lugar que hoje está em silêncio absoluto. Nem o telefone toca e de barulho, só o teclado do computador. Dá para ouvir a própria respiração. Tenho uma pilha de trabalho para hoje, apesar do meu espírito de feriado não ter se recolhido. Ainda bem que gosto do que faço, senão ficaria contando as horas. Aliás, nem posso fazer isso, porque não uso relógio há anos, já disse isso aqui.
Já comecei a destrinchar a pilha de trabalho, e não é coisa pouca. Graças dou por ter trabalho, e nunca me faltou, mas também não brinco em serviço. Pego e faço. Dou conta. Não me gabo disso, pois considero obrigação de quem é profissional. Gosto de reconhecimento, de respeito e de bom salário, porque elogios não pagam contas, a gente sabe, embora eles sejam grande incentivo, ajudam na motivação, acrescentam um tanto à consciência de que se está fazendo bem, e garantem boa recomendação para o próximo emprego. Os empregadores trocam informações sobre os empregados, não adianta a gente se iludir apenas com um bom currículo em mão.
Lembrei agora de um fato para mim engraçado. Ao chegar em Brasília, quando se referiam a mim para outrem, diziam que eu era “pé-de-boi no trabalho”. Eu me sentia a própria vaca, por não saber o significado. Como não durmo com dúvidas, e me esforço por isso, perguntei: “afinal, isso é bom ou ruim?”, pois o dicionário tem duas explicações, uma boa e outra nem tanto. Então, me disseram que eu era “pé-de-boi” porque muito trabalhadora. Ah, bom…
Voltando à canção de Milton Nascimento: presta atenção, ouve de novo. A letra me relembra da força feminina, tão Maria, Maria, e jamais quero esquecer: “é preciso ter manha, é preciso ter graça, é preciso ter sonho sempre. Quem traz na pele essa marca, possui a estranha mania de ter fé na vida…”. Eu me sinto Maria, Maria, “uma mulher que merece viver e amar como outra qualquer do planeta”. Tenho uma baita fé na vida! Mania das melhores. “É preciso ter força, é preciso ter raça, é preciso ter gana sempre. Quem traz no corpo a marca Maria, Maria, mistura a dor e a alegria”.
Taí a letra, que cantarolei hoje, toda Maria, Maria…
Maria, Maria
É um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece
Viver e amar
Como outra qualquer
Do planeta
Maria, Maria
É o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que ri
Quando deve chorar
E não vive, apenas agüenta…
Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria
Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida…
Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria…
Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida….
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Hei! Hei! Hei! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!…
Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria…
Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho, sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Hei! Hei! Hei! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!…
às 10:27
Vera Pinheiro
Vera Pinheiro
Tens certeza de que hoje não é feriado? É dia de trabalho mesmo. Tens certeza de que o expediente vai começar no horário de sempre? Não é como na terça-feira “gorda” de carnaval, que a gente pega no batente ao meio-dia, quiçá às 14h? O dia de trabalho hoje começa no horário de sempre. E, afinal, que dia é hoje? Está parecendo segunda, e com a porção Garfield em potência máxima. Céus, é quarta-feira!!! Caramba, acho que ainda estou dormindo. “Quem eu sou, onde estou, para onde vou”? Vou para o chuveiro recitar o meu CPF. Se lembrar do número, já terei acordado.
Bem, pelo menos consegui estar aqui (quase) no horário de sempre, vivas! Consegui retomar um bocadinho da minha santa rotina, mas a semana já está na metade, e daqui a pouco começa tudo de novo: correrias de fim de ano, supermercados lotaaaados, festanças, comilanças, a gente dormindo tarde, acordando cansada e com um monte de coisas para fazer, e o tempo… pequenininho.
Ainda bem que me dei de presente um relógio despertador novo, desses bem baratinhos, que vendem em loja de 1,99. É para não lamentar quando ele voar e se despedaçar no chão, como aconteceu com o que eu tinha, e que precisei dele durante todo o mês de dezembro para não dormir mais que a cama e perder a hora. Não, juro que não sou pessoa do tipo que joga coisas na parede quando se aborrece, afinal, sai do meu bolso e, na situação, prefiro um bom grito! Foi sem intenção mesmo, mas eu estava dormindo e o danado do relógio gritava nos meus delicados ouvidos. Estou mais para rainha-mãe, mas ainda gosto de acordar como uma princesa… Acordei rapidinho quando ele se espatifou e saí catando os pedaços dele pelo quarto.
Vou para o meu dia! Que seja feliz, em harmonia, com saúde, proteção, segurança, e na paz. Feliz dia seguinte pra ti também. Mas bem que podia começar o serviço mais tarde, ah, isso podia, né, não?
Ao acordar, sempre digo: “Bom dia, vida!”. Mas hoje, sinto muito, me dei um tranco e pensei: “Te situa, mulher!”. Agora, sim, mais ou menos acordada, digo com o coração: Bom dia, vida! Bênção, Grande Mãe.
Que o tal espírito de Natal fique em nossos corações, mesmo tendo vontade de espancar algum mal-humorado de plantão. Se estiveres cansado e estressado no trânsito e com aquele humor horrível pela ressaca da festa, não custa evitar dar o dedo pra criatura que cruzar contigo. Acena com um sorriso! E toma água de coco, bastante. Afinal, em menos de uma semana, haverá mais festa. E hoje tem uma grande festa, lembra disso, porque eu não esqueço: hoje é a festa de mais um dia para viver, e isso é uma bênção.
Estou meio perdida no calendário, é verdade, mas feliz por este dia, mais um presente da vida! Feliz Dia a todos.
Ah, e me desculpem por não ter respondido mensagens de Natal que recebi e por ter passado o dia de ontem com o celular desligado. Só liguei o computador depois da meia-noite e só lembrei do telefone no horário de desligá-lo, antes de dormir, e então vi que não tinha ligado desde a véspera. Agradeço e retribuo com o mesmo carinho tudo de bom que me desejaram e peço ao Poder Divino que as palavras boas se multipliquem três vezes em suas vidas também! Que seja assim!
Que dia lindo! A minha carinha é que está meio amassada… Vou passar um reboco e seguir em frente. Vamos?
às 07:42
Vera Pinheiro
Vera Pinheiro
Então, foi Natal. Festa da família, intimidade. Comemoração entre os que se amam. Dia de lembranças também. Dia de vivenciar o amor, e isso não é apenas para datas como essa. É para o cotidiano de toda a existência. Feliz Natal todos os dias, portanto. Que perdure o “espírito natalino”, que vivamos a fraternidade sempre, e que o amor esteja sempre em nossos corações.
Quando a gente não aparece, pelo menos manda o retrato, não é assim? É o que faço nesta madrugada, pois o Dia de Natal foi reservado para os meus amados, em família.
Compartilho alguns Natais muito lindos que vivi. Inesquecíveis!

Natal de 1984

Natal de 1989

Natal de 1997

Gui - primeiro à esquerda - no Presépio

Camilinha - terceira à direita, de mãos postas - no Presépio
às 00:10
Vera Pinheiro
Vera Pinheiro
Toda vez que nasce um bebê, me emociono profundamente e me pergunto que mundo estamos construindo para o futuro dos que nos sucedem. Todas as amigas que ganharam neném tiveram minhas bênçãos e meu carinho, e acabo me afeiçoando aos filhos delas, como tia postiça.
Mas quando nasce um bebezinho que é sangue do meu sangue, a emoção é muito maior! Em 1970, eu tinha 15 anos e batizei a primogênita da minha irmã mais velha, Edith, e de Geraldo. Era a linda menina chamada Carla Cristina. Fui madrinha dela com um menino de 18 anos chamado Carlos Roberto de Andrade, da família do meu cunhado. Lembro tão bem da emoção de vê-la pela primeira vez e do batizado dela. Eu vestia cor-de-rosa e ela também, quando, em 1978, foi dama de honra do meu casamento.
Pois a menina Carla, minha sobrinha e afilhada, já me deu dois sobrinhos-netos lindos! Gabriel e, há dois dias, Thiago. São filhos de José Eduardo Ferreira Casado e Carla Cristina Pinheiro de Andrade Casado. Thiago nasceu no dia 22 de dezembro de 2007, às 10h55, pesando 3,330 kg e com 48 cm de altura. Abençoado seja o menininho, que vem como presente de Natal para as famílias do papai e da mamãe. E como tia-avó, estou toda faceira!
Sejam renovadas as esperanças de um mundo melhor com o nascimento de crianças acolhidas pelo amor de uma família. E assumamos o compromisso de cuidar da Natureza, que recebemos por empréstimo para zelar e entregar aos que chegarem depois de nós.
Beijos e bênçãos da tia-avó, Thiago.
Agora, olha o retratinho dele! Não é uma bênção? Parabéns, família!

Foto: Promatre
Segunda, 24 de Dezembro de 2007 às 10:23
Vera Pinheiro
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