Arquivo de Maio de 2009

A admirável Susan Boyle

Vera Pinheiro
Incontáveis vezes assisti, via YouTube, a apresentação de Susan Boyle no programa de calouros “Britain’s Got Talent” e sempre me arrepio, emocionada. Na primeira vez diante da platéia, todos riram dela por sua aparência, até que ela abriu sua voz de anjo e deu um show memorável. Ficou mundialmente famosa depois de sua aparição no show de talentos e participou da final, neste sábado, mas perdeu para o grupo de dança urbana “Diversity”, composto por 10 jovens, que receberão um prêmio de 100.000 libras (115.000 euros, 160.000 dólares), além de se apresentarem para a rainha Elizabeth II. O grupo vencedor foi escolhido por meio de votos dos espectadores por telefone e pela escolha dos jurados.

Se foi merecido, não sei e não posso julgar. São talentos diferentes, não dá para comparar, mas gostei mais da primeira apresentação de Susan Boyle, pela emoção e pela garra que ela transpareceu, do que a da final, mais contida. Talvez porque na primeira não estivesse sob pressão de fazer bonito, de vencer, então, apenas foi lá e deu o seu recado brilhantemente. Na segunda, é possível que estivesse sob a pressão da fama instantânea, que correu o mundo, para o que não estava preparada, pois antes vivia singelamente num vilarejo, em companhia de um gato, sem emprego e nenhum beijo na boca para relembrar.

O que eu acho admirável em Susan Boyle, além de sua magnífica voz, é a mensagem que ela transmitiu ao mundo, sem querer. Ninguém pode avaliar o que o outro é sem conhecê-lo. O que cada um é não se mostra na aparência. E o preconceito é, definitivamente, algo digno de defenestração, merece ser banido.

As versões mais completas (e legendadas) da primeira apresentação e da final do programa “Britain’s Got Talent” que encontrei no YouTube, quando Susan Boyle canta “I Dreamed a Dream”, de “Les Miserables”, estão nos links abaixo. Copia, cola e assiste. Valem muito.

A estréia:
http://www.youtube.com/watch?v=bP3MVd8UcW4

Na final de ontem:
http://www.youtube.com/watch?v=LhL40NtnkIA

Atualização em 01/06/2009 - 03h34
Susan Boyle é internada em clínica psiquiátrica em Londres

A escocesa Susan Boyle, que no sábado perdeu a final do programa de calouros Britain’s Got Talent, foi internada neste domingo em uma clínica psiquiátrica em Londres, segundo relatos da mídia britânica. Segundo o tablóide The Sun, a cantora foi internada na clínica Priory com exaustão. A Priory, famosa por tratar celebridades dependentes de drogas ou com crises de depressão, disse não poder “confirmar nem negar os relatos” de que Susan Boyle se internou no local. No domingo, os produtores do programa revelaram que ela se isolaria por um tempo, seguindo ordens médicas.

Segundo um comunicado dos produtores, “após o programa do sábado, Susan está exausta e exaurida emocionalmente. Ela foi examinada pelo seu médico particular, que apóia sua decisão de tomar alguns dias para descansar e se recuperar. Nós oferecemos nosso apoio e desejamos a ela uma recuperação rápida”, afirma o comunicado.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/bbc/2009/06/01/ult5016u11.jhtm

1 comentário Domingo, 31 de Maio de 2009 às 12:43 Vera Pinheiro

Crônica da semana - Prece ao coração da Mãe (*)

Vera Pinheiro
Poderosa Grande Mãe, de todo amor e de toda bondade, eu te saúdo e te reverencio. Aos teus pés coloco meu coração e peço o teu amparo e a tua proteção. Unge a minha existência com o teu espírito e me transforma em um ser à tua imagem e semelhança.

Abre meus olhos e me faz vislumbrar a vida sem temores e ansiedades, e amplia a minha visão para que o horizonte das soluções de que preciso seja percebido com brevidade e adequado ao tamanho das tribulações. Aguça meus ouvidos para que não se confunda o meu entendimento e não se turve a minha compreensão. Cala minha boca diante dos impulsos de proferir palavras que ferem ou magoam, e que tudo o que eu disser seja para construir, socorrer e refletir a tua gentileza.

Estende meus braços na direção de cada ser vivo da tua natureza para eu acolher todos e nunca me negar ao préstimo generoso que ensinaste com o teu exemplo. Coloca a tua ternura em minhas mãos, e que elas sirvam para abençoar, plantar, nutrir, afagar e trabalhar segundo a tua vontade. Conduz minhas pernas e meus pés rumo ao destino do bem, da solidariedade, da misericórdia e da compaixão comigo e com os que estão em meu entorno no universo. Dirige meus passos e me mantém em segurança. Desvia-me das ilusões e das vaidades que possam me afastar do teu caminho sagrado.

Resguarda-me pela frente e pelas costas, pela esquerda e pela direita, acima e abaixo de mim, e livra-me das ameaças, riscos e perigos, e, ainda, das tentações. Põe a tua luz sobre a minha cabeça e ilumina meus pensamentos, e que nenhuma sombra de medo me torne esquiva da perseverança, do otimismo e da confiança.

Lava meu coração das tristezas que ele conheceu, das amarguras que acumulou, dos ressentimentos que guardou, e purifica-o com o perdão e o esquecimento. Acalma as minhas angústias e devolve-me a serenidade, o equilíbrio e a ponderação para eu transpor as dificuldades sem me perder nas sendas dos tormentos humanos. Aumenta a minha fé para eu reconhecer e acatar os teus transcendentes desígnios e para aceitar com resignação as lições que me entregas por meio da dor. Transmuta o meu sofrimento em aprendizado e eleva a minha paciência diante dos infortúnios para que a gratidão seja maior do que os lamentos de minha alma.

Orienta meu espírito na claridade do dia e na escuridão da noite, e sussurra em minha intuição o que devo fazer, desde o meu acordar até que eu adormeça no agasalho de teu ventre. Doutrina-me na humildade e no respeito, molda-me na tua devoção e funde-me em tua índole sublime. Sustenta-me em teu colo quando eu andar sozinha e carrega-me pela mão, de volta, se eu me afastar de ti e do que seja benéfico a mim e, também, aos outros. Liberta-me das opressões que abalam a minha tranquilidade e dos problemas que não sei resolver sem o teu auxílio, e inspira os meus gestos, decisões e comportamento. Renova a minha esperança, anima a minha vontade e fortalece a minha coragem para eu não desistir enquanto não se esgotar o manancial de forças que vêm de ti.

Corrige as minhas imperfeições e cura-me dos erros que pratiquei para que a paz ocupe o lugar do arrependimento. Aperfeiçoa a obra incompleta que sou, desenvolve as minhas aptidões, melhora as virtudes que tenho e me instrui a repreender os meus defeitos. Fortifica a saúde do meu corpo físico, abastece-me de harmonia espiritual, estabilidade emocional, capacidade mental e de bons fluidos energéticos. Derrama as tuas bênçãos sobre o meu lar, sobre a minha família, sobre a irmandade universal, e que a chama do teu imenso amor se mantenha flamejante, espargindo o teu fulgor sobre todas as vidas e em todos os lugares.

Mãe e Senhora! Tu és o meu escudo e a minha guia, quem rege a minha jornada e me defende. Toma a minha vida em tua amorosa graça, onde eu estiver e em tudo o que fizer. Sê tu em mim a cada momento, e me dá permissão para ser uma ínfima demonstração da tua sagrada presença Eu Sou. Revela-te em mim para que eu seja, ao menos, uma centelha do teu divino amor, uma migalha da tua infinita sabedoria, uma faísca da tua magnífica e purificadora luz. Eu me consagro a ti e te ofereço tudo o que sou, tudo o que tenho, tudo o que faço e tudo o que construímos juntas. Que seja assim, agora e sempre!
(*) Crônica publicada na edição de 30 e 31 de maio de 2009 do jornal A Razão (www.arazao.com.br), de Santa Maria (RS).

1 comentário Sábado, 30 de Maio de 2009 às 00:38 Vera Pinheiro

Fotos do dia

Vera Pinheiro
Impressionante! Tive a impressão de que hoje as pessoas estavam, todas, de amarelinho. Só no meu trabalho, cinco colegas (mais eu, e fora os que não vi) vestiam a mesma cor, em diferentes tonalidades. Tirei fotos, claro, e não escapei daquela perguntinha: “E aí, onde vamos cantar juntos?!”. Sem falar que estávamos assemelhados às pilhas amarelinhas… E não era uniforme nem combinação prévia!
Raquel - Raquel Raquel de Almeida Prado Cruz
Rubens e Martins - Rubens e Martins Rubens Pereira dos Santos e o Comandante Martins
Cassia e Veloso - Cassia e Veloso Cassia Maria Gurgel Florêncio e José Veloso Costa

No almoço, fui com minha filha Camila a um restaurante que, antigamente, eu freqüentava e encontrei antigos colegas da Associação Nacional de Jornais (ANJ), onde trabalhei por nove anos, até 2004. Foi um feliz reencontro com Juliana Toscano, Coordenadora do Escritório, Marly Gomes, Assessora da Diretoria e Julio Vinhas, Assessor Jurídico. Depois conheci a nova sede da ANJ, que está em belíssimas e modernas instalações. Lá revi a Dona Aura, que também era “do meu tempo”. É muito bom rever pessoas de quem a gente gosta muito! É o caso.

Restaurante - Restaurante Ju, Vinhas, eu, Camila e Marly
ANJ - ANJ Camila, Aura, eu, Marly e Ju

1 comentário Sexta, 29 de Maio de 2009 às 16:21 Vera Pinheiro

Orar

Vera Pinheiro
A gente precisa comer para manter o corpo em pé e precisa orar para sustentar o espírito. A oração é alimento para a alma. Quando estou preocupada, ansiosa, em dificuldades, eu oro. Quando estou ótima, com tudo feliz em minha vida, oro também. Não se bate à casa de Deus Pai e da Divina Mãe apenas para pedir, mas, principalmente, para agradecer.

Esse é o tema da crônica da semana que vou publicar amanhã na minha coluna do jornal A Razão (Santa Maria, RS) e aqui no blog. “Prece ao coração da grande Mãe” não é apenas uma crônica, mas a expressão do meu profundo amor e de minha extrema confiança na Grande Mãe, que está sempre presente, nos momentos bons e nos nem tanto, é meu amparo e socorro nas tribulações, bênçãos e contentamento em todos os dias de minha vida. Que o escrito fale ao teu coração assim como fala ao meu. Amor e luz para as nossas vidas!

Ah, e por falar em oração, ontem – um dia cheio, como são as quintas-feiras – não pude vir durante o dia, e à noite fui ao encontro Grupo Kuramyn. Ao chegar em casa estava tão aconchegada na magnífica energia divina… que fiquei quietinha, curtindo aquela mansidão e absorvendo todas as bênçãos recebidas e compartilhadas. Isso é tão bom!

E oração foi mesmo a palavra do dia ontem, até de brincadeira. Uma amiga me mandou uma mensagem muito bonitinha, com a imagem de uma criança orando fervorosamente, de olhinhos fechados, concentradíssima. Não reproduzo a foto por não saber quem é a criança e se a divulgação da imagem está autorizada, mas conto a piadinha que veio junto. “Querido Papai do Céu”, este ano, por favor, mande roupas para todas aquelas pobres mulheres do computador do papai. Amém“. E pra ele dê vergonha na cara.

Adicionar comentário às 11:05 Vera Pinheiro

Agridoce

Vera Pinheiro
A vida é doce ou amarga? Agridoce. A vida é agridoce. Acre e dificultosa, branda e deliciosa. Tem os momentos bons e os nem tanto. A alegria convive com a tristeza. A felicidade se alterna com a amargura. Quem inventou a vida sabia o que estava fazendo. Não nos acostumamos com o lado bom da vida, senão o êxtase tiraria a percepção. Não nos acomodamos com o lado ruim que nela existe também. Ansiamos por felicidade e isso nos fortalece.

Foram os momentos mais cruéis que me ofereceram saltos de crescimento que, talvez, se eu vivesse sempre feliz não tivesse alcançado. Os intervalos felizes existem para lembrar que a vida não é só tormento, dificuldade, vazio e solidão. É um tempo para tomar fôlego e continuar em frente e depois se encher de contentamento.

Agridoce é a vida. É saborosa, mas nem todos gostam do sabor que ela tem. E um “talvez”: só quem experimentou o amargo e o doce consegue entender essa mistura e apreciá-la.

1 comentário Quarta, 27 de Maio de 2009 às 10:09 Vera Pinheiro

Homens

Vera Pinheiro
Amiga minha comentou, entre esperançosa e desanimada: “Um dia vou aprender a lidar com esses bichos chamados homens!”.

Ora, ora, amada… Homens são maravilhosos, apenas são um pouco complicados! Se fossem bichos, a gente adestrava. Se fossem remédio para nossos males, viriam com bula. Se fossem alimento para as nossas necessidades, teriam receita inclusa. Se servissem para uso, viriam com manual de instrução.

Mas são apenas homens, por isso precisamos ser felizes e independentes deles, ou mesmo sem eles, ou – o que exige maior esforço – com eles, mas por nós mesmas. Os homens complementam a nossa felicidade individual, não são responsáveis por ela. Nossas vidas estão em nossas mãos, sempre, não na deles. Eles não são imprescindíveis, mas são importantes. E quanto melhor lidamos conosco, mais sabemos interagir com eles. Fácil, não?!

Adicionar comentário Terça, 26 de Maio de 2009 às 09:01 Vera Pinheiro

Entre amigos

Vera Pinheiro
O domingo foi entre amigos. Recebi a família de Paulinha e Nick, um jovem casal de que gosto muito. O almoço festivo foi uma despedida, pois em breve eles voltarão para os Estados Unidos. Ela é filha de Sidney e Rita Helena Custódio Fragale, minha amiga do peito, irmã de coração e colega de trabalho, e irmã de Patrícia e Pedro Attílio. Participou dessa confraternização em nossa casa outra família fantástica, que tem o meu carinho, a de Cassia Maria Gurgel Florêncio, que é minha amiga e colega muito amada também. Ela, o marido Uan, os filhos Victor e Felipe, com a namorada Tábata, me deram a alegria da visita. E compareceram ainda o Rodrigo Lacerda, o André e a June e Fábio.

O churrasco ficou por conta de Sidney e a sobremesa foi um agrado para a dona da casa: Rita levou dois pudins de leite (um inteirinho para mim!!!) e Cassia, pudim de tapioca, que eu adoro! Eram de comer orando!!!

Tivemos um almoço maravilhoso e muita diversão! Até pulei corda (ou, pelo menos, tentei). E teve um jogaço de vôlei. Foram horas de grande contentamento na companhia desses amigos maravilhosos.
O par - O par Paulinha e Nick Rita 1 - Rita 1 Sidney e Rita Fragale - Fragale Os Fragale Juntos - Juntos
Florencio - Florencio Os Florêncio Sobremesa - Sobremesa Rita, eu, Camila, Cassia e Uan Paula e eu - Paula e eu Paulinha Paulinha - Paulinha Que bom, não? Doce - Doce Jogo - Jogo O genro e a sogra

2 comentários Segunda, 25 de Maio de 2009 às 17:02 Vera Pinheiro

Crônica da semana - O saber de si mesmo (*)

Vera Pinheiro
Aí chega o dia em que a gente se olha no espelho e pergunta: quem eu sou, onde estou e para onde vou? Esse tríplice questionamento não se circunscreve à fase da adolescência, ele surge no meio de qualquer idade, quando a busca do autoconhecimento exige espaço para ampliar o que já se é. A chamada hora da verdade enseja a reconhecer o próprio retrato diante dos olhos. Sem vendas nem lentes de aumento.

A análise do passado vem como uma espada que paira sobre o peito cravado de dores, ausências, mágoas, tristezas, e faz uma assombrosa comparação entre o que queríamos ter sido e o que restou feito, às vezes tão contrariamente aos ideais e sonhos de antigamente.

O amor não foi aquilo que queríamos, a carreira não recompensou os esforços, a família não é exatamente perfeita como desejávamos. De repente, a consciência de que a vida seguiu outro rumo, diferente do esperado. E as rugas tomando conta da cara, o corpo despencando, apesar dos recursos estéticos, e a alma se contorcendo em desilusões, medos, em meio à falta de ternura a que aprendemos a nos acostumar.

Das vitrines nada que podemos comprar preenche o buraco da solidão, que não sabemos por que se instalou nem desde quando. Nenhum creme hidrata o rosto sem viço e sorriso. Não há ginástica que ponha o coração no lugar em que estava quando ainda tínhamos expectativas de mudar o mundo e o nosso interior. Não há plástica que faça uma cirurgia na autoestima, e nos pegamos em cansaço e desânimo de recomeçar tudo de novo, uma vez mais, como sempre foi.

E agora? Essa é a pergunta a seguir, uma das mais significativas da vida humana, o trampolim para mudanças a partir do ponto em que chegamos. Apesar de várias angústias acumuladas e sem respostas, há uma certeza, a de que ainda nos resta o melhor: viver! E viver também significa conviver de forma pacífica com o que não podemos mudar, porque está além de nossas forças ou por fazer parte do universo alheio, que não nos pertence.

Então, finalmente, descobrimos que a vaidade faz querer a perfeição que não existe, porque todos somos caminhantes em aprendizado e o mundo é uma construção que muda o seu projeto a cada instante.

Saber de si mesmo é fundamental para a travessia de momentos como esse. É o que permite a alguém se olhar carinhosamente e não se cobrar em demasia por resultados que estão além das próprias razões e possibilidades. É o que ajuda a não sofrer à exaustão pelo que não deu tão certo quanto gostaria. É o que ensina a valorizar as conquistas alcançadas e a não se debruçar em pranto sobre as perdas. É o que evita que se tornem gigantescos os motivos para chorar e o que leva a contemplar as sinceras alegrias experimentadas. É o que não deixa concentrar a atenção apenas nos problemas, mas vislumbrar as soluções possíveis, viáveis.

Quem sabe de si é capaz de fazer um inventário de suas virtudes sem que a presunção e a modéstia interfiram e prejudiquem a avaliação. Conhece suas potencialidades e desenvolve talentos e habilidades para a sua realização. Identifica os erros que pratica e trata de corrigi-los, mantendo a autoconfiança. Não se empurra ladeira abaixo cada vez que uma dificuldade se apresenta, tira dela boas lições para sustentar a coragem. Em tempos de ventura não ressalta ao extremo os aspectos positivos de seu perfil humano e, se as agruras fazem uma visita, não enfatiza os defeitos nem se julga com severidade além do necessário. Convive harmoniosamente com a luz e a sombra, o bem e o mal, o bom e o ruim, e consegue manter o equilíbrio em qualquer circunstância, favorável ou adversa.

Quem sabe de si se sujeita a influências externas, sim, porém está completamente em sua identidade física, emocional, mental, energética e espiritual, elaborada aos poucos e sempre. Desenvolve suas aptidões e percepções e não se perde no caminho, por mais armadilhas que encontre. Por isso, segue seu rumo, sabendo onde está e para onde irá. Não é o que os outros querem que seja, tampouco o que dizem que é, mas a sua plenitude, a sua inteireza. E não precisa mostrar isso para ninguém. Apenas é. E pronto.
(*) Crônica publicada na edição de 23 e 24 de maio de 2009 do jornal A Razão (www.arazao.com.br), de Santa Maria (RS).

Adicionar comentário Sábado, 23 de Maio de 2009 às 07:55 Vera Pinheiro

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