Arquivo de Julho de 2009

Handfasting de Daniel e Carol

Vera Pinheiro
Na tarde do dia 25 de julho de 2009, um sábado iluminado, celebrei - como sacerdotisa da Deusa que sou - o casamento de Ana Caroline e Daniel. A noiva é filha de José Antonio dos Santos e Rita de Cássia Vetorazo Galli dos Santos; o noivo, filho de Luiz Rancan e Creuzontina da Cruz Rigotti Rancan (nascido de Maria Fernanda Camelo Rancan, hoje uma estrelinha da constelação divina).

Handfasting é a cerimônia de casamento realizada na antiga tradição da Deusa. Os noivos, pais, padrinhos, familiares e convidados, todos usaram a cor branca, exceto eu, como oficiante; minha filha Camila, Mestre em Reiki e em Magnified Healing, como vestal; e Maria, a filhinha de Daniel, que introduziu os noivos no círculo sagrado, onde eles trocaram promessas e compromissos de amor.

Compartilho aqui momentos do ritual de Handfasting de Daniel e Carol, que foi mais um significativo passo na minha caminhada espiritual, em homenagem ao novo casal, e rogo as bênçãos da Grande Mãe para que sua união seja de felicidade, prosperidade, saúde, harmonia, muito amor, crescimento mútuo, e que se realizem todos os votos, promessas e declarações que fizeram um ao outro. Abençoados sejam, amados Carol e Daniel.

Já havia postado algumas fotos feitas após a celebração, mas recebi outras, enviadas pela noiva e por Vivananda Maria do Carmo, e a ambas agradeço pela gentileza. Que todos sejam felizes!

(Basta um clique nas fotos para ampliá-las.)
A CELEBRAÇÃO
O início da celebração C D 1 - C D 1 C D 2 - C D 2
A chegada dos noivos C D 3  - C D 3 C D 4 - C D 4 C D 5 - C D 5
C D 6 - C D 6 C D 7 - C D 7 C D 8 - C D 8 C D 11 - C D 11
Trança de união C D 9 1 - C D 9 1 Votos C D 9 - C D 9 C D 10 - C D 10
Alianças C D 12 - C D 12 Está feito! C D 13 - C D 13 C D 14 - C D 14

DEPOIS DO RITUAL DE HANDFASTING…
C D 15 - C D 15 Com os noivos C D 16 - C D 16 e Rita de Cássia
Handfasting 1 - Handfasting 1 Ester, Inês de Souza, Camila, eu, Guilherme e Renata Handfasting 2 - Handfasting 2 Camila, Ester, eu e Inês
C D 17 - C D 17 Camila, Vivananda Maria do Carmo e eu

NA RECEPÇÃO…
Handfasting 3 - Handfasting 3 Camila, eu, meu filho Gui e minha nora Rê
Handfasting 4 - Handfasting 4 Ao lado dos noivos Carol e Daniel
Handfasting 5 - Handfasting 5 Com meus filhos Camila e Guilherme

1 comentário Sexta, 31 de Julho de 2009 às 12:42 Vera Pinheiro

Constelações Familiares

Vera Pinheiro
Já ouviste falar em Constelações Familiares? As Constelações Familiares são uma das formas mais eficazes de resolver problemas familiares, empresariais e outros. A metodologia foi sistematizada por Bert Hellinger, na Alemanha, a partir de outros trabalhos, como a psicanálise de Freud, a terapia primal, o psicodrama, o xamanismo etc. Ele tem um livro a respeito.

Numa constelação, o cliente tem a oportunidade de conhecer a “imagem interior” que ele próprio tem, mesmo inconscientemente, de sua família de origem ou da família atual. Esse trabalho pode ser feito em grupo ou individualmente. Quando em grupo, o cliente escolhe, entre os participantes, pessoas para representá-lo e também os membros de sua família, conforme orientação do terapeuta. Posiciona essas pessoas, umas em relação às outras, da forma como ele sente que elas estão ou estiveram.

Frequentemente a pessoa procura dentro de si ou nos outros a razão dos seus problemas ou doenças, muitas vezes sem encontrá-la porque a origem de tais questões situa-se em acontecimentos familiares passados que agora se manifestam com a pessoa ou sua família.

As constelações familiares são indicadas para pessoas que:
* Têm dificuldades escolares ou no trabalho, tem bloqueios inexplicáveis na vida profissional;
* Estão presas a um hábito ou padrão que se repete sem causa aparente;
* Sentem que “azares” perseguem a si ou a sua família;
* Não percebem por que atraem pessoas erradas;
* Observam que suas relações não funcionam ou não se mantêm;
* Observam que, apesar de fazerem grande esforço, as coisas na vida não avançam ou o resultado não corresponde ao empenho;
* Não têm explicação para o que acontece com elas ou com sua família;
* Tem dificuldades no casamento ou se sentem mal com sua separação, viuvez ou divórcio, como se houvesse algo não resolvido;
* Têm problemas de saúde, medos, ansiedade, fobias, dependência química;
* Têm perdas financeiras inexplicáveis e muitas outras questões.

As constelações familiares podem possibilitar a compreensão, dar respostas e solucionar estas e muitas outras questões. Elas trazem à luz energias de acontecimentos passados, ocorridos com a pessoa ou com sua família de origem (pais, avós etc.), mostram o caminho da mudança das imagens interiores e eliminam os obstáculos para se alcançar os objetivos pretendidos.

Há alguns (muitos) anos, fiz Constelações Familiares com Irene Moreira Taitson, membro fundador da Associação Brasileira de Constelações Sistêmicas, com formação em Constelações com Lorenz Wiest, diretor do Institut Lorenz Wiest e sua equipe, participação em mais de duas dezenas de workshops com discípulos de Bert Hellinger e, com o próprio Hellinger, em 2005, 2006, 2007 e 2009, helper de Pathwork (www.pathwork.com.br) e terapeuta de Freqüências de Brilho (www.frequenciasdebrilho.com.br).

No dia 18 deste mês, voltei a encontrar Irene Taitson, terapeuta de Constelações Familiares. Meu filho Guilherme foi comigo nessa experiência que não posso relatar, mas recomendo.

No próximo sábado, 1º de agosto de 2009, vai acontecer de novo. O horário é das 9h às 18h (com intervalo para almoço). O local, em Brasília, é no Edifício de Clinicas, sala 302. Fica próximo do HRAN, na Avenida do Shopping Liberty Mall. Há duas modalidades de participação: em grupo, sem fazer a própria constelação, paga-se R$ 57,00 e para participar do grupo e fazer a própria constelação, R$ 291,00. O pagamento é no dia do workshop. É importante observar que o participante se trabalha profundamente quando representa alguém da família de outra pessoa ou assiste as constelações.

Para marcar constelação individual e fazer inscrição como participante, a pessoa interessada deve entrar em contato pelo e-mail imtaitson@gmail.com ou pelo telefone (61) 3328.5249 ou (61) 8417.3123.

O site brasileiro www.abcsistemas.org tem informações sobre o método. O site oficial tem mais informações: www.hellinger.com. Vale a pena visitá-los para saber mais!

Adicionar comentário Quinta, 30 de Julho de 2009 às 22:49 Vera Pinheiro

Amigos do coração

Vera Pinheiro
Ceura Fernandes e Gaspar Miotto são meus amigos há mais de 30 anos. Ele foi o meu primeiro editor de jornal, a quem tive a honra de substituir quando optou pela vida acadêmica, passando a professor do Curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Santa Maria. Como editor Gaspar me deu imensuráveis, incontáveis e valiosas lições de jornalismo, incluindo a presteza na informação, o rigor no tratamento das matérias e as exigências todas da profissão. Gaspar me ensinou a trabalhar com firmeza, mesmo sob pressão, a desenvolver a agilidade sem perder a precisão, a administrar o tempo sem descuidar da qualidade. E naqueles idos, escrevíamos em laudas, medíamos espaço em paicas e as fotos eram feitas em laboratório. Tudo meio artesanal, mas belíssimo. Eu me emociono quando relembro os tempos do jornal O Expresso, onde fiz estágio jornalístico e tinha uma página social. No meio dela, colocava uma pequena crônica chamada “Bilhetinho”. Gaspar era meu editor, e quando foi para A Razão, eu estava lá e trabalhamos juntos por muitos anos.

Ceura é uma jornalista nata. Escreve brilhantemente, tem enorme sensibilidade e fez a capa e a orelha do meu livro. Além disso, fotografa como poucos. Quando meu filho era um garotinho, ela fez fotos nossas em preto e branco. Belíssimas! Quando fiz 50 anos, ela me fotografou no marco do meu meio século. Quando vou a Santa Maria, sempre vou à casa deles e, vindo aqui, nos encontramos para troca de abraços, carinho e boas energias. Ontem eles estavam em Brasília. Nesses reencontros eu reconheço Ceura e Gaspar como amigos do coração e irmãos de outras vidas. Eles são. Nós somos.
Vera Ceura 28jul2009 - Vera Ceura 28jul2009 Eu amo os amigos Vera Gaspar 28jul2009 - Vera Gaspar 28jul2009 Ceura e Gaspar.

Adicionar comentário Quarta, 29 de Julho de 2009 às 12:08 Vera Pinheiro

Festival Indiano em Brasília

Mantras – Dança - Culinária Indiana – Livros – Artigos Indianos
28 a 30 de julho

Uma grande personalidade visitará Brasília no final deste mês de Julho (dias 28, 29 e 30). Seu nome é Sripad Vana Maharaj, monge indiano bacharel em economia, erudito nos Vedas (antigas escrituras indianas), e viaja o mundo todo dando palestras sobre Bhakti-yoga, a yoga para a Alma. Suas falas consistem em explicações a respeito da relação entre o homem e o Divino com base na Filosofia Védica. Além de ótimo palestrante, o qual torna acessível o conhecimento indiano aos ocidentais, é perito no canto de mantras milenares.

Ele está sempre disposto a responder quaisquer perguntas sobre Bhakti Yoga, o Bhagavad-Gita, os Vedas, os processos religiosos orientais e ocidentais e sobre as questões que cercam a existência humana.

Seu principal evento acontecerá no dia 29, no Teatro dos Bancários às 19h. Confira o restante da programação:

28/7 (terça-feira):
Lila Prabhu às 19h.
Endereço: Cond. Entrelagos - Etapa 2 Conj.1 casa 04

29/7 (quarta-feira):
Abertura do Festival Transcendental:
Teatro dos Bancários às 19h.
314/315 Sul

30/07 (quinta-feira):
Manhã: Hospital São Francisco - Auditório às 11h
QNN 28 Módulo C Área Especial – Ceilândia.

Noite: Espaço Terapêutico Luanda às 19h
QI 07 Cj. B casa 25 - Guará I

Todas as atividades são gratuitas.
Assista o vídeo do Festival no site www.bhaktibrasilia.com.br
www.bhaktibrasil.com
Contatos (código de área - 61): 3356 4260 / 8198 1828/ 9101 5875

Adicionar comentário Terça, 28 de Julho de 2009 às 12:19 Vera Pinheiro

Apareceu a margarida!

Vera Pinheiro
“Apareceu a margarida, olê, olê, olá…”. E não é que eu voltei? “Eu voltei, agora pra ficar, porque aqui, aqui é o meu lugar…”. Estava com saudade do blog (será que isso vicia?!). Fiquei praticamente fora do ar nas duas últimas semanas, mas por uma causa nobre: meu filho Gui estava em casa, e todo o meu (pouco) tempo livre dediquei a ele. Minha nora Rê chegou na sexta-feira de manhã e ontem à noite eles voltaram para Campinas. Como sempre, lágrimas em esguicho saltaram dos meus olhos. Faz 10 anos que ele mora fora, mas nunca me acostumo com a despedida. Mãe é mãe…

Muita água rolou embaixo da ponte nesses dias, mas vou contar aos poucos, e fazendo o caminho da notícia mais recente para as mais antigas. A última novidade é sobre o Red, nome que dei a um pássaro de biquinho vermelho, que ontem encontrei caído no jardim. Pensei que estivesse morto e o recolhi, mas ele estava apenas desfalecido. Eu, Camila, Gui e Rê o assistimos. Botei o bichinho numa caixa, agasalhei, dei água numa seringa, mas ele não aceitou comida de passarinho. Deixei-o dormir em lugar seguro e abrigado, longe dos gatos e cães.

Hoje cedo fui vê-lo. Estava na mesma posição que o deixei. Ofereci água e ele bebeu. Instantes depois, deu uma sacudida nas asas, cantou, eu fiquei muito feliz por vê-lo mais animado… Mas, num átimo, ele morreu. Assim, de repente. Foi-se o Red, cantarolando.

É a terceira vez que um pássaro visita a minha casa, fica um dia, canta e morre. Da primeira vez, foi o ToYou, em 2006. Depois, o To-Me, no ano passado, e agora o Red, todos eles feridos. Acolhi, cuidei deles, eles se recuperaram, cantaram e morreram. Com o ToYou fiz um fiasco enorme no enterro. Chorei demais! Com o To-Me estava resignada e do Red vou me despedir ritualisticamente hoje. Tenho muito presente a sensação de que os pássaros me visitam por uma razão divina e, no caso do Red, para uma limpeza energética. Que a Senhora dos Animais o receba e a todos esses meus irmãozinhos.

Nunca quis criar pássaros, pois não nasceram para o cativeiro de uma gaiola. Eles fazem parte da paisagem e me oferecem sua beleza, incluindo as corujas que aparecem à noite em casa. Neste domingo, o café da manhã na varanda foi com uma maravilhosa sinfonia de pardais! E no pinheiro que temos há um ninho, lá no alto. Será que o Red caiu de lá? Não sei nada de Red, que veio e foi. Honro a vida dele e a de todos os bichos.

Cuido bem da minha família animal de quatro cães e dois gatos. Mas nem sempre soube fazê-lo, precisei aprender, como tudo na vida, aliás. Certa vez, morando numa chácara, recolhi pintinhos que estavam molhados da chuva. Com dó dos pequeninos, levei-os para dentro de casa, mas próximos demais de um aquecedor elétrico, onde os coloquei, esperando que eles secassem e se aquecessem. Dá para imaginar o final da história: galetinhos assados. Soube então que não tinha talento para ser galinha… Como mãe canina e mãe felina sou maravilhosa. Como mãe humana… Bem, a extremada modéstia me impede de dizê-lo…
Red veio… Red 1 1 - Red 1 1… e, cantando, se foi…Red 2 1 - Red 2 1

6 comentários Segunda, 27 de Julho de 2009 às 17:14 Vera Pinheiro

Crônica da semana - Que raiva! (*)

Vera Pinheiro
Ao enumerarmos as inutilidades, a raiva deveria ser colocada em primeiro lugar na lista, porque não serve para coisa alguma que seja boa, positiva e feliz. É lixo, e como tal deve ser reciclada e ter uma destinação melhor do que danificar as emoções e poluir os relacionamentos. “Que raiva!”. Quantas vezes proferimos essa sentença em relação a pessoas e fatos? Não olhamos nossa cara no espelho, senão veríamos os olhos esbugalhados, a boca crispada e a testa franzida. Ficamos muito feios quando estamos com raiva. Perdemos a suave aparência de quem está de bem com a vida, o corpo estremece, o coração acelera, o sangue ferve, as mãos se enrijecem, a voz muda e uma sensação ruim se espalha em todas as dimensões do nosso ser.

É possível ser feliz, sentindo raiva? A felicidade não encontra guarida em pessoas raivosas e a saúde escapa delas também. Então, reflitamos: Gostamos de nos enraivecer? É uma escolha nossa viver exaustivamente a raiva? E para que serve? Resolve os problemas? Não, em nada contribui para trazer soluções nem para apaziguar os conflitos. Porém, nos é muito custoso evitar esse sentimento que tantos danos causa, física, emocional e espiritualmente. Não é à toa que, por vezes, dizemos estar “morrendo de raiva”. E ela mata mesmo! Mata a paz, destrói o sossego interior, desarmoniza e faz um mal danado quando se instala e permanece.

Por nosso histórico humano e imaturidade espiritual, de certa forma é compreensível sentir raiva. Alguns acontecimentos realmente nos tiram do prumo e certas pessoas nos despertam uma fúria selvagem! A questão é se nos esforçamos sinceramente para controlá-la, o que não significa negá-la ou fingir que não estamos muito aborrecidos. Importa o que fazemos com a raiva, e aí entram em cena o autocontrole, o domínio da impulsividade, o poder que temos sobre nós mesmos e quanto desse mesmo poder entregamos aos outros, a ponto de serem capazes de alterar nosso estado de ânimo e o comportamento que temos diante do que nos acontece.

Na realidade, a maioria das raivas que sentimos é como dor de barriga: dá e passa. Muitas são revestidas de algum exagero, se olharmos detidamente os seus motivos. Mas na hora… Ah, na hora da raiva, todos os envolvidos assumem enorme importância e tudo se agiganta! Não raro, essa reação está de acordo com o que querem fazer conosco: exercer influência sobre o nosso bem-estar e ganhar autorização para nos transformarem em fantoches. Assim, nossas ações ficam sob comando alheio e, transtornados, não percebemos que damos destaque excessivo ao que não merece, sobrelevamos o prestígio dos que não titubeiam em nos agredir a tranquilidade, alimentamos o que não presta e nos envenenamos de nossa própria ira. O que sentimos reverte em nosso benefício ou para o nosso prejuízo, independente do que o outro venha a receber ou dar. E, afinal, bastam as inquietudes inevitáveis, que contornamos, e o cotidiano é pródigo em nos presentear com o que prefiro chamar de desafios, em vez de problemas.

Se a raiva atacar a mente, tem bom resultado aquietá-la de suas urgências, e meditação ajuda a silenciar antes que o grito ensurdeça a razão. Buscar um retiro do burburinho dos pensamentos permite tomar distância do que nos leva ao desespero, até que possamos raciocinar com clareza. Se a raiva desalinhar o equilíbrio, é preciso restaurá-lo de imediato. Não podendo buscar ajuda externa, há o indefectível recurso da oração, que alivia as tensões. Se suscitar desejo de vingança, tem sucesso rever valores e aprendizados, o que somos na essência mais profunda e o peso das conseqüências das atitudes que tomamos, deixando o bom senso ocupar o lugar da precipitação e a paciência passar à frente dos impulsos. Se sozinhos não pudermos dirigir a circunstância é proveitoso compartilhar com alguém que tenha sabedoria para nos orientar.

Foi o que fiz em determinado momento de minha vida, tomada de raiva que estava e sem saber como agir. Procurei uma de minhas mestras no caminho espiritual e diante dela cheguei esbravejando, furiosa e na pele de um animal ferido. Pedi uma resposta urgente, mas ela limitou-se a dizer: “Volte daqui a três dias”. Como? Eu tenho pressa!, retruquei. Impassível, embora acolhedora, repetiu a instrução, que acatei mais por respeito do que por concordância. Ao final de três dias, toda a raiva se havia dissipado e eu estava liberta da indignação. Desde então, integrei a lição dos três dias a qualquer situação negativa que bate à porta das minhas emoções.
(*) Crônica publicada na edição de 25 e 26 de julho de 2009 do jornal A Razão (www.arazao.com.br), de Santa Maria (RS).

5 comentários Sábado, 25 de Julho de 2009 às 07:24 Vera Pinheiro

Aceitação

Vera Pinheiro
Alguma vez tu já te sentiste rejeitada pelo que és, do teu jeito, como ages e reages, pela tua maneira de ser? Eu, já. Em muitos momentos reconheci uma estranheza nas pessoas em relação ao que sou, e nada pude – nem posso – fazer nada para mudar isso. As pessoas adorariam que a gente fosse diferente, do modo como elas gostariam, e que é o avesso do que somos, tantas vezes. Se não temos convicção do que somos, o resultado é um desconforto conosco. Mas se assumimos a nossa identidade, seja conveniente ou não às expectativas alheias, conseguimos sobreviver a críticas e ao desamor. Falei sobre isso no espaço do blog Poema Dia, na data em que escrevo, o dia 21 de cada mês, abordando o avesso de mim e, quem sabe, de muitas de nós. Confere no link http://poemadia.blogspot.com/

E de tudo isso, uma certeza: não há nada melhor do que estar à vontade na própria pele, gostem ou não.

Adicionar comentário Quarta, 22 de Julho de 2009 às 00:02 Vera Pinheiro


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