E o prêmio vai para…
Domingo, 24 de Fevereiro de 2008 às 12:02 Vera Pinheiro | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 213
Vera Pinheiro
Hoje, a Academia de Hollywood mostrará ao mundo desde o Teatro Kodak, de Los Angeles, os vencedores do Prêmio Oscar 2008 de cinema. Cá comigo, penso que todos nós devíamos ser premiados na academia quase cinematográfica da vida.
Merecemos um prêmio toda vez que sobrevivemos às dificuldades para ganhar o pão, quando enfrentamos um trabalho rude e pessoas que nos detestam sem nos perdemos de nós mesmos nem nos tornarmos iguais aos que detestamos.
Merecemos ser premiados quando levantamos de uma paixão que nos arrasou, à perda de um amor, à solidão que perpassa a vida. Quando não sucumbimos diante das dificuldades, das tristezas, dos problemas. Quando ousamos seguir em frente mesmo que tudo nos puxe para trás ou tente nos petrificar no mesmo lugar.
Se conseguimos superar as agruras sem nos tornarmos amargurados, merecemos ser premiados. Se não desistimos de nossos sonhos, apesar de tudo o que nos impele a isso, se não nos entregamos à derrota sem um último e derradeiro esforço pela vitória, merecemos, igualmente, ser premiados.
Quando sorrimos apesar das dores e oferecemos algo bom a todos, inclusive os desafetos, devíamos ser premiados. Se não nos trancafiamos em nós mesmos, apesar de todas as decepções em relação aos outros, merecemos ser premiados.
Se entendemos a vida e a amamos, se nos relacionamos de forma positiva com a maioria, se não deixamos que a tristeza seja maior que a alegria, a ansiedade maior que a confiança, a fé maior do que a dúvida, devíamos receber um prêmio.
Se não perdemos a fé na vida, se confiamos em nós e não nos deixamos arrasar pelas críticas nem nos permitimos ser vaidosos pelos elogios, merecemos um prêmio.
Não somos premiados por atitudes com essas e tantas outras do nosso cotidiano, mas há uma compensação muito bonita: a própria consciência. E não há galardão melhor que esse.
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