A importância de brincar
Quarta, 30 de Abril de 2008 às 09:11 Vera Pinheiro | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 791
Vera Pinheiro
A gente leva tudo tão a sério que desaprende a alegria de brincar. Na idade adulta, isso se agrava com os compromissos e responsabilidades da vida profissional, e confundimos a seriedade com que nos havemos no trabalho com um ar sisudo, desnecessário. Cada vez rimos menos, brincamos quase nunca e o humor despenca.
Há circunstâncias que eliminam a nossa capacidade de brincar, mas existem outras cuja gravidade pode ser amainada pela brincadeira. Por exemplo, quem pensaria em brincar estando num hospital? Uma criança que tem uma patologia grave teria gosto em se envolver em brincadeiras? O que isso contribuiria para o seu bem-estar?
Minha filha Camila Pozzer, formanda em Psicologia no UniCeub, de Brasília, estudou o assunto e, durante estágio que fez em um hospital público, elaborou trabalho voltado para uma área de especialização que é recente na Psicologia da Saúde e, pela importância e profundidade de sua tese aplicada à prática, vai participar do VII Encontro Nacional sobre o Bebê - NASCIMENTO Antes e Depois - Cuidados em Rede, evento que se realiza de 1º a 4 de maio, na PUC do Rio de Janeiro.
O trabalho será apresentado a autoridades nacionais e internacionais na área da Psicologia, do Brasil, França, Suíça, Argentina e Uruguai, dentre outros, e propõe “A constituição do sujeito a partir do brincar. A relevância de atividades lúdicas para que se constitua um sujeito no contexto hospitalar, tendo como suporte a Psicologia Hospitalar”.
Camila fez um belíssimo trabalho! Ao meu olhar leigo, comove. Aos profissionais da Psicologia interessa como importante pesquisa, de resultados e efeitos comprovados. Estou absolutamente sensibilizada pela obra humanista que ela realizou durante o estágio, abrindo perspectivas mais felizes para crianças doentes.
Parabéns, Camila! Eu e o Gui ficaremos em Brasília a tua espera, aplaudindo o teu sucesso profissional, que se desenha antes mesmo de que tenhas concluído a tua graduação acadêmica. Mais do que orgulho de ti, temos um profundo respeito e um amor enorme pela pessoa que és. E já não és apenas parte de nós, és alguém que modifica para melhor o cenário vivencial de todos os que te cercam, como as crianças que foram tocadas pela tua obra.
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2 Comentários Faça seu próprio
1. Elony Martins - vó da Valentina | 30 de Abril de 2008 às 23:47
Com certeza Camila vai se sair muito bem. A fruta não cai longe do pé. Verinha, como esses nossos filhos nos dão alegrias, não é ? Para nós, mães encantadas, todos os dias são “dias das mães”, não achas ?
2. Vera Pinheiro | 1 de Maio de 2008 às 03:53
Ah, minha linda Elony, tens razão! Temos tanto por meio desses filhos tão amados e bons, que sempre devemos agradecer por essa generosidade da vida para conosco. E “Dia das Mães” é como disseste: todos os dias de nossa vida, desde sempre até a eternidade. Graças dou por isso que considero uma bênção divina. Beijos com carinho, mãe encantada e encantadora mulher.
Verinha
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