Arquivo de Outubro de 2008

Quanto a nós…

Vera Pinheiro
As duas frases são do Pe. Fabio de Melo, que fala o que eu gostaria de dizer a alguns transeuntes do meu coração.

“Você pode até dizer que não entendeu o que te disse, mas jamais poderá dizer que não entendeu como te olhei”.

“Eu só posso estar na vida do outro para fazer o bem, para acrescentar, caso contrário, eu sou totalmente dispensável”.

Adicionar comentário Sexta, 31 de Outubro de 2008 às 15:13 Vera Pinheiro

Nossos pares ímpares

Vera Pinheiro
“Tu és exatamente como sonhei”… Bem que eu queria pronunciar essa frase olhando nos olhos da pessoa amada, entre gemidos e suspiros. Não posso dizê-la, primeiro, porque amor para mim está mais raro do que chuva em Brasília: cai um pinguinho aqui e outro ali. Segundo, não quero mentir para um homem (já cansei desse tipo de caridade), e, terceiro, nenhum deles foi, é ou será como a minha imaginação fértil concebeu: um par perfeito!

Minha mãe dizia: “quem muito escolhe, nunca acha”. Pensava que ela exagerava, mas no meio da minha solidão, cada vez mais funda e consolidada, vejo que a matriarca estava certa, pelo menos em relação a mim, e me tenho por desistente, depois de várias tentativas e de um número ainda maior de fracassos amorosos.

Estou num momento de ócio no amor. Nada e ninguém. Mais ou menos como um recesso autodecretado, uma aposentadoria eterna, talvez precoce. Até minhas dores repousam. Nem lastimo qualquer um que tenha me pisoteado o coração. Sequer há saudade. Lembranças? Poucas. Apenas de fatos e de pessoas inesquecíveis, e, ainda assim, recortando a parte boa para eliminar conflitos, desentendimentos, mágoas. Ah, que feliz essa memória seletiva, que joga para muito além do passado o que não me serve ao presente, tampouco ao futuro que espero (e ele, a mim).

Meus pares foram ímpares! Amei sozinha mais do que deveria. Amei muito, mas me senti amada de menos em vários relacionamentos. Quis um tipo e encontrei outros, muito distantes do sonhado. Tinha uma imagem preconcebida do amor que desejava, mas não encontrei. O que ficou comigo foi a solidão, esta, sim, uma companheira que veio para ficar. Sem ressentimentos, isso é tão-somente a constatação nada passional de quem encara a realidade de frente, ainda que não tenha perdido a capacidade de sonhar.

Esse esvaziamento, que se deu paulatinamente, depois de sucessivos malogros, me levou a um jeito mais amplo de amar: o todo, a tudo e a mim mesma. Entre o amor idealizado e o que a realidade me trouxe, um enorme aprendizado, que compartilho, em parte, amanhã aqui no blog e no jornal A Razão, de Santa Maria (RS), na crônica da semana: “O ideal e o real”.

Adicionar comentário às 12:01 Vera Pinheiro

Só o que interessa

Vera Pinheiro
Na fase atual da minha vida, Lenine dá o fundo musical na canção “É o que me interessa”, de seu mais novo trabalho, “Labiata”, lançado em CD, pendrive e no velho e bom LP. Quanto mais avanço no tempo, menos tempo perco com o que não me interessa. E, melhor ainda, aprendi a definir o que é bom para mim, enche minha alma de contentamento e ao meu corpo dá prazer. As picuinhas são deixadas ao largo da caminhada, as pessoas com quem tive histórias ruins ficam no passado, os aborrecimentos se tornam menores porque não dou tanta importância a eles. Cultivo e aprecio a paisagem da primavera e arranco o que é daninho ao viço do meu viver, que tem o peso de uma pluma de pássaro. Cuido do meu jardim interior. Amo como quem ama rosas, sabendo que elas não são eternas, mas duram o bastante para perpetuar sua beleza em meus sentidos. E se algo ou alguém me chateia, a pergunta não poderia ser mais simples: isso realmente me interessa? Então, sigo, cumprindo o meu compromisso de ser feliz, o mais possível, todos os dias, na paz da minha solidão.

É o que me interessa
Lenine

Daqui desse momento
Do meu olhar pra fora
O mundo é só miragem
A sombra do futuro
A sobra do passado
Assombram a paisagem
Quem vai virar o jogo e transformar a perda
Em nossa recompensa
Quando eu olhar pro lado
Eu quero estar cercado só de quem me interessa

Às vezes é um instante
A tarde faz silêncio
O vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto e é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Me traz o seu sossego
Atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussurra em meu ouvido
Só o que me interessa

A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa

Adicionar comentário Quinta, 30 de Outubro de 2008 às 08:46 Vera Pinheiro

Dia do Livro

Vera Pinheiro
Hoje é o Dia do Livro. “Parto de Mim” merece homenagens, portanto, como um dileto filho literário, vindo das entranhas de minhas emoções.

Eu me identifico com “O tempo e as jabuticabas”, de Rubem Alves, que um amigo muito querido me mandou a propósito da data, e que diz assim:

“Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de ‘confrontação’, onde ‘tiramos fatos a limpo’. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo
majestoso cargo de secretário geral do coral. Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: ‘as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos’.

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa… Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena.”

Obrigada, Cirilo Braga, pela reflexão sobre o tempo, o meu tempo. Estou me deliciando com as jabuticabas da vida, antes que delas restem tão-somente os caroços. E se me reconheço impaciente com mediocridades, megalomanias, reuniões intermináveis, rótulos e tanto mais, sempre me encanta a essência de tudo o que realmente me interessa. Cada vez mais cantarolo Lenine, na canção que diz “Quando eu olhar pro lado / Eu quero estar cercado só de quem me interessa”. Não é lindo o viver consciente da finitude e do infinito que há dentro e em torno de nós, “gente humana”?
Parto de Mim - Parto de Mim
“Parto de Mim”, livro nascido do coração.

Adicionar comentário Quarta, 29 de Outubro de 2008 às 23:16 Vera Pinheiro

Uso civilizado do celular

Vera Pinheiro
Que me lembre, conheço apenas uma pessoa que não usa celular. Aliás, detesta o aparelho e, nas palavras dela, exorciza-o! Um homem sem celular, algo quase impensável. E quando lhe perguntam qual é o número e ele diz “não tenho celular”, fica aquela dúvida: não tem ou não quer informar? A impressão é de que ele não quer estar disponível para todos o tempo todo, simplesmente isso, mas não sei como se vira na profissão sem celular, acessório que se tornou imprescindível ao bom desenrolar da rotina. O problema do celular é o uso excessivo, como tudo na vida. Há pessoas que dormem com ele embaixo do travesseiro, ligado, claro. Dou um desconto para quem não têm telefone fixo, aí é outra história.

É uma chatice a cobrança: “te liguei e o celular estava desligado!”. Como se a gente tivesse de estar sempre ligada e acessível, inclusive à noite, de madrugada, aos sábados, domingos e feriados, e em todos os lugares, devendo mantê-lo, pelo menos, no modo silencioso. E me diz: por que colocar no silencioso, se não poderá atender, caso das sessões de cinema, no teatro, num show, velórios, casamentos e rituais em geral? Desliga. Quem ligou, que deixe um recado e tenha a paciência de esperar o retorno.

E por que as pessoas não acreditam que a gente vai retornar a ligação mais tarde, se não puder – mesmo – atender naquele exato momento, porque o chefe chamou, o leite derramou, o filho berrou, está no meio de um baita sexo selvagem ou no banheiro? Se não atendeu, pronto! Tenta mais tarde, não fica insistindo mil vezes, uma atrás da outra, como um desesperado que vai tirar o pai da forca ou a mãe, do puteiro. Exceção feita a casos muito graves e excessivamente urgentes, lógico. Mas não esqueça de dar bom dia e de perguntar se a pessoa pode falar por alguns minutinhos. Deixa para atualizar as fofocas em horários convenientes, não no meio do expediente…do outro.

Há quem não tenha aprendido que, assim como o álcool, celular e direção não combinam. Se o carro da frente está andando mal, lento demais para a pista, pode apostar que o(a) motorista está no celular! Por que não dá pisca alerta e vai para o acostamento para falar até acabar a bateria?

Está bem, há quem esteja no aguardo de uma ligação urgente, que pode surgir a qualquer momento, então usa o fone Bluetooth. Mas precisa andar pela rua gesticulando feito um desvairado? O fonezinho é muito prático, mas a tua orelha não está grudada nele! E por que falar tão alto (ai, meus ouvidos!)? Não precisas gritar tanto! Se a ligação está ruim, vai para outro lugar, e correndo! Ninguém está assim tão interessado em saber da tua vida! Ah, e pede licença para atender uma ligação, não deixa a pessoa que está na tua companhia falando sozinha, de repente. E não diz: “ah, não vou atender”. Da próxima vez que ela ligar e não atenderes, ela vai lembrar disso.

Os ringtones são bonitinhos, mas, por favor, menos! A gente leva um susto quando toca um rock pauleira no meio do trabalho ou um sertanejo insuportável na fila do banco. Põe uma musiquinha mais discreta. Boa, pelo menos. Ou divertida, como a de um conhecido meu, que diz assim: “sofia, sofia… so fia da puta, atende logo esta merda!”. E não deixa uma gravação maior do que a paciência alheia, usa a lição do “menos é mais”. Basta um recadinho simples e objetivo ou as pessoas vão desligar antes de deixar uma mensagem.

Falando em celular… onde está o meu? Nunca o encontro dentro da bolsa. Devo melhorar isso para não impacientar quem me liga. Dá a maior raiva quando boto todo o conteúdo da bolsa para fora e, quando consigo atender, a pessoa desliga. E ao tentar retornar a ligação, não sei quem é, porque era chamada restrita, sem identificador do número.

Adicionar comentário às 08:38 Vera Pinheiro

Etiqueta não é frescura

Vera Pinheiro
Etiqueta não é frescura! Facilita muito o convívio no ambiente social, profissional e familiar. Não precisa de pose, esta é dispensável, assim como um jeito afetado, totalmente desnecessário. Conhecer um mínimo de regras de etiqueta evita gafes constrangedoras e mal-estar aos outros e a si mesmo. E é tão bonito saber usar etiqueta, mesmo que a pessoa seja mais simples do que arroz com feijão no prato.

A etiqueta se modernizou e ganhou novas situações, a partir do uso de e-mails, aparelhos celulares, Iphones e outros aparelhos que carregamos conosco. E eu odeio quem tem essas maquininhas, se exibe com elas e não sabe que existem regras a cumprir no relacionamento com os outros, e as ignora.

Alguém dá um esbarrão no outro e vai logo falando o que quer sem cumprimentar? Se não, por que mandar um e-mail sem ao menos dizer “olá, como vai?”. Menos: um simples “oi” ou “bom dia”, que seja.

Sinto vontade de jogar numa privada e dar descarga o celular alheio que toca incansavelmente. Ora, se a pessoa vai sair da sala e se demorar, por que não leva o aparelho com ela ou o desliga? O mundo não vai parar se ela ficar “fora do ar” por alguns instantes e, cá pra nós, quem é assim tão indispensável que não possa retornar a ligação mais tarde? Se for muito importante ou tem muito a fazer, designe uma secretária para atender suas ligações. E se estiver muito ocupado, desliga o celular, porra! Não deixa o outro a espera, como se não quisesse atender. Não adianta deixar na “chamada em espera”, pois há alguém querendo falar e não é atendido.

Acho insuportáveis e-mails tipo cutucão, que despejam diante dos olhos uma mensagem que parece uma cuspida, sem cumprimentar. Assim também as “chamadas restritas” no celular, que deixei de atender. E quem quiser retorno da ligação, por favor, deixa um número, ainda que suponha estar na lista.

Vamos rever a etiqueta que evita gafes em e-mails? Mensagens repletas de palavras abreviadas, anexos gigantescos, e-mails de grupos enviados para as pessoas erradas são algumas das maiores gafes cometidas pelos internautas quando utilizam e-mails. A autora do livro “Negócios, Negócios, Etiqueta Faz Parte” Claudia Matarazzo e a autora da publicação “Netiqueta, Guia de Boas Maneiras na Internet” Maria Alice Soares de Castro, deram na Folha Uol algumas dicas de comportamento para evitar problemas e saia-justa no envio diário de mensagens eletrônicas. Vê o que elas dizem:

1 - Para um amigo, escreva um e-mail com um texto coloquial. Do mesmo modo que faz quando fala ao telefone, dê uma introdução à mensagem perguntando se a pessoa está bem, por exemplo.

2 - Evite escrever textos muito longos, chatos de ler, ou muito curtos, mensagem que pode ser considerada mal-educada. Seja breve, claro e objetivo nos e-mails.

3 - Nunca esqueça de colocar um assunto na sua mensagem. Para que o e-mail seja lido, ele deve ser um resumo de três ou quatro palavras do conteúdo do texto.

4 - Evite colocar Oi, Olá ou Saudade como assunto do e-mail. Essas mensagens são geralmente deletadas.

5 - Não utilize papéis de parede, imagens e sons pesados. Quando enviar um anexo muito pesado, seja educado e avise o destinatário.

6 - Não demore muito tempo para responder aos e-mails. Dependendo do assunto e da urgência, leve entre três e quatro dias. Você pode enviar uma resposta informando que recebeu a mensagem e que irá respondê-la.

7 - Cuidado ao enviar mensagens para grupos. Tenha certeza de quem pode e de quem não pode ler o conteúdo do e-mail. Uma das gafes mais cometidas é enviar e-mails que não devem ser lidos por todos os integrantes do grupo.

8 - Respeite a hierarquia. Quando enviar e-mails para um grupo de trabalho, a regra é enviar a mensagem para o destinatário, colocando o nome de seu chefe primeiro na cópia e, em seguida, os envolvidos em ordem alfabética.

9 - Não abuse do botão Encaminhar. Além de essas mensagens não serem lidas, elas incomodam as pessoas lotando suas caixas postais.

10 - Escrever em caixa alta faz parecer que você está gritando com o destinatário. Quando quiser ressaltar uma frase ou palavra, escreva entre sinais de asterisco.

11 - Não envie respostas que contenham longos textos anteriores em cascata. Edite a resposta, utilizando o último e-mail do seu contato e cortando as outras mensagens.

12 - Ao responder uma série de perguntas, escreva as respostas ao lado delas, tentando editar a fonte da resposta, mudando sua cor, seu tamanho e o seu formato.

Eu vou engrossar esse caldo: por favor, não manda anexo com piadinhas sem graça, pois não tenho humor bastante para isso. Não manda links, eu não abro, envia o texto aberto, porque, se for do meu interesse, buscarei mais informações. Se quer conversar, diz uma palavra que expresse isso. Se está com saudade, fala isso com todas as letras. Se ainda gosta de mim, me escreve. Ou cala-te para sempre e me deixa em paz!!!

Adicionar comentário Terça, 28 de Outubro de 2008 às 09:01 Vera Pinheiro

Correios não entregam encomenda

Vera Pinheiro
Estou absolutamente indignada com os Correios, um dos serviços em que se podia confiar. Postei uma encomenda por Sedex 10 na sexta-feira, 24 de outubro, às 11hh59min04, na Agência do Palácio do Planalto. Por ser urgente, paguei R$ 47,10 por 662 gramas para ser entregue em Campinas, SP, até as 10h do dia seguinte – conforme anunciam (e cobram) os Correios. Pois bem, até esta segunda-feira a encomenda ainda não foi entregue ao destinatário.

Liguei no número 0800 725 0100, “exclusivo para registrar sugestões, elogios e reclamações. O número é o mesmo para ligações de todo o Brasil”, segundo consta no site dos Correios (www.correios.com.br). O atendente, fazendo uso daquele gerúndio insuportável, anotou num português miserável a minha reclamação, do que tenho cópia impressa. É de doer o despreparo das pessoas para as funções que exercem!

Mandei uma denúncia para a Ouvidoria dos Correios, mas não sei quando responderão! Tentei falar com o serviço “Fale com os Correios”, mas não funcionou.

Decorridos três dias da postagem por Sedex 10 – vê bem, a famosa entrega urgente, a encomenda não foi entregue ao destinatário! O serviço pago aos Correios - Sedex 10 - não foi cumprido até este momento, gerando danos e prejuízos à remetente e ao destinatário.

Vou ao Procon, claro, o mais rápido que puder!

1 comentário Segunda, 27 de Outubro de 2008 às 09:53 Vera Pinheiro

Domingão

Vera Pinheiro
Ainda bem que hoje estou de folga, porque o domingão foi muito animado! Gosto de ficar um dia inteiro em casa para fazer um intervalo entre as semanas, mas saí no sábado e no domingo.

Sábado foi dia de levar a família animal ao veterinário para atualizar as vacinas e ao Pet Shop para banhos. Os cãezinhos amam o Dr. Augusto e latem, abanando o rabo, quando estamos próximos da clínica e Pet Shop Dogs & Cats, afinal já conhecem o caminho, pois vão lá há anos! O gato fica na dele, gosta mesmo é da casinha da mamãe. A bicharada faz aquele dengo, claro, mas logo se aquieta e, na volta, chego de mansinho para ver como estão. Absolutamente silenciosos, mas são como crianças: perto da mãe, fazem um alarido e tanto! E o pessoal da Dogs & Cats tem o maior carinho com os animais, por isso eu, eles, nós, enfim, somos clientes há mais de oito anos, desde que o mais velho era pequenininho, e o veterinário é tido e havido como “pai humano” da família animal. Lá eu sei que não vão quebrar a perna de um bicho meu, como aconteceu noutro Pet Shop com Lucky, quando era bebêcão. Depois disso, só na Dogs & Cats! E o Dr. Augusto para cuidar da saúde deles.

Compartilho com minha filha a saga de botar quatro cachorros mais um gato no carro, mas eles estão acostumados a isso e se comportam bem, basta ligar o rádio e o ar condicionado (meus bichos adoram conforto, apesar de serem meio selvagens, exatamente como a mãe humana deles…rsrsrs). Voltaram limpos, lindos e fofos… pelo tempo de fazer umas fotos, claro. Logo que chegam em casa, rolam na grama e se espalham pelo quintal, como é natural.
O gato - O gato Happy chegou cheio de preguiça.
Buddy - Buddy Buddy, o mais velho. Lucky - Lucky Lucky na pose.Billy 1 - Billy 1 Billy, brincalhão.Placky - Placky Placky, terno.Filho e pai - Filho e pai Billy e Buddy. A diferença está no corte dos rabos e no humor.Trio 1 - Trio 1 Placky, filho de Lucky, e Buddy com o filho Billy. Os pequenos nasceram do mesmo parto, e a mãe é a mesma; os pais é que são diferentes. Coisas do mundo animal.

No domingo, às 10 da manhã já estava trabalhando, desta vez como fotógrafa! Pois é, tenho mais essa habilidade no meu currículo. Depois, fui com Camila a almoço oferecido por minha amiga Fabiana Baptistucci, que recebeu convidados ao lado do marido Carlos em sua casa aconchegante e bela. Eles são pessoas ótimas e o encontro foi pura diversão! Fiz algumas fotos para registrar a festa, que começou antes do meio-dia e terminou quando a lua já estava alta. Camila e eu chegamos atrasadas em razão do compromisso que eu tinha, mas ficamos até o final.
Vera  Fabiana e Camila  - Vera  Fabiana e Camila Nós e a amada Fabi, amiga das melhores.
Fabiana e Carlos  - Fabiana e Carlos
Camila e eu fomos recebidas com gentileza por Fabiana e Carlos Baptistucci, nesta foto com Sujanni, madrinha dela e amiga nossa.

Quanto àquela prova, deixa quieto, estou debulhando as emoções. Hoje é segunda-feira de ponto facultativo, ou seja, feriado com outro nome e, em resumo, folga pelo Dia do Servidor Público, que não sou, mas estou.

Adicionar comentário às 09:24 Vera Pinheiro

Prova

Vera Pinheiro
“Esta é uma prova de fogo/ você vai dizer se gosta de mim”… Putz, lembrar de Wanderléa às cinco da manhã de um domingo é o que há de desassossego com o passado! Mas foi a primeira frase que surgiu, quando acordei e pensei na prova que vou enfrentar hoje para ver a quantas anda a minha capacidade de perdoar quem me feriu muito, porque estarei cara a cara com alguém que detonou um de meus sonhos mais bonitos e explodiu minha tenda de aspirações em dado momento de minha vida, isso para dizer o mínimo, apenas o suficiente para compartilhar a emoção deste momento, uma mistura de angústia com avaliações profundas sobre o meu percurso espiritual.

Como a vida e o Poder Divino são grandiosos e perfeitos! Escancaram a verdade diante de nossos olhos e mostram se a gente reza da boca para fora ou se realmente vivencia no coração o que fala. Essa é uma prova de perdão e compaixão em relação ao outro e de amor e fé na Grande Mãe.

Perdoar não é fácil. Precisa de humildade, boa vontade, curvar o ego e detê-lo na sua intenção de manter vivo o ressentimento. É um caminho longo e difícil o aprendizado do perdão que não deixa rastros na memória, feridas no coração nem marcas no relacionamento com as pessoas, fatos e circunstâncias. Ainda estou caminhando e aprendendo, e de vez em quando, como hoje, sou colocada à prova para saber se a minha capacidade de perdoar, que é o princípio da cura interior tão necessária para devolver a paz, é uma realidade em mim, ou se ainda é incipiente.

O perdão se instala quando recobramos nosso estado de felicidade. Ser feliz é a melhor vingança, a única que deve ser praticada. Contra as mágoas que alguém plantou em nós, a melhor resposta é a felicidade. Por isso, ao me defrontar com quem me feriu, avalio se estou feliz e vejo que tudo o que o outro fez contra mim reverteu em aprendizado e novas possibilidades em todos os aspectos.

“Eu te perdôo do fundo do meu coração e desejo que sejas muito feliz”. Quando estiver de frente com aquela pessoa que me machucou tanto, vou me agarrar nessa frase que aprendi, porque, apesar de todo o sofrimento que vivenciei, tenho certeza de não cai um fio de cabelo se o Deus-Pai e a Deusa-Mãe não permitirem. Portanto, tudo reverte em bem, mesmo se não compreendemos.

Adicionar comentário Domingo, 26 de Outubro de 2008 às 07:50 Vera Pinheiro

Crônica da semana (*)

LIBERDADE DE EXPRESSÃO
Vera Pinheiro

Prezo, e muito, a liberdade. A minha e a alheia. Foi uma conquista. É um direito. Como profissional e como cidadã, defendo a liberdade de expressão como direito individual e coletivo essencial à formação do patrimônio cultural do país. Defendo a liberdade de imprensa e o direito de acesso à informação como fundamentais à democracia.

Sem liberdade de imprensa, não há estado democrático. Ou há, mas capenga, só de aparência. É quando se concentra o perigo do disfarce da opressão, do cerceamento escamoteado, da mensagem subliminar de intimidação.

O pleno exercício da liberdade de imprensa é um direito que não se circunscreve ao interesse de quem é profissional e está na lida. Deve ser compromisso da nação a defesa desse direito conquistado por todos, para todos. Não pertence a pessoas, individualmente consideradas, a entidades nem aos governos, todos devam preservá-la.

Sem liberdade de imprensa não há informação. E sem informação a nação é seqüestrada em seu direito ao conhecimento dos fatos, e impedida a livre circulação de idéias, bem como o saudável debate pluralista.

Sem liberdade de expressão, não há manifestação do pensamento. Não há atividade de comunicação possível. Não se poderia escrever um só verso, a linha de uma crônica, uma página, uma obra, mínima que fosse. Ou poderia, mas sem levá-la a ninguém, o que faz perder todo o sentido, pois a arte e as palavras querem expandir-se, ir aos outros, para contemplação, envolvimento, o mágico encontro entre criador e público. A arte não foi feita para porões, embora também neles se faça. Precisa da luz, do sopro de vida que há na leitura atenta, na audição com sensibilidade, no folhear curioso das páginas, nas platéias, no aplauso, na crítica.

Quem escreve recria emoções, e ao se expressar é livre para ser o que é na totalidade da sua expressão. Jamais será pequeno, mesmo que não combine com o gosto da maioria. O fazer artístico esboça o obreiro da palavra, o escultor da mensagem e, por um instante, ao menos, o autor se transmuta para o coração alheio e o toca. Não raro, nele se perpetua. Por isso, precisa ser livre para se expressar e se entregar com inteireza à obra. Sem medo dos outros e sem a ceifa da autocensura, sem opressões nem pressões, com garantias e sem ameaças. Sem violência nem morte, ainda que silenciosa, como a que se dá pelo desestímulo de continuar a trilha, pela indiferença que aniquila a crença em si mesmo e no que faz, ou por falta de apoio e por inexistência de meios suficientes para oferecer a mais pessoas o que ainda fica restrito a poucos, porque parcos os recursos e a ajuda, menor ainda.

Para o escritor, como para o jornalista, não bastam boas histórias em mão. Precisa de um espaço que recolha o escrito para difundi-lo. No caso dos livros, que se ampliem as bibliotecas como chance de chegarem mais pessoas perto da cultura. Mesmo que não comprem, como gostaríamos, porque, para tantos, o alimento é mais urgente que a cultura.

Muitos não podem comprar livros como outros não compram jornais. Ainda assim, se deve incentivar a leitura, porque ela é portal para o conhecimento e, daí, para a sabedoria. Alcancem pão, emprego, saúde e tudo quanto acresce valor a uma condição digna de vida, e ofereçam leitura a todos, desde quando as pessoas juntam as primeiras letras diante dos olhos até o seu último suspiro. E aos ousados de muita fé, venham incentivos e motivação. Não fechem as portas da produção de cultura a quem deseja fazê-lo. E que, sempre, seja dada chance de escolha entre querer e poder, para preencher o abismo entre a vontade e a possibilidade.

Defendamos um pouco além de nossos umbigos, pois eles estão bem abaixo de nossos olhos, feitos para mirar adiante. Se não construirmos leitores, pouca importância eles darão aos livros e jornais. Do mesmo modo, não haverá expressão nem imprensa se não houver liberdade.
(*) Crônica publicada na edição de 25 e 26 de outubro de 2008 do jornal A Razão (www.arazao.com.br), de Santa Maria (RS).

Adicionar comentário Sábado, 25 de Outubro de 2008 às 05:48 Vera Pinheiro

Publicações anteriores


Calendário

Outubro 2008
S T Q Q S S D
« Set   Nov »
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Minhas Publicações Recentes

Publicações por Mês

Estatísticas

Meta