Arquivo de Setembro de 2009

Lembranças

Vera Pinheiro
Se ainda casada, hoje eu completaria 31 anos de casamento. Nossa, o tempo passa mesmo! Quando percebemos, décadas se passaram e os nossos 20 e poucos anos ficaram lá atrás, numa curva do tempo. As melhores lembranças se guardam nítidas na memória e no coração, e ainda me lembro de todos os detalhes do antes, durante e depois. Foram momentos inesquecíveis. Não me casei de novo, tampouco posso dizer que reconstituí a minha vida amorosa, mas já não penso nisso. Superei o tempo das indagações e hoje estou bem na companhia dos meus bichos. Não substituem o amor de uma pessoa, mas me alegram… tanto quanto me exigem, claro, mas que relacionamento não é, de alguma forma, exigente? Só em poesia e, com o tempo, as utopias o romantismo dormitam serenos.

Ontem eu assistia capítulo da novelinha das oito, que é às 21h, na Globo, e a personagem Teresa, de Lilia Cabral (ótima), falava de vontade de encontrar um novo amor. Não para casar, ressalvava, porque nunca mais quer uma cueca na gaveta, só na cadeira, dizia entre risos. A certa altura da minha vida, eu disse a mesma coisa… e continuei sozinha. Quando deixam de ser novidade, cuecas em cadeiras perdem a graça e, afinal, um pouco de rotina faz bem às relações. Ninguém aguenta viver de constantes emoções na vida a dois, que requer o aconchego do conhecimento, saber do outro e permitir mostrar-se no cotidiano, que pode ser muito atraente e bom de viver.

Por falar em “Viver a vida”, fiquei impressionada com a secura da nova Helena de Manoel Carlos. Thais Araújo está macérrima! De costas, saltam os ossos e os bracinhos são dois ganchos. E que sotaque carioca carregado, caramba! A cena dela com José Mayer (Marcos) dançando a beira do rio foi “meio mais ou menos” para o meu gosto. Para um homem apaixonado, ele parecia estar querendo chinelinhos, jornal e sono cedo. Será que faz parte da trama aquele ar de preguiça dele? Talvez. Por enquanto, estou gostando do Mateus Solano (os gêmeos Miguel e Jorge, que atiçam a novela) e da bocuda Alinne Moraes, que é talentosa, embora meio excessiva. E mesmo que ache uma gracinha a cara do Marcelo Airoldi (o “galinha” Marcelo, que vive bulindo a prima Malu (Camila Morgado, bem melhor na Casa das Sete Mulheres), já me cansei das brincadeirinhas de gato e rato. E gosto muito das falas da Maria Luisa Mendonça, a Alice, que tem ótimas tiradas de solteira convicta e sem ilusões. Conheço bem o tipo. É recomendável não esticar demais a cara para não ficar com os olhos da Lolita Rodriguez, a mãe do Marcos (José Mayer), que fez uma aparição de sogra caricata, mas divertida e sumiu. Maldade terem dado uns closes daqueles na pobre…

Ei, a novela de Manoel Carlos tem muitas mulheres interessantes, mas carece de homens na mesma linha. Ou são babacas ou são “galinhas”. Pode ser que, na sequencia, apareçam tipos melhores. Exatamente como é viver a vida. De repente, a gente percebe que o tempo passou e que os esperados “melhores” não apareceram, os outros foram descartados e se está sozinha. Resta escolher um final feliz, apesar disso.

Adicionar comentário Quarta, 30 de Setembro de 2009 às 08:32 Vera Pinheiro

Ah, esqueci…

Vera Pinheiro
Ah, sim, esqueci de mencionar no post anterior: ontem não vim ao blog. Durante o dia não pude e à noite escolhi relaxar, descansar, dormir mais cedo. Eu me permito! Além disso, mereço! Ouço os clamores do meu corpo assim como estou atenta ao que sussurra o meu espírito. Então, fico na paz…

Adicionar comentário Terça, 29 de Setembro de 2009 às 17:24 Vera Pinheiro

Cães no pet shop

Vera Pinheiro
Pela aparência encardida, meus quatro cães nem parecem Poodle! Eles correm livres no quintal, sujam os pelos, tomam sol e chuva, brincam bastante e dormem no canil. Dia de banho no pet shop é serviço quadruplicado – os moços que cuidam da higiene da minha família animal até arrepiam quando a turma chega! Primeiro, pela algazarra! Um coral canino, como diz Dr. Augusto, o veterinário deles. Auuuuuuuuuu! Cada um tem a goela maior que o outro! São como crianças: na frente da mãe, abrem um berreiro, depois se divertem e até me esquecem. Mas basta que eu aponte na esquina e eles me pressentem… e latem, chamando a mamãe. E olha que eu chego quietinha para não chamar atenção, mas isso não adianta, eles sabem que estou de volta para levá-los para a nossa casinha.

Sempre que recebo visita, mando os cãezinhos para o Pet Shop na véspera. Sim, na véspera, porque eles voltam muito cheirosos, mas não é todo mundo que gosta de perfume de cachorro. Até o dia seguinte já passou. E passa também aquele pelo mais lindo, fofinho, macio como um pompom feito de nuvem. E as gravatinhas somem do pescoço, afinal, isso é enfeite para os humanos. Mal dá tempo de tirar um retrato e já estão sujinhos de novo. Assim não há hidratação que agüente!
250920091811 - 250920091811 Júnior com Buddy & Billy
250920091815 - 250920091815 Dr. Augusto com Lucky & Placky
270920091860 - 270920091860 Shiny & Happy apreciando a paisagem

2 comentários às 17:19 Vera Pinheiro

Dia do coração

Vera Pinheiro
Hoje é o Dia do Coração, sabias? Pois o Dia Mundial do Coração existe para sensibilizar a população para as doenças cardiovasculares. Ah, mas é tão pouco romântico pensar, em se tratando de coração, em doenças, em vez de vida, saúde e amor, muito amor, paixões avassaladoras etc e tal. Pode não ser romântico, mas é uma necessidade pensar no coração como um órgão que precisa de cuidados e que, se a gente bobear, entra em pane, e isso é bem pior do que suspirar por amor.

Segundo dados da Associação Brasileira de cardiologia, as doenças cardiovasculares são responsáveis por um milhão e 200 mil mortes por ano no país. Desse total, 35%, cerca de 420 mil óbitos, são causadas por derrame e o infarto do miocárdio, as duas principais causas de morte do brasileiro adulto.

Cansaço aumentado, falta de ar, respiração curta, palpitações incômodas, dores no peito, dores nas pernas ao andar, inchaço no rosto e nas pernas, machucados que demoram a cicatrizar. Ao notar o aparecimento de algum desses sintomas, o melhor é procurar auxílio médico, pois são sinais de que a pessoa pode possuir uma doença cardiovascular ou então conviver com fatores que podem desencadeá-la, como pressão alta ou diabetes. Em alguns casos, as doenças cardiovasculares não apresentam sintomas e podem levar décadas para se manifestar. Por isso, é importante prevenir-se, visitando o médico regularmente.

Atenção, portanto, aos principais sinais de alerta em emergências cardiovasculares, como dores no peito, palpitação, falta de ar, sensação de dormência, entre outros. Se tiveres um desses sintomas, não pensa logo que é coisa de paixão. Pode ser – mesmo! – uma doença cardíaca grave. Ah, vai, deixa de romantismo. O coração é um órgão e requer cuidados.

Nossa! Depois que eu me desapaixonei fiquei tão prática…

Adicionar comentário Domingo, 27 de Setembro de 2009 às 20:36 Vera Pinheiro

Crônica da semana - Um GPS para a vida (*)

Vera Pinheiro
Ainda não tenho um, mas GPS é o meu sonho de consumo mais recente e, imagino, a solução tecnológica para a minha estupidez geográfica que, se descuido, me faz errar o rumo até quando vou à padaria mais próxima… Ou quando me relaciono. Já melhorei bastante, então, comemoro os meus progressos e não brigo mais comigo se me perco na busca de algum endereço, e mapas não sei ler. Por isso, o navegador GPS, sigla em inglês para Sistema de Posicionamento Global, tem de ser por comando de voz, que não deixa de ser uma boa companhia, não tendo outra melhor.

Um GPS nós precisaríamos desenvolver desde tenra idade, o existencial, para delinear a rota do destino venturoso que almejamos, e alguém não o quer? Afinal, quem não sabe aonde vai, não chega a lugar algum, logo, havemos de determinar o ponto de chegada, e isso depende exatamente do que queremos ver prosperar nos vários aspectos de nossa vida: individual, familiar, profissional, amoroso etc.

Se a pessoa não tem objetivos, segue adiante apenas vivendo um dia depois do outro. Não se prepara para a caminhada, e pode perder o fôlego antes de completar a jornada ou, tempos depois, perceber que andou em círculo, voltando ao início como se não tivesse andado, enquanto desejos e realizações continuam distantes de sua realidade presente, e o futuro, em que joga suas expectativas, se torna um dia que nunca chega. E talvez não tenha mesmo dado a largada, ficou no entorno de si mesma.

A questão básica, fundamental, é definir com clareza o que pretendemos obter. Sonhar não é o bastante e o desejo não faz tudo. Planejar, sim, permite estabelecer prioridades e dá firmeza à tomada de uma direção na vida. É necessário, portanto, saber para onde nos dirigimos. Nem um GPS top de linha, de última geração, consegue dirigir quem não resolve ir. Feito isso, partimos para a segunda etapa, que é lançar mão de recursos para a concretização das metas, analisando detidamente quais meios viáveis e legais estão disponíveis, além de tomar contato com as exigências próprias daquilo que ansiamos alcançar.

Um GPS emocional também seria adequado aos momentos de escolher, por exemplo, se trataremos de um assunto aos gritos ou com um tom de voz mais ameno, equilibrando as emoções para que elas não nos levem a perder a razão. Há ocasiões em que uma conversa amigável é insuficiente e, em outras, o silêncio é, quiçá, a única resposta. Da mesma forma, deveríamos regular as palavras para que elas realmente expressem o seu sentido, sem puxar lembranças e temas paralelos que agravam as discussões. E quantas palavras põem fim ao diálogo e ferem, mesmo que ferir não seja a intenção? Um GPS vocabular que nos indicasse o caminho da mútua compreensão evitaria perdermos pessoas por erros na comunicação com elas.

Seria útil um GPS que nos orientasse a trafegar pela sensibilidade alheia com cuidado para não pisoteá-la. Ajudaria a não esbarrar nos sentimentos de outrem e a não machucá-los inadvertidamente. Receberíamos um alerta ao sairmos da rota, de maneira proposital ou não, e logo encontraríamos o percurso que nos fizesse chegar com rapidez ao entendimento. E conheceríamos com destreza, sem elucubrações e exercícios de adivinhação, a vontade dos parceiros, bem como seus pontos fortes e, sobretudo, os fracos, e saberíamos deles os pontos de A a Z, o que facilitaria a leitura do prazer de estar junto, sem muitas perguntas. Seríamos avisados se podemos – ou devemos – nos manter na via em que transitamos e a hora de cair fora da relação, a tempo de poupar choro, lamentos e longas noites de insônia.

Não há um aparelhinho que seja guia seguro e confiável para as relações humanas, mas os nossos sentidos – incluindo o sexto – nos fornecem dados valiosos, que muito nos podem auxiliar, embora nem sempre estejamos atentos a eles. Somos distraídos e por demais centrados em interesses que colocamos à frente de tudo e de todos, desprezando os que nos cercam e como eles se sentem. Isso beira a indiferença, se não for egoísmo. Se tivéssemos um olhar mais carinhoso, o afeto seria norteador dos relacionamentos, e andaríamos de mãos dadas, não de costas uns para os outros. Os caminhos pelo mundo seriam leves, sem múltiplos desvios, percalços, esquinas perigosas, enganos, se contássemos com um GPS que significasse Generosidade, Perdão e Solidariedade cujo trajeto está inserido em nós. O mapa está traçado, mas não o seguimos, daí tantos desencontros. O esforço de cada um pode orientar e pacificar o trânsito dos corações, e acertar o encontro da boa vontade com o amor.
(*) Crônica publicada na edição de 26 e 27 de setembro de 2009 no jornal A Razão (www.arazao.com.br) de Santa Maria, RS.

1 comentário Sábado, 26 de Setembro de 2009 às 08:50 Vera Pinheiro

Raiva só por um minuto

Por Emilce Shrividya (*)
As escrituras do yoga dizem que uma pessoa evoluída conserva sua raiva por um minuto; uma pessoa comum conserva-a por meia hora e uma pessoa ainda não evoluída conserva sua raiva por um dia e uma noite. Mas uma pessoa cheia de mágoas lembra-se de sua raiva até morrer.

É humano sentir raiva, faz parte de nossa evolução, mas devemos esquecê-la rapidamente. Não devemos alimentá-la, nos lembrando dela, nem remoendo acontecimentos passados, porque a raiva causa uma grande inquietude interior.

Somos as primeiras vítimas de nossa própria raiva. Ela nos queima por dentro, tirando nossa paz; obscurece nossos pensamentos, distorce nossas percepções. A raiva acumulada, guardada um pouco aqui e ali, nos prejudica muito e nos afasta de Deus, de nossa verdadeira essência divina, de nossa bondade e compaixão. As pessoas pensam que alguém ou algo lhes provoca raiva, mas essa raiva já existe dentro delas, é criada e mantida por elas. Se você sente raiva, não pode culpar a ninguém a não ser você mesmo.

Seis tipos de pessoas são tristes
No grande poema épico indiano Mahabharata é dito:
Seis tipos de pessoas são tristes:
- Aquelas que têm inveja dos outros
- Aquelas que odeiam os outros
- Aquelas que estão descontentes
- Aquelas que vivem da fortuna dos outros
- Aquelas que são desconfiadas
- Aquelas que têm raiva.

Verdadeiramente, é a raiva que produz as outras cinco condições que causam a tristeza. E esta raiva assume muitas formas, muitas facetas como: aflição, ressentimento, contrariedade, mau humor, aspereza, animosidade, explosões de raiva, ira, rancor, crises de choro e soluço. Muitas vezes, as lágrimas não são sinais de fraqueza, mas a força da raiva.

A raiva envenena corpo e mente
Ataques de raiva e de mau humor produzem danos sérios nas células do cérebro, envenenam o sangue, causam insônia, depressão e pânico; suprimem a secreção dos sucos gástricos e da bílis nos canais digestivos, criando gastrites e úlceras, esgotam a energia e vitalidade, causam problemas cardíacos, provocam velhice prematura e encurtam a vida.
Quando você se zanga sua mente fica perturbada e isto reflete em seu corpo que sente distúrbios. Todo o sistema nervoso se agita e você se enerva, perdendo a harmonia, a eficiência de agir, o vigor e o entusiasmo.
A raiva é uma energia poderosa que precisa ser dissolvida para que você possa ser mais livre e saudável.
Colocar a raiva para fora apenas agrava esta emoção negativa e a faz crescer ainda mais. Se deixarmos isto sem controle, expressando nossa raiva cada vez mais, ela não vai se reduzir e sim aumentar, gerando mais dor e inquietude para nós.

Aprenda a lidar com a raiva
É necessário aprender a lidar com a raiva e a nos livrar de seus efeitos negativos (físicos, mentais e espirituais). Como o desejo está muito ligado à raiva, é importante quando sentimos raiva perguntar a nós mesmos o que queremos desta situação e que não estamos conseguindo. Isto cria uma mudança em nosso foco. E em vez de ficarmos presos na raiva, nós a observamos. E logo depois, podemos perguntar a nós mesmos de que outra maneira podemos conseguir o que queremos. E podemos perceber que idéias alternativas surgem na mente e isto melhora nossa frustração e diminui a raiva.

Existem pessoas que gostam de ficar com raiva. Sentem satisfação, poder e liberdade quando têm explosões de raiva. Acham que até aliviam as tensões, mas depois se culpam e lutam para controlar isso. Ajudaria muito se elas entendessem que mesmo que possam sentir alívio no momento, isto não funciona. A raiva apenas escraviza, e é prejudicial fisicamente, psicologicamente e espiritualmente. Porém, existem momentos que a raiva é incontrolável e nem temos tempo de nos fazer perguntas sobre o que queremos. Nesses momentos, não é possível sentir desapego, ficamos presos completamente. O que podemos fazer?

A melhor saída
A melhor saída é sair da situação, dar uma volta, se afastar do ambiente ou da pessoa, tomar um copo de água, respirar algumas vezes profundamente, lembrar-se de Deus, do mantra. Depois quando nos acalmarmos, podemos voltar e lidar com o assunto de uma maneira mais equilibrada, sem ofender e magoar os outros; sem nos desequilibrar. Quando falamos de uma maneira tranquila, sem raiva, o outro pode até nos entender e ouvir melhor, mas quando falamos com raiva só criamos mais conflitos e desarmonia.

Para se afastar no momento da discussão ou apenas ficar calado até se acalmar é necessário humildade. Quando estamos com muita raiva, queremos que a outra pessoa admita que está errada e isto é orgulho. Esse orgulho impede que nos acalmemos. Mas se você admitir que dissolver a raiva é mais importante do que provar que o outro está errado, você sente a humildade que lhe liberta da tirania da raiva.

Todos os inimigos internos alimentam uns aos outros e se estamos presos no orgulho é mais difícil lidar com a raiva. A humildade nos ajuda a testemunhar o que está acontecendo dentro de nós. Em vez de guardamos raiva por horas, ou dias, podemos largá-la logo e evitar assim muitos momentos de sofrimento. Basta não alimentarmos essa raiva, não remoendo e lembrando acontecimentos passados. Se voltarmos nossa atenção para outras coisas e para o momento presente, ficamos livres da raiva e podemos ter momentos felizes.

A raiva acumulada desde a infância gera a depressão que tira a alegria de viver. Hoje em dia, muitos médicos receitam remédios para depressão que podem até aliviar um pouco os sintomas, mas enquanto a pessoa não for na causa verdadeira da depressão, ela vai ficar sempre dependente e triste, pois depressão é uma doença da alma.

Como diz a Bhagavad Gita, uma escritura do Yoga:
“Aquele que é capaz de suportar, aqui na terra, a agitação que resulta do desejo e da raiva, é disciplinado; ele é verdadeiramente um homem feliz”.[5:23]

Cultive emoções positivas
Porém, não podemos nos libertar da raiva simplesmente suprimindo-a. É necessário cultivar com constância os antídotos da raiva: a tolerância e a paciência. Perceba em sua vida os efeitos benéficos da tolerância e da paciência e perceba também os efeitos destrutivos e negativos da raiva, dos ressentimentos e mágoas.

A contemplação e a conscientização vão lhe motivar a desenvolver esses sentimentos de tolerância, paciência e aceitação, além de fazer com que você tenha mais cuidado em não alimentar pensamentos de raiva. Para ficarmos livres desse inimigo interno tão destrutivo, que surge de uma mente insatisfeita e descontente, é essencial gerar o contentamento interior, a gratidão e o entusiasmo; cultivar a bondade, a benevolência e a compaixão. Isto vai produzindo serenidade mental que impede a raiva de se manifestar.

A prática regular da meditação nos ajuda muito a dissolver a raiva e transformá-la em paciência, aceitação, e o perdão surgirá espontaneamente. Com o perdão podemos abandonar os sentimentos negativos associados aos acontecimentos passados nos livrando das sensações de raiva e ressentimentos.

Baba Muktananda, em seu livro Encontrei a vida, nos conta que certa vez perguntaram à grande santa Rabi’a:
- Você alguma vez sente raiva?
-Sim - replicou ela-, mas só quando me esqueço de Deus.
Contemple essas palavras e compreenda que ao lembrar-se de Deus, ao desenvolver virtudes divinas, não haverá espaço para a raiva em seu interior e assim, você poderá ser mais livre e feliz. Fique em paz!

Referências bibliográficas:
Encontrei a Vida- Muktananda, Swami- Ed. Vozes.
Lama, Dali-A arte da Felicidade-Ed. Martins Fontes.
Meu Senhor ama um coração puro- Chidvilasananda, Swami- Ed. Siddha Yoga Dham Brasil
(*) Emilce Shrividya é professora de Hatha Yoga

NOTA:
A publicação deste texto, que me veio por intermédio de uma mestra e é uma belíssima reflexão, homenageia uma irmã do coração, mestra muito inspirada e amiga maravilhosa, MARIA ESTER VERAS NASCIMENTO, que ontem falou magnificamente sobre esse assunto na reunião semanal do Grupo Kuramyn, levando luz aos nossos corações.
Beijos e amor por todos os seres.
Vera Pinheiro

1 comentário Sexta, 25 de Setembro de 2009 às 11:20 Vera Pinheiro

Os fofinhos da mamãe

Vera Pinheiro
Que eu sou louca pelos meus bichos, não é novidade. Mas o Shiny é a coisa mais querida!, como dizem lá nos pampas. Não tem tamanho o mimo desse gato! E como ele cresceu nesses três meses! Era um pingato e agora está um fofo! E o pelo, que lindo! À base de Whiskas, nada menos, que ele e o Happy não gostam de outra marca (mas que desaforo!). Já tentei outras rações, mas eles torcem os bigodes e não comem. Em compensação (a ração não é barata), crescem gordos e lindos, e não dão manutenção no veterinário. Só vão ao pet shop para banho (de vez em quando, que gato não é muito chegado) e para vacinas nas datas certas. Nada mais além de comer (Whikas), brincar e dormir. À noite, aconchegados na mamãe humana deles, esta que vos fala.

Shiny chegou aqui em junho com uma aparência meio mais ou menos, os pelos arrepiados e, pequenininho, cabia na palma da mão! Agora, está maior do que a largura da minha mesa, onde ele se recosta enquanto trabalho, no que imita o Happy (eles se revezam no lugar perto de mim, e nunca estou sozinha na companhia deles).

Já aprendeu a subir na janela e, de vez em quando, me bate uma saudade enorme do Pitty, que ficava nesse mesmo lugar, antes de sumir. Tem uma postura pomposa e já descobriu a paisagem. Só não pula da janela porque os cãezinhos fazem plantão e me alertam se ele desce. Algumas vezes ele escapou sem que eu tivesse visto. Pra quê! Os cachorrinhos abriram um bocão, e o encostaram à parede! Eles vigiam o Shiny, mas não o atacam. Tipo “o que estás fazendo aí? Vai já pra dentro!”.

Shiny mudou a ordem na casa, que barbaridade! Tive de tirar os enfeites de geladeira, antes que ele destruísse todos. E mudei o lugar do rolo do papel higiênico, porque ele adora desfiar tuuuuuudo! Ora, bolas, não fiz isso nem com os filhos, quando eram pequenos… Paguei a boca com o gatinho, bem feito!

Com o Happy a relação é pacífica. Bem, nem tanto. Happy é mais velho, sossegadão, e se impacienta com Shiny, às vezes, quando ele insiste em brincar e o outro não está nem aí! Daí, Happy bota a língua pra fora e faz um olhar de “me esquece”.

Happy “pede” pra dar uma voltinha e faz isso quando chego em casa. Se não dou atenção, ele arma uma bagunça, sobe até no teto pra chamar atenção. E mal eu tiro os sapatos, os dois correm para o “banheiro” deles. Fazem xixi e coco assim que eu entro em casa. Por que será que eles se seguram até a minha chegada?! Logo, se eu chegar com uma visita, é mico garantido, o cheirinho exalando. Tenho de dar um tempo para receber visita. Mas nada que uma troca de areia (são ótimas e baratinhas) não resolva… e um spray contra odores para amenizar. Ah, de todo modo, adoro os fofinhos da mamãe!

Soninho 1 - Soninho 1 Shiny antes… 200920091777 - 200920091777 … e agora
050920091630 - 050920091630 Shiny… PB293314 - PB293314e Pitty, o sumido.
200920091775 - 200920091775 Shiny 200920091783 - 200920091783 Happy 190920091767 - 190920091767 Vigilância
170820091342 - 170820091342 Fofão da mãe! 180820091348 - 180820091348 E eu, na foto?! Fui excluído?!

Clica nas fotos para ampliá-las

Adicionar comentário Quinta, 24 de Setembro de 2009 às 00:52 Vera Pinheiro

Para dormir bem

Vera Pinheiro
Nada como uma boa noite de sono para um dia de boa disposição! Dormir mal arruina o humor, deixa a gente com a cara amassada e um cansaço indescritível. Encontrei um vídeo bem interessante, com dicas de um pequeno ritual para ser feito antes de dormir. Eu adorei, por isso compartilho. Copia o endereço e vai atrás. As informações são de Regina Shakti.

http://tvuol.uol.com.br/permalink/?view/id=como-acabar-com-a-insonia-04023768D4890366/user=3fouas5m9fea/date=2009-08-14&&list/type=tags/tags=1086/edFilter=all/

Depois desses exercícios, só falta o Roberto Cabrini sussurrar: “Bons sonhos”. Bem, mas nisso não posso ajudar…

Adicionar comentário Quarta, 23 de Setembro de 2009 às 13:32 Vera Pinheiro

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