Mais um gatinho em casa
Vera Pinheiro
Aumentou a minha família animal! O mais novo membro chegou ontem e se chama Shiny. Assim, ele adota o nome de família, pois todos têm Y no final (Buddy, Lucky, Placky, Billy e Happy). Era um gatinho de triste história: foi abandonado com duas irmãs gatinhas, que não sobreviveram. Uma amiga e irmã na Deusa, Vanessa da Costa, fez um apelo nas listas de que participo na internet, pedindo um lar para ele, e mandou uma foto do bichinho! Foi amor à primeira vista! Camila e eu, que já havíamos resistido à tentação de ter mais um animal em casa, sucumbimos dessa vez e acolhemos o pequeno gato, de pouco mais de mês, branco com listras cinza e de olhos azuis. Assim completei (prometo!) as duplas em preto e branco.
Assim que nos decidimos pela adoção, dei a notícia para o “pai” da minha família animal, o Dr. Augusto, veterinário que cuida de todos há nove anos, e comecei a chamar o gatinho para que os outros animais se familiarizassem com o nome dele. Queríamos buscá-lo ainda na sexta-feira, mas Vanessa, muito amorosa, quis fazer uma despedida em alto estilo e veio à nossa casa no final da manhã de ontem, dia ensolarado e brilhante, tal como Shiny. Neste sábado, o governador do Distrito Federal esteve na minha rua. À boca pequena: foi para celebrar a chegada do bichinho… e até teve fogos de artifícios! À espera do meu novo filhotinho, eu estava tão ansiosa como mãe em véspera de parto! Foi uma eternidade esperar pela chegada de Vanessa, e para saudá-la como mãedrinha coloquei bilhete no portão de casa.
Perto do meio-dia, finalmente recebi o pequenino em casa, trazido nos braços da doce Vanessa. Para esperá-lo, limpei e arrumei a casa, incensei-a, perfumei-a, botei uma música suave de Reiki, tomei banho e andei de um lado para outro, ansiosa, até o anúncio da chegada de minha amiga com aquele tiquetitinho de alguns gramas no colo. O bichinho é mesmo um amor!
Os cãezinhos fizeram festa, mas foram convidados a ficar do lado de fora, guarnecendo a residência. Happy, o meu gatão preto, estava na sua costumeira lassidão, e deixou para mim e Camila cumprir o protocolo de recepção do bichano. Eu quase podia ouvir o coração trepidante de Vanessa, muito emocionada, carregando vários potinhos para água e ração, que ela trouxe (embora eu tivesse comprado o manjar do filhote e toda a quinquilharia dele), junto com caixa de dormir e areia (e eu havia providenciado também), além de seringa e conta-gotas para dar água na boca e vários paninhos para abrigar o bichano. Mais! Ela trouxe também uma receita e uma homeopatia para dar uma vez por dia para o gato! Tão amorosa a Vanessa… Chega a emocionar tanto zelo!
Quando entramos em casa, o gatinho se espalhou! Correu de um lado para o outro, fez uma boquinha na comida do Happy, fez xixi na areia, bebeu água, brincou com as fitas penduradas no arranhador e descobriu todos os cantos! Camila e Vanessa se arrastando pelo chão, atrás dele, e eu, entre a casa e a cozinha. O jardineiro, que me substituiu na lida neste fim de semana, por conta da novidade, chegou a perguntar: “Aqui não vai sair almoço, não?!”. Vai, sim! E lá fui eu para a cozinha, com urgência de voltar aos chamegos com o gato.
Chegou a hora da apresentação ao Happy. O gatão olhou para o pequetito e ergueu os pelos… e Vanessa arrepiou! Ai, meus sais! Nada, não. Happy botou o focinho na carinha do filhote, cheirou, e voltou para o travesseiro dele (meu). Depois do almoço ficamos um tempão brincando com o gatinho (gente, eu tive impressão de que não havia nenhum problema no mundo, nesse momento!). Lá pelas 16h, Vanessinha se despediu e foi embora. Já tínhamos mais de 50 fotos do Shiny e recortei algumas para mostrar aqui. Antes de dormir, Vanessa ligou para saber como ele estava. Dormia enroladinho nas cobertas, bem sereno. Botei um xale meu na caixinha dele para aquecê-lo.
Com esse relato quero prestar uma homenagem à Vanessa, mulher cuidadora de animais. Ela usa boa parte de seu tempo à procura de lares para animais feridos, perdidos ou abandonados. Que o exemplo de amor que ela dá, com o seu serviço despretensioso e sem qualquer retorno, nos estimule, cada vez mais, a cuidar dos nossos irmãos de outras espécies. Honro a Deusa na Vanessa, que profundamente me mostra o que é estar integrada às diversas expressões da natureza, a todos os seus filhos, a todos os nossos irmãos. Que nos esforcemos mais pela perfeita integração com todos os seres.
A chegada
O gatinho
Quem resiste?!
Happy Pitty, que saudade! Hoje faz um ano e 20 dias que ele desapareceu e nunca mais voltou… Que esteja bem, mesmo longe de mim. Está em meu coração e sempre estará, não importa quantos gatos eu tenha…
Adicionar comentário Domingo, 21 de Junho de 2009 às 11:13 Vera Pinheiro