Arquivo de Dezembro de 2007

Feliz

Vera Pinheiro
A felicidade hoje tem a cara dos melhores domingos, pois estou com meus dois filhos em casa. Estou, portanto, totalmente mãe hoje, com a atenção completa neles e, pode parecer tolinho isso, mas os contemplo enquanto dormem – e ainda dormem a essa hora da manhã – e passa um filme na memória de quando eram pequeninos. Parecem crianças quando dormem serenamente assim, nesta manhã de domingo, em que meu coração está sereno por tê-los perto.

E que noite boa eu tive! Quando os filhos estão fora de casa, mãe dorme com um olho aberto e outro fechado, coisa séria! Por mais consciente que sejamos de que “filhos a gente cria para o mundo” queremos todas as certezas de que estão bem, longe do nosso olhar. A gente gerou, pariu, criou e depois entrega para a Grande Mãe cuidar. Claro que lhes mostramos valores e recomendamos que se cuidem, já que não podemos fazer isso. O que ensinamos e damos de exemplo com nossa vida eles assimilam e vivem, daí o cuidado necesário com o que plantamos nos corações e mentes dos filhos.

Tenham um domingo feliz como o meu! E voltem olhos e coração para a família, sublime presente que o Poder Divino nos concedeu.

Vou fazer comidinha para nós. Domingo em família é uma bênção! Eu me sinto muito abençoada com os meus pimpolhos… as minhas crianças, entre 20 e 30 anos. Ah, mas e daí? Mãe é mãe!!! Por isso, hoje o recado é curtinho. Minha prioridade máxima hoje é estar com eles, enchê-los de mimo, para que se fortaleçam de todo o meu amor quando estiveram longe de mim. Amor é o melhor que há e se aprende em casa, na família.

Adicionar comentário Domingo, 23 de Dezembro de 2007 às 10:05 Vera Pinheiro

(*) Crônica da semana

PRESENTES DE NATAL
Vera Pinheiro

Perguntem a um doente o que ele quer receber neste Natal. Nada lhe seria mais valioso que a saúde, presente que certamente seria sua escolha. Para alguém que perdeu uma pessoa muito amada, o que seria mais feliz que o retorno ao convívio dela? Quem está perdido de si mesmo quereria algo além do reencontro com a inteireza de seu ser e sua integração à própria vida?

No Natal, os encarcerados pedem liberdade. Os aprisionados a amarguras, o benefício da cura. O faminto, um prato de comida. O sedento, água fresca. O abandonado, aconchego. O incompreendido, tolerância. O sofredor, acolhimento. O desanimado, disposição. O enfraquecido, a força que precisa. O triste, seu sorriso de volta. O rejeitado, aceitação. O ignorado, inclusão.

O derrotado pede chance de vitória. O desalentado, bênçãos em profusão. O descrente, muita fé. O desanimado pede esperança. O inseguro quer autoconfiança. O ansioso, serenidade. O impaciente pede paciência redobrada. O apressado, muito mais tempo. Quem está sempre ocupado pede horas vazias. O desempregado, trabalho e renda. Os angustiados querem sossego. Quem está sozinho pede um par. Os insatisfeitos querem prazer.

Os temerosos precisam de coragem. Os mal-humorados, de bom-humor. Os rígidos, de flexibilidade. Os sérios demais, de um pouco de riso. Os estressados, de relaxamento. Os sobrecarregados, de leveza. Os isolados adorariam companhia. Os endividados, pagar as contas. Os magoados, capacidade de perdoar. Os medrosos, ousadia. Os furiosos, mansidão. Os tensos, muita calma.

Os precipitados pedem cautela. Os desconfiados, o aprendizado da confiança. Os agressivos mereceriam conhecer a ternura e deviam pedi-la. Os persistentes querem paz e todos esperam ter prosperidade. Quem honra a Mãe Terra pede sua preservação. Os otimistas acreditam que terão tudo o que quiserem; os pessimistas duvidam, mas também pedem. Os desistentes querem se recobrar, os teimosos pedem para vencer ou vencer. As crianças sonham ter o que pediram; os jovens querem o possível e lutam pelo impossível; os adultos se esforçam pelo que querem, pedem e acham que merecem; os idosos apreciam presentes que contêm afeto e sabem quando um pacote está vazio de carinho.

Para dor de ausência, a presença seria ótimo presente. Para saudade, conforto ou esquecimento. Para desilusão, novos sonhos. Para projetos perdidos, possibilidades de recriá-los. Para problemas, rápida solução. Para cansaço, repouso. Para falta de motivação, incentivo. Para desprezo, compreensão. Para os desvalidos, solidariedade. Para o anseio de aprender, lições. Para realizações, vontade. Para superar dificuldades, perseverança. Para concretizar metas, firmeza no querer. Na fragilidade, vigor. Na dúvida, reflexão. Na inquietação, tranqüilidade. Para trocar experiências, amizade. Para conviver, família unida e amorosa. Para o grande amor que se sente, um amor compartilhado e feliz.

O melhor presente é o que acresce qualidade à nossa condição humana. Tudo o mais é acessório, efêmero, embora muito bom. A vida é um presente divino que recebemos, por isso, tenhamos gratidão e vivamos o amor, que é a melhor bênção, o maior poder, e do que a Humanidade e a Natureza mais precisam.

Participamos das confraternizações natalinas, presenteamos a família e os amigos, comemos panetone, fazemos ceia farta, brindamos muito, usamos roupa nova e enfeitamos a casa. Isso tudo é bonito como parte do cenário festivo, mas não é a essência do Natal. O nascimento de Cristo é uma celebração que não combina com ostentação, pois nos remete à simplicidade; não se reveste de vaidade, pois contempla a sabedoria; e somente tem significado se vivenciado com espírito de fraternidade sincera, sem hipocrisia, e isso devia durar o ano inteiro, pois renascemos todos os dias.

Voltemos nossos olhos para o coração, perguntando o que ele quer de presente para se sentir feliz. Pode ser muito menos do que achamos que nos é necessário, e talvez tudo já esteja em nós e à nossa volta, sem que tenhamos percebido. Reconheçamos a felicidade, esse presente que compartilhamos no Natal e em toda a nossa caminhada.
(*) Crônica publicada no jornal A Razão (www.arazao.com.br), de Santa Maria, RS, edição de 22 e 23 de dezembro de 2007.

Adicionar comentário Sábado, 22 de Dezembro de 2007 às 08:23 Vera Pinheiro

Estão chegando…

Vera Pinheiro
Estou especialmente feliz hoje! Atrasada de novo para este encontro, como tem sido desde que começou esse mês festivo, com meus horários pelo avesso, mas muito feliz!

Amanhã, meu bom filho à casa torna. Virá para as festas de final de ano, mas não sei até quando ficará conosco. Só quero saber o dia em que ele chega, depois (quase na hora do retorno) ele me diz quando voltará para a casa dele, senão já começo a ficar de novo com saudade… rsrsrs.

Então, amanhã, Camilinha e eu ganharemos este lindo presente de Natal: a vinda do Gui! Como estamos felizes! São presentes dessa grandeza que fazem sentido no Natal. Falei disso na “Crônica da semana”, a ser postada aqui e no jornal A Razão (Santa Maria/RS) neste sábado. É bom que a crônica venha mesmo antes do Natal para refletirmos juntos sobre o significado dessa data.

Quem também está chegando amanhã é Tiago, meu sobrinho-neto, filho de Carla e Zé Eduardo e irmãozinho de Gabriel. Ele nascerá em São Paulo, às 10h deste sábado, e já estou no plantão de orações. Que a Deusa dê uma boa hora para a minha sobrinha e afilhada, filha de Edith, minha amada irmã e comadre duas vezes (ela é madrinha do meu filho).

E acaba de chegar um lindo cartão de Natal da minha sobrinha-neta Bia, neta da minha irmã Edith, e filha da Tati e do . No cartão, uma foto linda dessa menininha tão amada, mas o que me emocionou demais foi uma folha com desenhos dela: uma casa, uma chaminé, um coração, um avião, um pássaro grande e outro pequenininho. Detalhe: ela ainda não fez dois aninhos. Meu coração viajou nas asas do passarinho maior, entrou pela chaminé e visitou o coração de Bia. Voltei para minha casa nas asas do pássaro menor, porque viajar de avião nessa época… Mas hora dessas pego um deles e vou abraçar de perto essa lindeza, brincar um pouco com ela, Gabriel e Tiago. Brincar é muito feliz em qualquer idade! Portanto, não levemos tudo tão a sério. Afinal, poxa, é Natal…

Adicionar comentário Sexta, 21 de Dezembro de 2007 às 12:21 Vera Pinheiro

O alerta

Vera Pinheiro
Não costumo copiar textos dos outros e colar aqui. Tudo é original de fábrica…rsrsrs. A minha fábrica de mensagens, vivências, observações e reflexões do cotidiano, com a única pretensão de compartilhar e de dar vazão a algo muito prazeroso: escrever.

Mas, quebrando a regra, quis mostrar matéria que li na internet sobre vírus do Orkut, que está matando computadores. Nessa época de Natal e Ano Novo, todos recebem uma infinidade de mensagens, cartões, links etc. com cumprimentos de Boas Festas. Adoro esse carinho, mas não abro arquivos com cartões, por mais curiosa que eu seja e por mais confiável que seja o remetente.

Estou no Orkut, e gosto muito dele, mas não clico em nenhum link que me enviam. Desconsidero mesmo. Aliás, desde há algum tempo, deu um surto nos orkuteiros. Em vez de mandarem recadinhos pessoais, mandam imagens enormes, mensagens prontas, links do YouTube e cartões em movimento. Sinceridade? Prefiro uma palavrinha, que procuro agradecer. Imagino que dá um puto trabalho fazer aquelas imagens , mas parece mensagem em massa, e isso me desobriga de responder.

Acho ótima a idéia do Orkut, mas anda meio desvirtuado do seu propósito. Parece com alguns lugares ótimos, que são um sucesso quando inaugurados, mas passa um tempo e baixa o nível.

Falando nisso, é muito freqüente, demais mesmo, pessoas que mandam mensagens pornôs, dizendo para clicar num link para ver cenas de sexo. Uma delas, recorrente, diz que o namorado filma as transas e disponibiliza na internet. Ai, que preguiça… Me dá um nojo disso! Longe de mim ser a personificação da timidez em assunto de sexo, preconceituosa com práticas sexuais ou pudica. Tenho recato no sentido da cautela, prudência e resguardo, mas já passei da idade da pose de virgem. Estou de bem com a minha sexualidade, mas detesto aquelas mensagens toscas, grosseiras e de putaria barata, de quinta! Eu deleto direto! Não tenho a mínima vontade de olhar isso, sem contar que não quero ser usada no Orkut para esse tipo de propaganda, e também para preservar da virulência que grassa por aí.

Por isso, colei aí abaixo a matéria de que falei no início. Li no site do Yahoo. Não recebi naquelas mensagens que nos alertam contra tudo e contra todos, e que passam mil vezes para a gente. Acho que o alerta é sério mesmo.

Adicionar comentário Quinta, 20 de Dezembro de 2007 às 11:01 Vera Pinheiro

Vírus do Orkut faz mais de 660 mil vítimas (*)

Ameaça deixa mensagem de feliz 2008. Basta visualizá-la para contaminar o PC; vítimas são inseridadas automaticamente em uma comunidade.

Se você é usuário do Orkut, cuidado. Mais de 660 mil contas já foram infectadas (em menos de uma semana) por um código que explora uma vulnerabilidade de XSS (cross-site scripting) e que deixa recados na página do usuário com o seguinte texto: “2008 vem aí… Que ele seja mto bom para vc”.

Segundo Gabriel Menegatti, diretor da empresa de segurança F-Secure no Brasil, não é preciso clicar em nada para contaminar o sistema. Basta visualizar a página com o recado. Feito isso, o usuário do Orkut passa a enviar a mesma mensagem para os recados de todos os seus contatos, ampliando sensivelmente o número de vítimas. Já são mais de 660 mil contas infectadas, a grande maioria é de brasileiros.

Além de disseminar o código nocivo para outras pessoas, a vítima também passa a fazer parte automaticamente de uma comunidade intitulada Infectados pelo vírus do Orkut. De acordo com Menegatti, o código nocivo não realiza outras ações nocivas, mas o fato é grave. “A estratégia também pode ser utilizada para criar redes de computadores para ataques a sites ou mesmo para o roubo de informações”, destaca.

Para evitar o problema, que tira proveito das configurações do navegador, o especialista recomenda que os usuários do Orkut alterem suas configurações. No Firefox, vale baixar e instalar o complemento FlashBlock. Já para o IE, o caminho é clicar em Ferramentas, Opções de Internet, Segurança e, na zona de internet, selecione Nível personalizado. Desabilite a função executar controles ActiveX e plug-ins. Vale lembrar que essas são soluções de emergência e que podem prejudicar a visualização de alguns sites.

(*) Texto de Daniel dos Santos (editor da PC WORLD e trabalha como jornalista especializado em tecnologia e internet há mais de 10 anos. Foi repórter da revista Veja, sub-editor da revista Época e editor especial do site IDG Now!). Li no site do Yahoo.

Adicionar comentário às 10:50 Vera Pinheiro

Recados

Vera Pinheiro
Ainda não consegui agradecer pessoalmente a todas as pessoas que enviaram mensagens pelo meu aniversário, mas pelo menos hoje consegui postar alguns recados no espaço “Recados dos Leitores”, aí acima. Não é por vaidade que compartilho o que me disseram de maravilhoso, é por felicidade mesmo e por acreditar muito no poder e na força criadora das palavras. Ao publicá-las, entrego-as ao universo para que se realizem. Abençoados sejam todos os que me desejam felicidade, e desejo firmemente que ela triplique na vida de quem me ver feliz. Acredito firmemente na lei do retorno e que tudo o que desejamos aos outros volta três vezes para nós.

Não consegui identificar a origem e procedência de algumas mensagens, mas não é isso o que importa e, sim, o conteúdo, o carinho, o afeto que me entregam de forma tão generosa, e que quero muito merecer, retribuindo na mesma medida.

Com tantas manifestações de afeto, me pergunto se estou manifestando claramente o meu carinho pelas pessoas. Acho que não cabe economia nisso. Às vezes, digo para alguém: “gosto muito de ti”, e percebo que isso causa alguma surpresa. Explicitar o que sentimos de bom pelas pessoas parece surpreender mais do que o rechaço. Quando digo claramente, sem meias palavras, do afeto que sinto, da admiração que tenho por alguém, do amor que alguém me desperta, percebo o impacto que isso causa, como se a pessoa não se julgasse merecedora disso ou se desconfiasse dos meus propósitos, que não vão além da liberdade de dizer o que sinto.

Se amo, digo que amo. Não quero perder a chance de dizer isso hoje, agora, já. Não sei se amanhã me será possível dizê-lo. Mas quando digo que amo, não quero arrebatar a pessoa para mim, não a quero aprisionada ao meu sentimento, quero apenas que saiba do meu amor e que possa recebê-lo, sem que isso transtorne sua vida. O amor deve fazer bem, ou não merece esse nome.

“Já disse hoje que te amo?”. Esta é uma pergunta que faço diariamente a minha filha, a pessoa mais próxima de mim. Dizer “eu te amo” não é banal, não pode ser desperdiçado nem desvalorizado. É uma confissão espontânea, que não cabe no próprio coração por ser grande demais, e merece ser compartilhada.

“Eu te amo”, digo sempre a meu filho, por telefone ou em mensagens por e-mail. Que ele sempre saiba do meu amor, e não canso de repetir, do mesmo modo que gosto muito de ouvir - ou de ler - o amor dele por mim. Não me basta supor, quero saber, sentir, ouvir, e dizer sempre que possível. Mais falo do amor que sinto do que da raiva que alguém me causa. O amor sempre foi maior do que qualquer sentimento negativo, que, aliás, não quero nutrir em mim, por fortes que sejam as razões.

Explícita desse jeito, já assustei muitas pessoas despreparadas para declarações de amor. Amo com a inteireza do meu sentimento, com a pureza do coração. Não significa que esteja pedindo reciprocidade ou comprometimento. Amar me faz bem, e me é essencial manifestá-lo. O amor ilumina minha vida e anima o meu ser amoroso. Gosto de dizer que gosto, que admiro, que quero bem, que amo. Se humana sou, e com capacidade de falar, não quero o silêncio, a omissão, a sonegação do amor que sinto por medo do que o outro possa fazer com isso.

Amar traz bem à vida. Amar todos os seres da Natureza, os visíveis e os invisíveis, o tangível e o intangível, todas as pessoas das nossas relações, mesmo os que não correspondem ao amor que sentimos, e isso é doação. Aos que não me amam do mesmo jeito que os amo, entrego o amor universal, aquele que não se vincula à condição de reciprocidade. Amo simplesmente porque são meus semelhantes, seres vindos do mesmo poder criador.

Não sufoco palavras de amor. O mundo já tem a sua porção rude, agressiva, indiferente. Não quero me filiar aos que bloqueiam sentimentos bonitos por medo da não-correspondência. Quero o amor demonstrado, mesmo que não o compreendam. Quero o amor explícito, revelado, entregue. Jamais quero me arrepender de não ter dito do meu amor e de perder a oportunidade de manifestá-lo.

Algumas vezes ouvi declarações de amor que não eram sinceras e sofri muito quando descobri isso. Nem por isso desacreditei do amor. Amo pessoas, a vida, a humanidade, a Mãe Terra, minha família, os amigos do coração, meus bichos, e me amo. Se não me amasse não poderia amar, porque a fonte do amor que transborda de mim começa no meu próprio ser.

Eu amo. Simplesmente amo. Enormemente amo. E me sinto feliz porque, apesar de todas as dores que atravessei por causa do amor, não perdi a capacidade de amar, que está acima das decepções. Amar é uma sentença de vida, uma escolha que se faz pelo lado feliz da vida. Eu amo a vida… e sou correspondida! Então, que o amor seja pleno na tua vida neste dia e até onde se estender a tua existência.

Adicionar comentário às 00:58 Vera Pinheiro

O recomeço

Vera Pinheiro
Se continuar nesse tranco, minha nova idade vai ter muito agito!!! Nossa Mãe, estou em excesso de velocidade para uma senhora de 50 e dois…rsrsrs. Em relação ao blog, estou me sentindo como quando a gente espera pessoas em casa, marca a hora para recebê-las, aí lembra de alguma coisa imprescindível que está faltando, e sai rapidinho para resolver aquilo, confiando que retornará a tempo. Porém, quando volta para casa, as visitas já chegaram e a gente fica vexada! Sinto-me assim em relação ao blog, pois as visitas vêm e não estou nesta nossa casa. Por isso, mil desculpas! Relevem, por favor, porque a correria ainda não me deu sossego, mas estou tentando retomar a minha santa rotina de escrever de manhã cedo, como gosto. Tenham paciência com esta senhora aqui…rsrsrs.

Ontem à noite, pretendia agradecer as mensagens recebidas pelo aniversário, deixar um recado, mas cheguei mais tarde do trabalho (“feriado” num dia, missão dobrada no outro) e, exausta, não vim. Precisava botar o corpinho para descansar da farra da véspera! Mas que foi boa, ah, isso foi!!! Pra quem não tinha programado nada de comemoração fui além da conta, né, não?

Aniversário é bom, eu adoro! A gente olha para trás, agradece o que viveu, e olha o futuro com enorme esperança e muita confiança. Enquanto isso, vive-se inteiramente cada dia, aproveitando o melhor dele. Carpe Diem! Aliás, esse é o nome do restaurante onde fiz o Happy Hour do meu aniversário. Tudo a ver comigo.

O recomeço da rotina parece não ter data marcada. Semana que vem, Natal. Na seguinte, Ano Novo, e assim os festejos vão emendando, sem contar as confraternizações com amigos, colegas e outros… A gente devia fazer isso mais vezes durante o ano para não se sacrificar em dezembro com tantas festas. Bem, não é exatamente um sacrifício, que exagero, mas cansa pelo excesso, isso sim. Quem diria que, tempos idos, eu fazia quatro noites de carnaval, mais duas reuniões infantis, e ainda trabalhava durante o dia no período… É, as coisas mudam… Felizmente mudam! Os ciclos da vida se alternam, a gente muda, adquire outras preferências, faz outras escolhas e se renova. A gente se recicla com o tempo, por isso a vida é uma descoberta a cada idade, e estou bem feliz com a minha, jamais negada. Só não entendo por que algumas pessoas olham para uma mulher desta idade e parecem querer que a gente esteja decrépita, acabada, sem viço, necessariamente coberta de cabelos brancos, rugas e netinhos à volta… e jeito de senhora bem-comportada! Contida, comedida, regulada, em fase de colheita, não de semeadura de novos projetos e desejos. Querem fórmulas, segredos, métodos para passar dos 50 e alguns com a mesma (talvez maior) alegria de quem tem a metade dessa idade. Não entendo a surpresa…

Ora, ora, nada demais: vivam felizes, sejam otimistas, perseverantes, corajosas. Encham o coração de amor, façam sexo gostoso, não se incomodem por qualquer coisa, trabalhem com prazer e ganhem bem por isso, tenham uma família unida e amorosa, larguem os excessos materiais, cuidem da vida espiritual e da saúde, coloquem os pés no chão e ergam as mãos para o céu todos os dias, em gratidão. Descansem, durmam, alimentem-se, larguem as culpas pelo que não deu certo, continuem tentando acertar sem cobranças excessivas. Tenham amigos e amigas (mais velhos, mais jovens e de sua idade), conversem, abram o coração, não sintam vergonha de suas dores, curem-nas. Aprendam com os tropeços e levantem-se com coragem. Riam, chorem, emocionem-se, encantem-se com a vida, façam coisas prazerosas e tenham tempo para não fazer coisa alguma. Tenham muita fé, orem, sonhem, realizem, divirtam-se. Amem-se muito e respeitem seus próprios limites. Não somos super, mas somos o máximo e o melhor que pudermos.

Ah, eu não sou conselheira de ninguém, por isso sugiro apenas que cada um descubra um conceito próprio do que é felicidade e veja o que realmente precisa para ser feliz. Isso rejuvenesce, revigora, reanima, faz a gente abraçar a vida com muito amor, e transforma cada dia num recomeço da arte singular do existir. Tem gente que reclama, mas é uma bênção estar aqui e agora! Abençoada seja a vida de cada um de nós. Abençoada ela é!

Adicionar comentário Quarta, 19 de Dezembro de 2007 às 14:24 Vera Pinheiro

O dia seguinte…

Vera Pinheiro
Ah, como tudo foi maravilhoso ontem à noite: oito horas de comemoração do meu aniversário! Começou às 18h e terminou às 2 da madrugada! Uma virada e tanto! O Happy Hour, que eu imaginava seria uma reuniãozinha simples, foi uma festa muito alegre, com vários amigos e amigas do meu coração. Logo mostrarei as fotos. Ora, aniversário sem retratinho não pode!

Ganhei muitos presentes, mas os melhores são o beijo e o abraço de quem a gente ama. Amo as pessoas que estiveram comigo e senti falta de outras, que amo muito, mas não puderam ir ao meu encontro. Pelo celular, vozes amadas de quem não pôde estar junto me alegraram.

Acordei tão feliz por tudo! Atrasada, claro, e já correndo para o serviço! Olhei minha carinha sonolenta no espelho e pensei: o que mudou de ontem para cá? Só dei um pulinho para os 50 e dois, mas parece tudo igual ao dia de ontem. Sorri para mim mesma e para a vida, agradeci a felicidade vivida e renovei a disposição de ser feliz.

Essa preguiça de dia seguinte a uma boa festa como a de ontem vou curar com um bom sono hoje! Mas só depois de responder as mensagens que recebi, e foram muitas. Graças dou por tanto carinho! Muitíssimo obrigada! Que o melhor que me desejaram se realize em suas vidas! Beijos, de nova idade.

Adicionar comentário Terça, 18 de Dezembro de 2007 às 14:31 Vera Pinheiro

Muito obrigada

Vera Pinheiro
Hoje é feriado para mim! Presente de aniversário do amado chefe…
Muitíssimo obrigada por todos os recados, bilhetes, telefonemas e mensagens que recebo hoje com o coração emocionado e feliz!
Minha vida é ainda mais bonita porque vocês são parte dela.
Beijos com meu amor e gratidão! Feliz dia para todos!

2 comentários Segunda, 17 de Dezembro de 2007 às 09:14 Vera Pinheiro

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