Empoeirada
Quinta, 25 de Junho de 2009 às 15:50 Vera Pinheiro | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 183
Vera Pinheiro
Ontem tomei banho de manhã, ao chegar em casa, antes de dormir e nesta manhã, de novo! Mas, caramba, estou me sentindo empoeirada ainda, como se não visse um chuveiro depois de muitas horas numa estrada de chão em dia de vento norte. A casa, felizmente, começa a recuperar sua aparência, e a minha, snif, despenca com a trabalheira braçal desta semana! Estou um caco! O pedreiro suja e eu limpo; ele bagunça, eu arrumo. Sigo o rastro dele para, ao menos, tirar o grosso da poeira. Depois a diarista dá uma geral. Meu nariz entope, meu peito arde e aquela velha alergia dá sinais de que só estava adormecida, pois acordou.
Vai passar! Vai passar! Recito este mantra pensando que daqui a pouco tudo estará em seu lugar, bem arrumadinho como eu gosto! Que a minha paciência estique!
O pedreiro é um paraense pai de 10 filhos, que ele sabe, com quatro mulheres. Ele conta os filhos nos dedos, lembrando dos nomes deles para não esquecer de nenhum. Bom de serviço, reconheço, mas choroso demais! Tudo que ele faz é no choro: não vai dar tempo, não vou poder, vou ver se dá… e por aí afora! Reclamão típico! E não adianta acertar de véspera, só na hora ele vê se poooode. E o celular dele gritando, enquanto isso! Uma mão na massa e outra no telefone, o tempo todo. Apesar disso, eu o chamo para qualquer coisa que precise arrumar em casa, pois é de confiança e entende de tudo um pouco. Mas como choooora… Que canseira!
Publicação arquivada em: Coisas da vida
Enviar por e-mail | Hits para esta publicação: 184
Deixe um Comentário
Linkar esta publicação | Assine os comentários via o RSS