Arquivo de Julho de 2008

Agora, eu entendiiiiii!

Vera Pinheiro
Pronto, agora entendi por que estava me sentindo “meio mais ou menos”. É que estou fora da festa! Não vou participar das comemorações da data! HOJE É O DIA INTERNACIONAL DO ORGASMO e eu estou sem convite para os festejos.

Pô, que merda. Quem festejar este dia, amanhã vai aparecer com aquela cara de felicidade, sorrindo de orelha a orelha, com as bochechas reluzindo, os olhos brilhando, os cabelos sedosos, a pele maravilhosa, a voz macia, e estará pronto para comemorar outra data: afinal, depois do Dia do orgasmo vem o Dia do Bom Humor. Se bem me lembro, claro.

Quem fode, pode. Vou dormir mais cedo hoje. Divirtam-se!

Adicionar comentário Quinta, 31 de Julho de 2008 às 17:10 Vera Pinheiro

Energia baixa

Vera Pinheiro
Hoje estou “meio mais ou menos”. Então, pensei: não vou escrever. Se escrever, não vou conseguir disfarçar. Se silenciar, posso esperar que passe e voltar quando tudo estiver bem no ponto de novo. Mas e se durar e eu nunca mais voltar? Será que alguém perceberia a minha ausência? Talvez sim, talvez não. A web é um mundo e nele sou apenas mais uma.

E se eu falasse de decoração? A casa tem a cara do dono, exceto se um decorador monta tudo e a faz da cara dele para outro usar. Não, não sou especialista nisso e não entendo nada de moda de roupa, tanto menos de decoração. De casa só sei que é o meu ninho, refúgio, canto e recanto. Quem me visita diz “é a tua cara!” e prefiro achar que isso é um elogio.

Alimentação, talvez? O que uma pessoa que adora feijão com arroz pode dizer aos outros sobre o tema? Qualquer um sabe mais que eu. Poderia tentar dar umas receitas. De quê, se cozinho sem provar e não conheço medida além do “olhômetro”? É verdade que dá certo, mas isso é porque estou nas minhas panelas. Em casa alheia não acerto, e cozinheira boa é boa em qualquer fogão. Passo o tema também.

Tecnologia! Taí, gosto do assunto. Todos os dias leio na internet a respeito disso que tem sido tema recorrente de conversas minhas com os homens. As conversas com eles já foram mais amenas… Bem, o fato é que decidi comprar um GPS urgentemente para nunca mais me perder no trânsito! Não sei como pude dirigir até hoje sem o tal Global Positioning System, perfeito para uma mulher perdida como eu, que jamais vai a um endereço sem errar o caminho, a menos que a filha esteja no volante ou de co-piloto. Putz, estou no be-a-bá da tecnologia, não posso falar disso com ares de quem sabe alguma coisa.

Sexo! Eis um bom assunto! Afinal, de acordo com as estatísticas do blog, dentre os posts mais lidos estão “Mulheres peladas” e “Posições sexuais”. Ah, mas também não posso falar disso: estou fazendo dupla com a Luiza Brunet, que está há um ano sem beijar na boca. Se ela, toda linda, está nessa secura, o que posso esperar para mim? Se bem que prefiro secura a tsunamis amorosos que me viram pelo avesso. Deixa pra lá também.

Então, se estou sentindo a energia baixa, vou fazer um escalda-pés de sal grosso, que, além de neutralizar energias, tem efeito relaxante. Um banho energético vai me recobrar! Pode ser útil o pé de alecrim que o filho plantou na hortinha lá de casa! E preciso renovar a minha pimenteira: de uma hora pra outra a pobre secou! Por que será?!?!

Arruda (não o Governador do DF), segundo dizem, destrói a energia de inveja, olho gordo, mau olhado e negatividades de qualquer gênero. Acho que estou precisando dela. Ainda bem que hoje é quinta-feira, dia de alinhar os chackras. Acho que eles estão meio tortinhos… Vou me botar no prumo! E me blindar contra energias baixas.

Adicionar comentário às 14:34 Vera Pinheiro

O que parece

Vera Pinheiro
O que parece nem sempre é. Aquele cara que parece morrer de amor por nós pode ser apenas um bom amigo que muito nos aprecia “enquanto ser humano”. Uma pessoa carrancuda é assim por suas razões, não tem nada a ver conosco, não precisamos nos angustiar na convivência com ela e ficar pescando culpas (“será que fiz alguma coisa errada?”). O bajulador não é louco por nós, apenas tem interesse no que podemos dar a ele. E por aí vai, num sem-fim de exemplos de que “nem tudo que parece é”.

Pensei nisso por ter recebido uma mensagem dizendo que, nesses dias, pareço “triste ou com saudade do passado”. Por que será? Impressiona-me que vinculem a serenidade à tristeza. Posso falar serenamente de momentos tristes, sem que eles alterem o meu humor. E, a bem da verdade, só falo do que já não me entristece. Se ainda não passou, fica entalado, preso em mim. Isso talvez confunda os que pensam “ah, se está falando disso é porque sofre com o que não esqueceu”. Pelo contrário, se verbalizo, literalmente boto para fora o que sinto e me liberto.

Acho que as grandes dores são silenciosas. Estão enraizadas no mais profundo do nosso ser. Não se pode dizer sobre elas, porque estão além das palavras. Nem sempre se consegue expressar a emoção, como não se definem sensações, apenas sentimos. O que é uma dor? Como dar traços concretos à saudade? O que significa a perda? Por mais que já tenham explicado isso, tudo será uma noção apenas do nosso sentir, que é único, tem cores, luzes e sombras próprias. Somente cada um pode dizer de si na definição mais perfeita do que está no coração, do que atravessa a alma, de suas marcas, feridas, lembranças, prazeres.

Um orgasmo, por exemplo. O meu (se bem me lembro…rsrsrs) jamais se enquadrou em qualquer definição alheia que o torne dependente ou localizado no chamado ponto G. Amo e faço amor (ou sexo) de corpo inteiro, de A a Z, com todas as letras do meu alfabeto humano. Não é uma parte de mim, é o meu todo, sempre, que está em tudo o que faço. Só eu sei o que vivo, e penso ser assim com cada um. Apesar disso, algumas vivências não se traduzem em sua totalidade, por mais que se conheçam as palavras.

Quanto a saudade do passado, talvez tenha a ver com o que chamei de meu vácuo amoroso, que significa estar bem com tudo e todos que fizeram parte da minha vida e já passaram. Mas se tiver saudade, qual o problema? Que bom ter alguma saudade do que se viveu. Passado e algumas pessoas são como um batom lindinho que chegou ao fim: por mais que goste dele, preciso encarar que acabou. No máximo posso dizer “sinto muito” e continuar vivendo da melhor forma possível.

Adicionar comentário Quarta, 30 de Julho de 2008 às 12:28 Vera Pinheiro

Ainda o vácuo

Vera Pinheiro
No estado de vácuo amoroso, o coração não está ocupado por nenhuma daquelas pessoas que costumamos chamar de especiais, as paixões inesquecíveis, os amores que ganharam rótulo de “para sempre”, apesar de terem acabado aos primeiros sopros de emoções que movimentaram a convivência e a fizeram breve. Há um vazio consciente da própria solidão, mas ela não dói, apenas existe e é reconhecida, aceita e contemplada sem amargura.

Onde estará aquela pessoa por quem choramos noites inteiras, com a cabeça enfiada em lembranças e saudade, lamentando que tudo não tivesse sido diferente? Por onde andará aquele que embalou os sonhos e as expectativas, que fez o pensamento voar em possibilidades? O que terá sido de quem era razão de sorrisos e lágrimas, estava no centro dos planos e parecia um pedaço de nós? Não estão e já não são.

Quando ingressamos no vácuo amoroso, nos distanciamos dos acontecimentos, as recordações são apenas um nicho do passado, que visitamos como a um túmulo: não vemos quem está dentro, é um ente querido que partiu e não voltará. Rever a tumba homenageia aquela história, mas a realidade escancara um fim que não tem contestação no momento presente.

No vácuo, o fim da história com aquela pessoa a quem um dia amamos muito já não significa o final de tudo, como chegamos a pensar um dia. É a chave de um novo começo de nós mesmos: fecha o que vivemos e reabre a vida outra vez.

Se mantivermos abertas todas as histórias, elas formam um labirinto que nos confunde. Entramos e saímos delas, sem encontrarmos o caminho do amor, e ele se torna uma busca sem fim, que nunca chega à realização. Por isso, o vácuo. Um estado de desligamento das dores, de fechamento das histórias de amor que representaram mais perdas do que ganhos, mais tristeza do que felicidade. Permanecemos nesse nada de amor até nos sentirmos verdadeiramente revigorados para outros momentos, para novas pessoas e outras histórias.

Adicionar comentário Terça, 29 de Julho de 2008 às 08:03 Vera Pinheiro

Amor unilateral

Vera Pinheiro
“Embora seja um dos maiores contentamentos o que envolve dois corações que se amam, é possível amar quem não nos ama”. A afirmação do poeta Kcmiro, amigo meu há décadas, me fez pensar na unilateralidade e na reciprocidade do amor.

Começar a semana pensando o amor é bom ou mau sinal? Nem uma coisa nem outra. Do ponto de vista das relações amorosas, ando desapaixonada, um estado de alma curioso, uma espécie de vácuo, um oco de paixão, que não defino, apenas vivencio. Não procuro saber as sensações disso, apenas identifico que assim é. Constato e pronto.

Lembrei de uma amiga, que há anos não vejo. Ela dizia ter necessidade de estar apaixonada. Pulava de um amor para outro. Um acabava de sair do coração e outro entrava. Estava sempre enamorada, vivendo as delícias e as agruras da paixão. Devía-se perguntar quem era o nome da hora, porque nunca se sabia, mas ela parecia confortável, apesar dos relatos que iam do céu ao inferno. Ela gostava das gangorras emocionais, sentia-se viva nisso.

O vácuo amoroso é um momento em que reconheço o amor, percebo-o como valor, manifesto-o em vários sentidos da existência, mas não tem gravado nele o nome de uma pessoa, como quando estava apaixonada. Uma música romântica que ouço não me eleva o pensamento na direção de alguém, é apenas uma música romântica que ouço e a aprecio em si mesma, sem que me faça viajar em pensamento a histórias, lugares ou momentos. Tudo, nesse oco, tem um valor próprio, não o valor que dou por lembranças que guardo. As vivências não se envolvem em saudade que castiga, estão em seus recantos, dormitando no passado. O amor adquire uma definição pelo que representa na totalidade da vida, não está vinculado a alguém, mas ao todo e a todas as pessoas, e ele cresce porque mais se expande, não se estrangula numa experiência.

É possível, sim, amar quem não nos ama, como disse Kcmiro. Mas num relacionamento isso é malsão. Não faz bem a quem ama sozinho nem a quem é amado sem corresponder ao sentimento. A gente ama tanto e só que, um dia, esse amor acaba, desnutrido, desvalido, e depois vem o desafio de não perder a capacidade de amar, apesar disso.

Não estar apaixonada por alguém, especificamente, não retira o ânimo para amar. A gente recolhe o sentimento e o vivencia em tamanha intensidade, que o amor se espalha pela vida. Ama-se o próprio amor, mesmo que ele não tenha nome, CPF e endereço, retratos na gaveta, lembranças, saudade.

O significado desse momento de vácuo talvez seja o da purificação do sentimento: sem dores nem amarguras, o amor ganha inteireza, completude. E, quem sabe, ele esteja refeito para a gente amar de novo, livre dos cacos das recordações e do entulho das paixões mal-resolvidas.

1 comentário Segunda, 28 de Julho de 2008 às 08:20 Vera Pinheiro

Crônica da semana (*)

OS LIMITES
Vera Pinheiro

A gente precisa aprender a lidar com os próprios limites. Antes, porém, precisa saber que limites são esses. Ultrapassá-los constantemente é desafiar a si mesmo e também para isso existe um limite.

Carregar peso excessivo pode danificar o corpo. Sendo mulher, devo admitir que não tenho a força física de um homem. Isso não me faz menor que ele, apenas a minha compleição é diferente da dele. Assim, não devo me sentir inferior ao pedir ajuda ou se ele carrega peso que não posso suportar. Evitar dano é um cuidado que ajuda a preservar.

Não tenho algumas habilidades. Por exemplo, para trocar pneu. Se não houver quem o faça, sei que o farei, apesar de algum aperto. Mas se tiver quem troque o pneu do carro, por que vou me arrebentar sozinha, demorando o dobro do tempo, senão mais? Não preciso provar capacidades que não estão na lista das prioritárias, sem as quais não sobreviveria. Não dispenso auxílio, podendo tê-lo, e o fato não humilha, poupa fôlego para o que depende exclusivamente de mim. Então, economizo forças para atividades em que não posso ser substituída, e são poucas, pois já abandonei a ilusão de ser insubstituível. As pessoas não se desgastariam tanto se ocupassem seus lugares no mundo e cumprissem o que é de sua alçada, sem forçar os limites próprios e alheios, fazendo pelos outros o que é deles, a fim de mostrar que são melhores do que todos sabem. Vaidade faz o ser humano em pedaços: quer ser dez, sendo apenas um. Tentativa inútil.

Sou capaz de atravessar horas a fio trabalhando sem parar, mas devo perceber o momento em que o corpo exige descanso, em respeito aos limites físicos. Descansar não me faz menos guerreira nem diz que não sou forte, tão-somente mostra que não sou resistente a tudo e me fortalece para encarar o próximo embate, talvez mais exigente. Cuidar-se bem é um desvelo, sinônimo de amor, que cabe a cada um. Se até as máquinas carecem de repouso, revisões, ajustes e manutenção, quem pode prescindir dessa atenção? Muitos que pensavam ser invencíveis se perderam por não atender as necessidades que gritavam e não foram ouvidas. Adoeceram e se foram junto com os esforços vãos de parecerem insuperáveis.

Ao entrar numa discussão, devo saber até onde posso sustentá-la sem que chegue a ponto de esbofetear alguém. Virar as costas e sair fora não é fraqueza, é não querer exaurir-se com a conversa. Do mesmo modo, o silêncio. Nem sempre ele significa sucumbir, pode ser uma estratégia para não ter aborrecimento além da conta. Deixar pra lá o que não vale a pena discutir é um jeito de não esgotar o limite da paciência, que é grande, mas acaba. Parcimônia é sempre bem-vinda.

Identificar os limites requer autoconhecimento. Quanto mais a pessoa se sabe, mais pode reconhecer as linhas do seu traçado humano: aprende a medir as forças, as emoções, as capacidades, o que é, o que pode, o que é suportável, o que tira do prumo, o que não agüenta. Assim é possível evitar os excessos e a tirania sobre si mesmo.

Tendo bem definidas as fronteiras do ser, aprende-se a parar. Então, não se vai aos extremos, cultiva-se a moderação em todos os hábitos. Comer demais? Passar da medida desperdiça o prazer da refeição. A ingestão de bebida alcoólica será controlada, não pela Lei Seca, mas porque porre não tem a menor graça. Uma luta nunca será para vencer o outro, e não interessa superar ninguém, mas vencer os desafios. Não haverá desgaste excessivo para buscar recompensas que nunca serão alcançadas.

Conter impulsos desvia do arrependimento e brecar antes de uma atitude descomedida, de um exagero qualquer, evita riscos desnecessários. Parar não quer dizer se impor estagnação, mas uma tomada de posição antes de continuar. É vital fazer um “pit stop” para se abastecer e seguir em frente, cuidando de si amorosamente. Sem forjar o que não é, só para impressionar, e se manter inteiro nos seus limites, ainda que eles se plantem no infinito, onde, às vezes, penso que estão os meus.
(*) Crônica publicada na edição de 26 e 27 de julho de 2008 do jornal A Razão (www.arazao.com.br), de Santa Maria (RS).

Adicionar comentário Sábado, 26 de Julho de 2008 às 07:56 Vera Pinheiro

Dia do Perdão Universal (*)

Vera Pinheiro

Os Maias foram os grandes conhecedores do movimento dos astros, dos ciclos naturais e da ciência de medir o tempo sincronizados com a natureza, com os segredos do tempo galáctico, como visionários foram capazes de prever certos acontecimentos que a humanidade está passando e passará até 2012. Cientes dos processos limitadores a que a humanidade seria submetida, deixaram muitas ferramentas para nos auxiliar no processo de despertar.

A contagem do tempo Maia baseia-se em 13 ciclos lunares de 28 dias por ano solar, perfazendo 364 dias, mais um chamado de ‘Fora do Tempo’, entre o Ano Velho e o ano Novo. Pelo calendário Maia, o dia fora do tempo é o dia 25 de Julho, hoje, portanto. O dia é também conhecido como o dia do perdão universal.

Os Maias consideravam este dia como uma grande oportunidade de reciclar, recomeçar, recarregar as energias, libertar o que já não serve mais, liberar o ultrapassado, perdoar a todos e a si mesmo, agradecer por tudo o que foi recebido no período anterior em todos os aspectos.

O dia fora do tempo é um dia que levantamos um pouco a válvula de pressão e damos uma respirada. Uma respirada para escutar as batidas do coração e sintonizá-las com as batidas do coração da terra. Um dia para darmos as mãos e recordarmos quem somos. É um dia para olhar o que está acontecendo fora e saber o que acontece dentro. É um dia para refletir sobre o que aconteceu no transcurso do anel solar que termina e vislumbrar metas para o que começa. Não é o último dia do ano, nem o primeiro, mas sim, o dia zero, o momento da parada para balanço, o giro terrestre que une o passado e o futuro, em um tempo de não tempo, um dia fora do tempo, um dia de aqui e agora, no presente.

No dia 26 de Julho recomeça um novo ciclo com o nascimento astronômico de Sirius, que se eleva no horizonte juntamente com o Sol, trazendo uma energia de limpeza e purificação interior.

(*) informações do site www.calendariodapaz.com.br

Oração do Perdão

Faça esta oração à noite, antes de dormir, para seu inconsciente absorvê-la totalmente.
Atenção: Visualize o rosto da pessoa que você precisa perdoar ou ser perdoado por ela, e diga cada palavra do fundo do coração, chamando-a pelo nome.

Eu perdôo você (nome da pessoa), por favor, me perdoe.
Você nunca teve culpa.
Eu também nunca tive culpa.
Eu perdôo você, me perdoe, por favor.
A vida nos ensina através das discórdias e eu aprendi a lhe amar e a deixá-lo ir de minha mente. Você precisa viver suas próprias lições e eu também.
Eu perdôo você (nome da pessoa). Me perdoe em nome de Deus.
Agora, vá ser feliz, para que eu seja também.
Que Deus te proteja e perdoe os nossos mundos.
As mágoas desapareceram de meu coração e só há Luz e Paz em minha vida.
Quero você alegre, sorrindo, onde quer que você esteja.
É tão bom soltar, parar de resistir e deixar fluir novos sentimentos!
Eu perdoei você do fundo de minha alma, porque sei que você nunca fez nada por mal e sim porque acreditou que era a melhor maneira de ser feliz.

2 comentários Sexta, 25 de Julho de 2008 às 16:17 Vera Pinheiro

Julgamentos

Vera Pinheiro
O ser humano se acha! Gosta de colocar-se na posição de juiz dos outros! Poucos têm a generosidade de ouvir sem fazer julgamentos sobre um relato que lhes fazem. Diante de qualquer fato colocam a sua opinião em cima, avaliando tudo, claro, a partir de si mesmos, sem considerar o que os outros vivenciam e quanto cada experiência incide sobre a maneira de pensar e agir de cada um.

Quantas vezes a gente já deixou de contar algo por temer a reação das pessoas? Quantos segredos foram trancafiados para não nos expormos ao que os outros vão pensar de nós? Quanta solidão por não se poder compartilhar.

Já me arrependi muito de ter aberto o coração a pessoas que pensava serem confiáveis. Algumas até eram confiáveis mesmo, mas se achavam no direito – que não tinham – de me encher de julgamentos e pitacos dispensáveis, afinal, conselho a gente dá a quem pede. Ou a filhos pequenos.

Em dado momento, uma situação pode ser um enorme problema para nós. Desabafamos com alguém, choramos até a última lágrima, confidenciamos todas as agruras. Daí, um dia, finalmente, isso passa (e o que não passa?!), mas a pessoa não esqueceu de nenhum detalhe. A gente está feliz da vida de novo e ela vem: te lembras daquilo assim, assado? Quem disse que se quer recordar? Alguns acontecimentos a gente quer esquecer que viveu.

À medida que envelheço estou cada vez mais silenciosa com os meus segredos. Primeiro, porque eles têm relevância apenas para mim. Segundo, porque fiquei impaciente com a incapacidade que, constato, os outros têm de ouvir sem julgar.

Detestei todas as vezes em que falei e a outra pessoa lascou: “tu és assim, assim, assim!”. Quem pode saber com exatidão como o outro é? Rótulos se enquadram bem em produtos; em pessoas, não.

Adicionar comentário Quinta, 24 de Julho de 2008 às 13:07 Vera Pinheiro

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