Comovida Oração da entrega

Palavras

Quarta, 8 de Julho de 2009 às 12:26 Vera Pinheiro  | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 57

Vera Pinheiro
As palavras dos outros não nos atingem tanto quanto aquilo que dizemos para nós e sobre nós mesmos, seja bom ou nem tanto. Se nos elogiam, achando que somos um máximo, convém dizermos intimamente “menos, menos”, para que a vaidade não se alastre, embora devamos reconhecer os próprios méritos. Se, por outro lado, encontramos quem nos arrase, vale a mesma afirmação: “menos, menos”, para não entregarmos o domínio de nossas emoções a vozes alheias.

O que dizem sobre nós só tem efeito se concordamos com as pessoas, e assim mesmo… “menos, menos”. O equilíbrio está na consciência do que somos, reconhecendo nossas virtudes e nossos defeitos, sabendo onde está o brilho e o que é sombra também.

Quando estamos deprimidos ou com a autoestima baixa, não há gracinha que nos agrade, mas recolhemos tudo o que é negativo, vindo da boca dos outros. Do contrário, se estamos bem, felizes e com a estima bem alimentada, nada que nos digam de ruim é capaz de nos tirar do prumo, tampouco ameaça nossa alegria.

Por isso, é bom a gente se ouvir, escutar a voz interior, ter de si um retrato de corpo inteiro e ser emocionalmente independente.

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