Arquivo de Junho de 2009

Árvore

Vera Pinheiro
Hoje, com os olhos cheio de lágrimas, vi alguns homens tombarem uma árvore. Perguntei a um deles:
- Por que estão derrubando esta árvore?
- Porque ela cresceu demais.

Metáfora da vida. Às vezes não basta podar quem cresceu demais e, sem querer, parece uma ameaça. Acham que é preciso derrubar por terra e arrancar as raízes. Mas as pessoas saem daqui para ali ou lá, e florescem de novo, porque esse é o seu destino… e só o Poder Divino pode determinar a hora de acabar com seu ciclo de viço constantemente renovado, apesar dos cortes e podas.

2 comentários Terça, 30 de Junho de 2009 às 14:25 Vera Pinheiro

Dodói…

Vera Pinheiro
Ah, que resfriado brabo! Estou um condor! Dói o corpo, dói a garganta, dói o peito, dói tudo! Não via a hora de chegar em casa e me deitar, o que vou fazer agora mesmo. Estou moída como um guisado, molezinha feito um pudim. Se bem que uma boa carne moída dá um prato saboroso e pudim… Bem, pudim é o meu doce preferido. A sério, hoje trabalhei “pela honra da firma”, como se diz, e reconheço que devia ter me dado um colo em casa, ficar quietinha, tomando bastante água, chá e caldinho quente, mas fazer o quê? Não deu. Nem tudo é como a gente gostaria, então, ´bora trabalhar! Hoje até pensar me dói, por isso vou silenciar a mente e sossegar. Amanhã é outro dia! Nem quero ver noticiário agora à noite. Estou tão cansada das notícias sobre a morte (e a vida) de Michael Jackson… E quando é que vão enterrá-lo, devolvendo-o ao útero da Mãe Terra?

Vou descansar. Um beijo de aceninho para não passar esse resfriado para ninguém.

Ah, quase esqueço. Estou devendo respostas a perguntas no espaço “Conversa íntima”. Peço desculpas pelo atraso e um pouquinho mais de paciência, minhas lindas. Amanhã tentarei botar a prosa em dia, certo? Nada como um dia depois do outro e uma noite no meio. Preciso me recobrar e, claro, descobrir por que fiquei dodói, o que é que “pegou”.

Adicionar comentário Segunda, 29 de Junho de 2009 às 20:33 Vera Pinheiro

Acordar

Vera Pinheiro
Acordaste? Saíste da cama e abriste a janela? Tomaste café e ligaste o computador, curtindo o vagar das horas no domingo? Então, agradece à vida por isso! Considera o teu amanhecer como uma bênção e regozija o teu espírito, porque estás vivo, com saúde, com tudo de bom que tens neste novo dia. Deixa de lado os queixumes, faz um elenco do que te dá felicidade, e ela não está, necessariamente, nas coisas grandes, mas em tudo o que te cerca, e muitas vezes, por ser simples, as enormes graças do viver não são reconhecidas.

Hoje, o dia amanheceu tão lindo que fotografei o céu. Mas é possível que o céu esteja tão bonito quanto ontem, anteontem, na semana passada, no mês anterior e no ano que já se foi. Não é a paisagem que muda, mas o olhar da gente sobre ela. E eu aprecio a vida e me desvaneço diante dela, com meu coração pleno de gratidão por tudo, por todos. Feliz dia!

Adicionar comentário Domingo, 28 de Junho de 2009 às 07:57 Vera Pinheiro

Crônica da semana - Suspiros e lembranças (*)

Vera Pinheiro
Racionalmente, não queremos lembrar daquela pessoa, mas pensamos nela mesmo sem querer. Se nos dão notícia a respeito de seu paradeiro, fechamos os dois ouvidos: “Não me conta! Para mim, morreu! Caso encerrado!”. Uma sucessão de frases prontas, engatilhadas, e fala decorada para a emergência de enfrentar, com a cabeça erguida, a curiosidade alheia acerca de nossos sentimentos. Ao perguntarem se sabemos por onde anda a criatura nem deixamos que terminem a indagação! Lascamos sem titubear: “Não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe!”. Tanta convicção chega a levantar suspeita de que, no fundo, a história não é bem assim. E na maioria das vezes não é mesmo, porém, jamais dizemos a quem interessar possa: “Não há chance para nós dois, então, toco a vida em frente”, isso acrescido de um suspiro vindo das profundezas do ser e com os olhos imersos em lágrimas.

Ao longo da vida, treinamos a expressão das emoções e aprendemos a adestrá-las, não raro contendo os seus ímpetos, e nos envergonhamos delas quando achamos que representam fraqueza. Afinal, tudo o que vivemos nos fortaleceu, deu preparo para os embates e nos fez amadurecer, ainda que pela força do sofrimento. Em se tratando de amor perdido, que resultou em grande dor e enorme frustração, a mágoa nos enrijece tanto que blindamos o coração para ele não trepidar à simples menção do nome da pessoa amada e distante. E mentimos com tamanha convicção que aquela presença não nos importa e nos é totalmente indiferente, a ponto de acreditarmos nisso, não fossem as lembranças – guardadas a muito custo e nunca confessadas – a denunciarem a saudade que permanece e o amor que não acabou.

Mas quem disse que devemos evitar o que sentimos, negar os clamores que ardem no peito e dar as costas para as angústias que experimentamos? Se não admitirmos as emoções, sejam boas ou nem tanto, não poderemos resolvê-las e curá-las. E não há saída mais honrosa que encarar – corajosamente – o que se passa no coração para sabermos a verdadeira dimensão do sentir: se é utopia, birra, amor platônico, fantasia, desejo que não foi realizado ou o maior dos sentimentos. Enquanto fazemos essa tarefa, que não é fácil, muitas lágrimas e suspiros permeiam as recordações, mas um dia elas se acomodam, sem ter sufocado a cara no travesseiro a cada noite de solidão. E o melhor é que podemos ser felizes de novo, depois de separados daquela pessoa que tirou mais o nosso sono quando ausente do que nos tempos em que estávamos juntos. E por aí seguimos, passo a passo, na direção da trilha de recuperação dos destroços emocionais, pois é para frente que se anda!

A realidade nem sempre é do jeito que sonhamos, mas é a que temos, e não adianta desconhecê-la. Sofrer por amor não é bom, mas acontece. Permanecer sofrendo por quem não nos ama é impor um sacrifício de todo sem valia. Não devíamos perder um único dia de vida chorando por quem nos despreza, pois isso é uma desconsideração – das maiores – conosco! Ninguém é obrigado a se apaixonar pela maravilha que somos, e talvez a pessoa não perceba o quanto lhe faríamos bem. Entretanto, nós temos a obrigação de nos devotar amor!

Aquele querido foi embora e nunca ligou? Não responde os e-mails, deixa a chamada tocando até cair na secretária eletrônica para um recado que nunca será retornado, troca de endereço e não informa? Sim, é duro admitir, mas é impossível não compreender a inequívoca mensagem: isso é um fora, um tiau, um adeus! É hora de questionar os nossos brios se vale perder um minuto da existência por alguém que nos ignora e não nos quer. Acabou, ponto final. A vida segue, apesar disso.

As lembranças fazem parte de nossa bagagem existencial. Digladiar-se com elas gera um desgaste inútil para os propósitos do esquecimento. Em vez de apagar o vínculo com a memória dos sentidos – o que abre uma lacuna em nossa história pessoal, tentemos conviver harmoniosamente com aquilo que as pessoas e os acontecimentos deixaram em nós, pois a luta desesperada por esquecer é, também, um jeito de lembrar. Nada recompensa a perda, daí o que se chama de saudade, entre suspiros e vontade de reencontrar a felicidade.
(*) Crônica publicada na edição de 27 e 28 de junho de 2009 do jornal A Razão (www.arazao.com.br), de Santa Maria (RS).

Adicionar comentário Sábado, 27 de Junho de 2009 às 09:02 Vera Pinheiro

Farrah Fawcett e Michael Jackson

Vera Pinheiro
Lamentei muito as mortes de Farrah Fawcett e Michael Jackson. Ela, um ícone de beleza nos anos 70, que fazia sucesso na época da minha juventude. Eu era muito fã dela. Assistia todos os episódios das Panteras e achava aquela mulher o máximo de linda! Senti (ainda me recordo disso!) quando ela deixou o seriado, que nunca mais foi o mesmo sem a sua presença. Nem pelo filme, anos depois com outras “panteras”, tive igual interesse.

Dele eu gostava, mas não chegava a ser exatamente o meu ídolo. Não tenho nenhuma canção que tenha sido pessoalmente marcante para mim, mas lembro de tocar muito em meus programas de rádio as músicas Ben e I´ll be there, do Jackson Five. Na carreira solo dele, apreciava os seus fantásticos clipes, muito inventivos e bem feitos. Eu gostava de ver Michael Jackson cantando, nem tanto apenas ouvindo-o. Para mim, ele era som e imagem juntos, e não posso desvincular uma coisa da outra.

Aos 62 anos, Farrah continuava bela, e a doença a consumiu muito mais do que o tempo o fez. Não fosse o câncer, ela envelheceria deslumbrante. E teria finalmente se casado de novo com o mesmo homem, Ryan O´Neil. Ao finalmente dizer sim a ele, morreu sem poder dizê-lo como gostaria.

A idade de Michael Jackson me surpreendeu. Nunca pensei que ele já tivesse 50 anos. Meio século! E jamais me passou pela cabeça quantos anos ele teria, talvez porque mudou demais fisicamente, mas possivelmente por ser um artista acima das convenções do passar do tempo, tanto que fez sucesso por quatro décadas.

Ambos – Farrah e Michael – tiveram uma vida conturbada. Ela por seus amores, incluindo Lee Majors, “O homem de seis milhões de dólares”. Jackson por tudo o que a gente sabe, hoje exaustivamente relembrado, como os episódios de assombrosa mudança física, excentricidades e, mais grave, denúncias de pedofilia, além dos casamentos que ninguém entendeu, com a filha de Elvis e com uma enfermeira com quem nunca morou, mas teve filhos. O que me tocou, além da perda do maior nome da música pop, como é dito, foi que ele estava por recomeçar seus shows. Morreu antes de fazê-lo.

Desses acontecimentos, uma lição: não se deixa para depois o que a gente gostaria de ter feito e poderia, mas não fez. Pode não haver uma segunda chance.

farrah fawcett - farrah fawcett A foto que fez de Farrah Fawcett símbolo sexual dos anos 70.michael jackson 5 - michael jackson 5 Michael Jackson depois da transformação

Adicionar comentário Sexta, 26 de Junho de 2009 às 16:24 Vera Pinheiro

Empoeirada

Vera Pinheiro
Ontem tomei banho de manhã, ao chegar em casa, antes de dormir e nesta manhã, de novo! Mas, caramba, estou me sentindo empoeirada ainda, como se não visse um chuveiro depois de muitas horas numa estrada de chão em dia de vento norte. A casa, felizmente, começa a recuperar sua aparência, e a minha, snif, despenca com a trabalheira braçal desta semana! Estou um caco! O pedreiro suja e eu limpo; ele bagunça, eu arrumo. Sigo o rastro dele para, ao menos, tirar o grosso da poeira. Depois a diarista dá uma geral. Meu nariz entope, meu peito arde e aquela velha alergia dá sinais de que só estava adormecida, pois acordou.

Vai passar! Vai passar! Recito este mantra pensando que daqui a pouco tudo estará em seu lugar, bem arrumadinho como eu gosto! Que a minha paciência estique!

O pedreiro é um paraense pai de 10 filhos, que ele sabe, com quatro mulheres. Ele conta os filhos nos dedos, lembrando dos nomes deles para não esquecer de nenhum. Bom de serviço, reconheço, mas choroso demais! Tudo que ele faz é no choro: não vai dar tempo, não vou poder, vou ver se dá… e por aí afora! Reclamão típico! E não adianta acertar de véspera, só na hora ele vê se poooode. E o celular dele gritando, enquanto isso! Uma mão na massa e outra no telefone, o tempo todo. Apesar disso, eu o chamo para qualquer coisa que precise arrumar em casa, pois é de confiança e entende de tudo um pouco. Mas como choooora… Que canseira!

Adicionar comentário Quinta, 25 de Junho de 2009 às 15:50 Vera Pinheiro

Céus, que bagunça

Vera Pinheiro
Estou uma ilha cercada de bagunça por todos os lados! Coisa mais insuportável, mas necessária, pois havia uma infiltração que precisava ser corrigida em casa. E como não gosto de serviço pela metade, vou aproveitar a esculhambação e pintar a casa toda! Então, sentes como é que a casa está? De pernas pro ar! E escrevo logo, antes que eu não consiga achar o computador!

Os vazamentos de água, para o Feng Shui, devem ser evitados, pois levam consigo a riqueza, a abundância e a prosperidade. E quem quer isso?! Quero mais uma vida próspera, rica e feliz. Aliás, eu mereço!

De quebra, já que está tudo revirado mesmo, vou tirar umas tranqueirinhas que perfeitamente podem ser passadas adiante. Com a gente acumula coisas de que não precisa! ´Bora dar um jeito nisso! Agora imagina fazer uma revolução dessas mantendo a rotina de trabalho, sem falar que estou com um gatinho novo em casa para cuidar.

Mas daqui a pouco tudo vai ficar lindo! E estou preparando um ambiente de boa energia e bem bonito em casa para o meu filho Gui e a minha nora Rê, que virão em julho. Como vou ficar feliz quando eles estiverem aqui!

Mas que coisa lidar com pedreiro, né, não? E a pressa, que eles não têm?! Que a minha paciência, que é grande, mas acaba, se aumente por esses dias!

Aproveitando o ensejo, como se diz, algumas dicas do Feng Shui, que capturei do site http://www.fengshuievoce.com.br/fengshui/ativarprosperidade.htm para atrair e reter riqueza:

• Limpe e organize o seu espaço. Em Feng Shui, desorganização representa adiar decisões e a incapacidade de avançar em sua vida. Pense que, enquanto você retém pilhas de papel em sua mesa, e meses de revistas não lidas em sua sala de estar não há espaço para entrar nada de novo em sua vida! Retire de seu espaço todo e qualquer objeto (roupa) que não tenha mais significado ou uso.

• Certifique-se de limpar lixo com uma consciência de prosperidade (isto é, posso me dar ao luxo de substituir o item no futuro se eu precisar dele), em vez de uma consciência de pobreza (eu poderia nunca ter dinheiro suficiente para substituir o objeto no futuro). Se livrar do lixo hoje é dar espaço para o fluxo de riquezas em sua casa amanhã.

• Repare coisas quebradas. É importante não desperdiçar as pequenas coisas que contribuem para uma sensação de bem-estar. Ignorando as coisas que precisam ser reparadas ou substituídas, estabelece uma intenção de negligência; corrigi-los, é uma intenção de abundância.

• Limpe sua porta. A porta é considerada o lugar onde todas as boas energias entram em sua casa. Uma porta suja ou desbotada repele riqueza, mas uma porta limpa atrai prosperidade.

• Substitua as lâmpadas queimadas. Se os seus quartos estão escuros, assim é o seu futuro financeiro; substitua as lâmpadas queimadas e torne esta energia mais positiva.

• Limpe suas janelas. Janelas são os olhos de sua casa; sujas elas deturpam sua visão, mas vidros limpos representam uma visão clara das oportunidades recebidas.

• Remova plantas mortas. Elas simbolizam energia morta e estagnada em sua vida; substituí-las por plantas saudáveis fazem crescer as possibilidades de riquezas em sua vida.

• Mantenha a porta do banheiro e do vaso sanitário fechadas, o banheiro é em si um sugador de energia e das finanças.

• Repare os vazamentos. Água representa riqueza e o vazamento simboliza dreno em sua abundância e prosperidade.

• Limpe seu fogão. Certifique-se de que os queimadores de seu fogão estejam em bom estado de funcionamento, porque isso também tem a ver com a sua capacidade de alimentar as pessoas e conquistar a abundância.

Adicionar comentário Terça, 23 de Junho de 2009 às 10:35 Vera Pinheiro


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