Arquivo de Dezembro de 2008
Vera Pinheiro
Não há nada que eu possa dizer além disso, que mais expresse o meu sentimento neste momento em que atravessamos o portal de um novo ano: MUITO OBRIGADA.
Obrigada pela companhia, por estar comigo no cotidiano feito de supresas e encantamento pela vida exatamento como ela é.
Que estejamos juntinhos em 2009. Abençoado sejas. Que a Deusa esteja contigo, te abençoando ricamente em todos os teus momentos.
Com meu carinho e gratidão, abraço teu coração.
Quarta, 31 de Dezembro de 2008 às 23:11
Vera Pinheiro
Vera Pinheiro
Oh, céus! Estou perdidinha na semana! Desde ontem, a primeira frase que balbucio ao acordar é: “Que dia é hoje?!”. Minha filha me situa, dizendo o dia da semana, o que me faz pular da cama com a pressa de quem está de saída e atrasada. Impressionante como Camila raciocina de manhã cedo, assim que abre os olhos, bem diferente de mim. Há alguns anos, quando ela trabalhava num escritório à tarde, o povo do serviço ligava “de madrugada”, perguntando sobre algum documento, por exemplo. Ela, no bom do sono, de olhos fechados era capaz de responder com uma precisão fantástica o armário, a pasta, o número da folha, o conteúdo… e voltava a dormir em seguida.
Hoje de manhã, ano terminando, ela me sacudiu na cama para tratar dos ingredientes do bolo que ela e Guilherme farão para a ceia de amanhã. Hã? Que bolo, menina? Ah, o bolo. Sei lá, vocês é que sabem! Que dia é hoje? Terça, 30 de dezembro, 6h. Os cachorros nem estavam na porta, latindo por mim.
Joguei as cobertas fora do corpo e fiquei olhando como sonâmbula para Camila. Hã?! Depois a gente se fala. Me liga. Tiau. “Vai com Deus, anjo da guarda te proteja, Espírito Santo te ilumine. Te amo, te adoro. Um dia lindo, maravilhoso! Saúde e fé, paz e amor…”. A bênção espichada saiu corrida, mas inteira, no meio de um abraço caloroso, como acontece todos os dias.
O sol estava se espreguiçando ainda e fiquei por um tempo na varanda, cercada dos bichos e tentando responder às perguntas “Quem eu sou? Para onde vou?”. Caramba, 2008 acabou! Tenho um monte de coisas a fazer, plantão no trabalho, compras no supermercado (vixe, detesto esta parte), a crônica da semana para enviar ao jornal, mais isso e mais aquilo. Nem fotografei a minha decoração de Natal antes que a chuva acabe com ela e chegue o Dia de Reis.
O meu computador clama por um pouco de atenção, com uma barbaridade de e-mails para responder. Nossa, que lindo! O blog passou de 350 mil acessos! Vou deixar o café da manhã para o Gui sobre a mesa. A trouxa de roupas para lavar não pode esperar. Tenho de fazer as camas, alimentar os animais, botar a casa em ordem.
Botar a vida em ordem é o que vou fazer nas férias. Quantos dias faltam? Menos de uma semana. Agüento! Sinto-me uma maratonista da São Silvestre. Cansei. O ano está acabando. Comprei lentilha? Comprei. Desde o meu aniversário, não tive folga. Preguiça! Daqui a pouco chega outro dezembro, outro aniversário, e o que fiz da vida?
Em 2008, a vida fez muito para mim. Vou agradecer muito por este ano inesquecível! A lista de agradecimentos está muito maior do que a listinha do que quero em 2009. Que bom!
Nas minhas férias vou acordar às 6 da manhã todos os dias só para perguntar: “Que dia é hoje?” e relaxar… Uma vingança boa contra esses dias de correria.
Terça, 30 de Dezembro de 2008 às 08:12
Vera Pinheiro
Vera Pinheiro
Todos os anos faço as chamadas “simpatias e encantamentos” na virada para o Ano Novo. Um mês antes, em novembro, faço a limpeza dos entulhos – materiais e emocionais – acumulados durante o ano que termina. Retiro o que é aproveitável e dôo, e o que não presta jogo fora sem piedade. Faz bem se livrar do que não traz felicidade à vida, mas, como sabemos, acabamos nos apegando até às dores mais profundas e antigas. A faxina, portanto, não é apenas exterior, mas, principalmente, no coração, nas emoções, nos sentimentos. Recolhe-se o aprendizado e descarta-se as situações, evitando eternizá-las. Para que lembrar do que não nos alegra? Por que se agarrar a fatos que não são boas lembranças? Pronto, passou. Passado. Foi-se! Em frente! Avante, pois! A vida é curta demais para carregar recordações sofridas.
No dia 31, é bom varrer a casa de dentro para fora, começando pela última peça, e enquanto passa a vassoura (não o aspirador), mentaliza-se tudo o que se quer varrer da vida: as amarguras, as desavenças, as mágoas, as dificuldades, os problemas, enfim, aquilo que não deseja para o lar, o trabalho, a família, os relacionamentos. Joga-se fora o lixo e a vassoura (sem dó, mesmo se ela for novinha em folha!). Aproveita-se para abandonar objetos quebrados e trocar lâmpadas queimadas. No sentido inverso, é bom trazer para dentro o que se quer para o novo ano, passando uma água boa e energizada no chão e incensando generosamente. Nenhuma doméstica fará isso melhor que tu, portanto, podes enfiar a mão na massa, porque o importante é a conexão com o Poder Divino. Por fazer isso pessoalmente, sempre passo a data com as unhas implorando por manicure. É de se lembrar que não há nada que se faça e que dê certo sem fé e confiança de que assim será.
Na virada do ano, ilumina a casa e o coração! Acende todas as luzes e abre o teu espírito para as energias positivas, felizes! Não esquece de agradecer por tudo, absolutamente tudo que recebeste no ano que termina, tenha sido feliz ou nem tanto. Estar vivo e com saúde é uma grande bênção! Sejamos agradecidos, portanto. Eu costumo agradecer tudo o que vivi antes da meia-noite.
A ceia em casa pode ser mínima, mas não falta lentilha no capricho para trazer sorte. Por ser um alimento que cresce, faz a pessoa crescer também, acredita-se. No quintal, temos a bênção de um pé de romã lindíssimo! Uma das simpatias mais comuns para atrair dinheiro é feita com sementes de romã: dizem que se deve chupar sete sementes na noite de Reveillon, embrulhar todas num papel e guardar o pacotinho na carteira para ter dinheiro o ano inteiro. Aliás, a minha carteira tem tantos patuás que nem cabe mais nada, só renovo. Nunca falta uma folha de louro bem bonita na carteira… e um trevo de quatro folhas, que cultivo.
À mesa não deve ter qualquer animal que cisca ou anda para trás para não regredir na vida! Então, deixa de lado o peru e o franguinho (inclusive os seus derivados), e esquece o caranguejo. Eu como 12 uvas bem lindas e faço meus pedidos para os 12 meses do ano. Aliás, antes de começar o Ano Novo, já fiz a lista de tudo o que quero para mim. Escrever o que se quer é muito bom para firmar os desejos no plano astral.
Sempre pego uma nota alta (a mais alta que tiver) e coloco no sapato. E peço a meus filhos que façam o mesmo para chamar dinheiro, afinal, sem ele não dá para ter sossego o ano inteiro, sejamos sinceros. Carteira e bolsos vazios, nem pensar!
Por costume, não guardo roupas pelo avesso, então, não me preocupo com isso nessa data. Mas se estiver virada, desviro! Troco lençóis e toalhas e durmo com pijaminha novo. Sempre uso uma coisa nova e a cor do regente do ano. Nos brindes, cumprimento primeiro um homem (nem que seja o porteiro!), depois as mulheres. Abraçar alguém do sexo oposto, dizem, traz sorte no amor (filho vale?!). Se meus planos forem de viajar bastante no ano que se aproxima, pego uma mala vazia e dou uma volta dentro de casa (já fiz muito isso!). Ah, quase esqueço! De véspera, um banho energético, claro. E no dia 1º do ano não tocar em tesouras para não cortar os planos!
Faço tudo isso antes da meia-noite, porque à 1h da madrugada, esteja quem estiver em casa, eu paro a festa e rezo, porque para mim esse é o horário da chegada do Ano Novo, não o do horário de verão. Por isso, não gosto de passar na casa de amigos ou de parentes, em clubes e festas de Reveillon. Fico em casa, pois além de ser o melhor lugar do mundo para mim, nela posso fazer as minhas orações, pois orar com fé em Deus(a) é a melhor simpatia e o encantamento mais eficaz para o Ano Novo.
Segunda, 29 de Dezembro de 2008 às 12:46
Vera Pinheiro
Vera Pinheiro
Não é o que dizem ao avistar um casal apaixonado? “Parecem dois pombinhos…”. Nunca reparei no namoro dos pombos, mas ontem me demorei apreciando um casal (suponho) de pássaros no muro. Tão lindinhos!
Camila, atraída pelo latido do cãozinho Billy (louco para botar os dentes nos pescoços dos passarinhos!), viu a dupla e me chamou. “Mãe, vem ver dois passarinhos namorando!”. E só nós que não, barbaridade!, retruquei, de máquina fotográfica em mão para registrar esse momento lindo, como diria Roberto Carlos em “Emoções”. Ah, eu vi o show do Rei na Globo e não me conformo com aquele cabelinho palha dele, coisa deprimente! No mais, adorei tudo.
Voltando aos pássaros: os dois pareciam conversar, lado a lado, asa com asa. Depois de certo tempo, acho que se desentenderam no diálogo e viraram um para cada lado, mas retornaram a olhar na mesma direção (tão românticos!).
As fotos (clica nelas e aumentarão) mostram o que quero dizer, e me lembram as pessoas e seus romances. De vez em quando “encrespam” o pêlo (ih, logo vai cair o acento diferencial, deixa-me aproveitar o uso), mas depois o amor fala mais alto, se entendem e o sentimento cresce, amadurece, se fortalece e continua cada vez mais lindo. Aliás, o amor é lindo!

As pessoas deviam se entender mais…
Domingo, 28 de Dezembro de 2008 às 12:20
Vera Pinheiro
Vera Pinheiro
O que fazer com os sonhos de ontem, os que não se realizaram no ano que termina agora? Que destino dar às esperanças que não foram concretizadas? E quanto aos planos que fracassaram, os projetos que não saíram do papel, os desejos que ficaram somente na intenção?
Antes de o 2009 chegar, é hora de fazer um balanço positivo e, sobretudo, a teu favor. Não valorizes demais as derrotas, contabiliza as vitórias. Deixa a visão pessimista em relação a ti mesmo e não tenhas má-vontade com o Ano Novo. Renova a fé de que, no ano que vem, tudo será melhor e mais feliz.
Lápis e papel na mão para uma lista de ganhos em 2008! Agradece à vida! Lembra das alegrias de cada dia e das pequenas conquistas do teu cotidiano, ainda que nada pareça grandioso. Celebra as bênçãos recebidas (às vezes, não as percebemos e, portanto, não são reconhecidas).
Para o bem e para o mal, o começo de tudo está em nós mesmos. Podemos sentir quando algo é bom para a nossa vida, mas, geralmente, não nos damos atenção. Por isso, observa o estado dos teus pensamentos e o pulsar do coração em relação às tuas escolhas para o próximo ano, para que de nada te arrependas.
A prosperidade que buscas em cada virada de Ano Novo deve instalar-se, primeiro, no teu interior para, depois, se espalhar em tua vida. Muda, então, as crenças limitantes e a abundância haverá de se mostrar em tua casa. Não te apegues excessivamente a bens materiais, mas não precisas sentir culpa pelo que tens. É possível cultivar a simplicidade sem abrir mão do conforto e, afinal, não há erro algum em querer ser próspero e feliz ao mesmo tempo. O que importa é a maneira como te relacionas com as tuas riquezas e a atenção que dás à espiritualidade. Isso traz equilíbrio.
Cultiva mais amigos, visita os parentes, sê gentil com os que te cercam. Não alimentes ódio, aprende a silenciar palavras que não sirvam para contribuir com o bem-estar teu e dos outros. Não retransmitas o que ouves de negativo sobre quem quer que seja, nem sobre inimigos. Fica longe de desafetos, dores mal-resolvidas, amores não-correspondidos, inutilidades ao bem viver. Desvencilha-te do que não precisas, não usas e não gostas. Pratica a compaixão pela necessidade alheia. Doa o que não te serve e objetos que constituem entulho doméstico.
Renova os teus espaços de trabalho, lazer e moradia. Faz de tudo para te sentires bem onde estás e com quem compartilhas a rotina. Se for necessário, muda. Se quiseres mudar, ousa. Inventa e recria paisagens, torna os ambientes melhores e mais bonitos à tua volta. Aprende algo novo, retoma um hábito saudável que andava esquecido. Renuncia a costumes que não sejam bons ou que estejam ultrapassados. Faz um mapa das tuas prioridades e promete cumpri-las. E não prometas o que não tens condições de atender. Não te coloques no último lugar da fila das tuas preferências. Descobre prazer naquilo que fizeres. Opta pela qualidade de vida em vez de horários abarrotados de compromissos de segunda a segunda. Trabalha com afinco, mas não esqueças da tua vida pessoal. Dedica um tempo à família, não percas os vínculos do coração. E cuida da saúde! Trata bem de ti, do corpo, da mente, do espírito e das emoções também.
O amor, que tantos querem no formato de um par, não se restringe a uma pessoa. Ele é amplo e deve abranger os semelhantes, os animais, a natureza. Quem está em unidade com o todo não se sente só, mas integrado à grande irmandade universal. Portanto, sozinho ou não, ama imensamente nos 365 dias do Ano Novo e te iluminarás desse sentimento capaz de dar sentido à existência. Abandona as mágoas, dissabores e tristezas amorosas que tiveste. Procura libertar-te dos desgostos, lembranças ruins e amarguras, pesos que dificultam a caminhada. Tenhas um espírito mais leve sobre o que acontece. Releva, perdoa e esquece. Assim poderás seguir na paz tão almejada. Quanto aos sonhos, planos, projetos e desejos de ontem, se valer a pena renová-los, que ganhem vigor! Senão, sonha e realiza, e que tudo que for bom para ti se faça. Feliz Ano Novo para nós!
(*) Crônica publicada na edição de 27 e 28 de dezembro de 2008 do jornal A Razão (www.arazao.com.br), de Santa Maria (RS).
Sábado, 27 de Dezembro de 2008 às 10:27
Vera Pinheiro
Vera Pinheiro
Adoro lavar roupa… na máquina, claro. Faz parte da minha santa rotina levantar cedo já com a trouxa na mão e colocar as roupas na máquina de lavar. Faço isso praticamente dormindo, no piloto automático.
Hoje de manhã não foi diferente, ainda mais que chove quase todos os dias em Brasília nesta época e demora a secar a roupa nos varais do quintal. Sim, no plural: varais. Preciso mais de um, pois até parece que tem um batalhão em casa. A verdade é que não gosto de usar duas vezes a mesma peça e guardá-la perfumada. Fica com cheiro de usada, parece suja. Manias, manias…
Pois logo cedo peguei o trouxão e me dirigi à máquina. Botei tudo lá, programei o tempo de lavagem e… nada! A bichinha não funcionou. Ai, meu céu! Liguei o celular, coisa que faço apenas quando já estou de saída para o serviço, para chamar o conserto. Já aconteceu de um grampo de cabelo paralisar a máquina, deve ser isso ou menos, afinal, ontem estava tudo bem… Será que faltou energia? Não, a luz acende na casa.
Quem sabe um empurrãozinho ajuda. Sacudi daqui, sacudi dali, mexi na parte móvel de dentro, tirei um pouco de roupa (vai ver tem peso demais)… e nada. Comecei a calcular a possibilidade de comprar uma lava-roupas mais potente, daquelas que lava e seca. Deve ser uma beleza, mas devia passar também, pois esta é uma missão que não encaro. Há anos não passo roupa, acho detestável. Se precisar de ferro elétrico, descarto a peça.
Nessa altura, dançou o meu sagrado café da manhã, atrasei o meu escrito matinal e queria acordar meus filhos, que dormiam sossegados, para me socorrerem com a bendita.
Então, eis que a luz se faz! Ou melhor, acordei de vez. Faltava ligar o botão! Um toquezinho no botão “liga” e a máquina de lavar roupas funcionou que era uma beleza!
E a vida não é assim? Às vezes, a solução é fácil e simples, está diante dos olhos, mas a gente complica. Faz mil conjecturas mirabolantes, pensa e repensa o que fazer e a resposta é absolutamente simples, que a gente, aparvalhada, não viu ou não lembrou que existe.
Sexta, 26 de Dezembro de 2008 às 08:37
Vera Pinheiro
Vera Pinheiro
Ufa, chegou o Natal. Agora é tomar fôlego para a virada do Ano Novo. Depois, férias, por favor, que não agüento mais correria.
Não gosto dessa muvuca em torno da data, me cansa o frenesi das pessoas pela compra de presentes e fujo das lojas abarrotadas. Assim, deixo para a úúúúúltima hora a compra de presentes para meus filhos. E me arrependo um monte por não ter feito isso mais cedo e com calma, sendo isso possível nesta época.
Na véspera do Natal trabalhei até o meio-dia e resolvi encarar o shopping mais próximo. Fila antes de chegar lá, demora de meia hora para tentar vaga no estacionamento e a constatação de que estava lotado. Estacionei numa rua a muitos e muitos passos dali. De salto.
Andei, andei e entrei no shopping, onde Camila me esperava para a compra de presentes para meu filho Gui e minha norinha Rê. As pessoas se batendo umas nas outras, e eu querendo sair fora logo, mas tinha fila no caixa. Minha filha ficou nela, com a paciência divina que ela tem, enquanto eu olhava outras coisas.
Saímos dali e fomos almoçar. Isso depois de mais duas filas, uma para servir o prato, outra para pagar. E eu ainda queria comprar um presente para Camila, sem ela, portanto, o que significava ir à luta sozinha. Como me senti desamparada quando ela deu beijinho e tomou o rumo do trabalho, onde ficaria até às 18h. Impaciente para compras, entrei na primeira loja que vi, e resolvi logo a missão. Difícil foi achar a saída do shopping, perdida como sou. Desci a primeira escadaria que encontrei… e parei dentro de uma loja. Como assim? Ali todos os caminhos levam às compras! Pedi ajuda para uma caridosa que passou por mim: “Por favor, me ajuda a encontrar a saída!”. A mulher me olhou penalizada e apontou para a porta, logo à minha frente. Atarantada, não tinha visto.
Enfim, ar puro! E uma caminhada na chuva até o carro. Virei um pinto molhado (por que não lembro de pegar o guarda-chuva que carrego?!). Já que Camila estava ocupada com o trabalho, sobrou para mim ir ao supermercado, porque a nossa ceia foi definida na noite anterior. Gui não gosta de nenhum prato natalino, tipo peru, chester ou coisa parecida. Putz, só fiquei sabendo disso agora. Há 27 Natais servi a típica ceia de Natal e não pedi opinião, mas desta vez fiz diferente. Quem mandou perguntar…rsrsrs.
Então, respirei fundo e entrei no supermercado. Lotado, claro. Cadê o papelzinho onde fiz a lista de compras? Perdi. Gui me monitorou por telefone, já que ele era quem sabia dos ingredientes necessários à nossa mesa de Natal. Uns 15 telefonemas e duas horas depois, ganhei a rua. Ai, que alívio! Já passava das 16h quando cheguei em casa. Ele descarregou as compras, guardou e eu vim para o computador. Foi quando ele me perguntou de uma compra que eu deveria ter feito, “tipo assim”, comprei todos os acessórios e esqueci do principal. Ah, não! Nem fodendo que eu iria ao supermercado de novo. Ele foi.
Mas foi um esquecimento providencial, pois fiquei em casa terminando os filmes que fiz sobre os meus filhos, e que seria o meu presente de Natal a eles, individualmente. Dei aos filmes o nome de “Momentos” e antes de mostrar as minhas obras, o presente acessório foi uma caixinha de lenços de papel, porque eu já havia chorado um rio, enquanto reunia cenas do nosso convívio.
Quem me ensinou isso foi minha amiga Adriana Carvalho, que fez um filme sobre o filhinho dela, Guigui, quando ele completou um ano. Achei maravilhoso e pedi que me ensinasse. Como não tive tempo sobrando para me dedicar aos filmes, feitos em absoluto segredo (essa foi a parte mais difícil), trabalhei durante duas madrugadas, domingo e segunda. Na terça, não pude mexer nele, daí precisar concluir na véspera do Natal. Felizmente, deu tudo certo! Modéstia à parte, ficaram lindos! Eles adoraram e eu amei a experiência. Mais que isso, tive ainda mais certeza de que esses momentos valem um tesouro! Sou, realmente, muito abençoada pelos filhos que tenho. Benza Deus(a)! E Feliz Natal! Ano que vem juro que farei tudo mais cedo!
Nosso Natal 2008. Faltou a Rê conosco.
Quinta, 25 de Dezembro de 2008 às 12:09
Vera Pinheiro