Arquivo de 15 de Abril de 2008

Dodói

Vera Pinheiro
Hoje a conversa vai ser curta, pois estou muito resfriada. O inverno ainda não chegou, mas peguei um resfriado do cão! Ontem, parecia o dilúvio! De manhã, veio uma chuva com granizo, que lavou tudo! Enxurrada mesmo, porém nada que se compare ao Piauí, ainda bem. Uma chuva rápida e forte, que mudou a temperatura de uma hora para outra. Depois, o tempo melhorou rapidamente.

À noite, tomei um banho quentinho antes de ir para a cama, mas tão logo me deitei, desandou a chover de novo. Era água que não acabava mais! Daí, fui ver como estavam os meus filhos caninos e me molhei toda! Ah, que mãe eu sou! Sei que os bichos se protegem, mas não podia deixar de ver se o canil não estava alagado… ou não conseguiria dormir, claro. Pronto, acordei resfriada,e estou com o nariz assado e com os olhos lacrimejantes. O dia amanheceu lindo e ensolarado, nem me lembra o aguaceiro desta noite, não fosse pelos meus espirros, um atrás do outro.

Isso me lembra aqueles casos de amor pelos quais se chora um rio. O coração fica partido em mil pedaços, a gente se desatina, pensando que nunca mais vai sorrir de novo e que jamais poderá amar como se amou daquela vez, que parece a última. Tempos depois, olhamos o passado e há uma pálida lembrança tanto do amor quanto da dor. Por que foi mesmo que a gente chorou tanto? Quase nem lembramos disso, os detalhes sumiram e, no mais das vezes, estamos com outra pessoa e, quem sabe, chorando por ela.

Por que ser tão dramática e, falando a verdade, quem merece mesmo as nossas lágrimas? A pessoa que eu amo deve trazer risos e sorrisos para a minha vida e, sobretudo, paz. Se colocar o meu espírito na corda-bamba o tempo todo, se provocar minha ira ou me causar desassossego, desconfio que o relacionamento não vale a pena. Aliás, “pena” alguma vale a pena. Amor, para mim, tem uma sina, um destino: ser feliz.

Preciso cuidar do resfriado antes que meu filho chegue. Obaaaaaaa! O meu Gui está chegando daqui a alguns dias, que maravilha! Alegria de mãe em feriado é ter os “pintinhos” reunidos sob a “asa”. Quando eles crescem e tomam rumo, a gente fica a espera de que voltem. Não voltam, exatamente. Mas aquela passadinha de poucos dias já faz o coração feliz. Não é o tempo de um encontro o que importa, mas a felicidade que a gente vive.

E me desculpem os meus outros amores, mas idas e voltas só cabem para os filhos, que sempre retornam ao coração da gente, de onde nunca saíram. Os outros – ah, os outros – quando saem e voltam um milhão de vezes fazem da nossa vida uma sucursal do inferno! Por isso, adeus é algo que a gente deve pensar muito antes de dizer, para que seja dito uma vez só. Ou vai virar um amor elástico, que traz mais cansaço do que prazer.

Meu filho, já estou feliz desde agora! Sabendo a data em que virás, já estou a tua espera.

Feliz dia para todos! Atchim! Desculpa, esse resfriado está muito chato!

Adicionar comentário Terça, 15 de Abril de 2008 às 07:44 Vera Pinheiro


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