Arquivo de 3 de Novembro de 2009

Sushi e Neuróbica

Vera Pinheiro
Já sei, deves estar pensando: o que Sushi tem a ver com Neuróbica, a ginástica para o cérebro, medida de prevenção contra o Alzheimer?

Para mim tem tudo a ver! Por obra e graça da minha filha, fiz uma coisa diferente e pela primeira vez em 53 e lá vai caco, porque logo farei 54 anos (dezembro, 17, não esquece!) comi Sushi. Confesso que era avessa à comida japonesa e só de pensar em alimento cru, argh, perdia o apetite e a coragem de tentar. Mas, enfim, sempre tem um dia em que a gente está mais valente e topa todas! Camila me pegou de jeito e lá fomos comer o bendito Sushi.

- Só isso para nós duas?!
Protestei, tomando como medida o meu farto pratão diário de feijão com arroz.
- Umas poucas bolinhas, desse tamanhico, vão nos alimentar até o fim do dia? Capaz!
Já estava pensando em me dirigir a outro restaurante, onde um pratinho básico de peão me saciasse, mas resolvi apostar na proposta e encarei o desafio do prato japonês.

E não é que alimenta mesmo?! Delicioso e nutritivo, pois não senti fome no restante da tarde nem fiquei com aquele peso no estômago depois da refeição.

Como tudo tem uma razão, não é à toa que nunca quis comer Sushi. Eu não lido bem com os pauzinhos! Sério! Essa era a dificuldade! Pegava daqui, pegava dali e os paus escapavam. Eu, heim, vou dar vexame? Mudo o prato, que é mais fácil.

Certa vez, paguei um mico daqueles com dois amigos meus, e eles podem testemunhar a respeito. Fui com a Kitty e o Cruz a um restaurante japonês e só me faltou subir as paredes na tentativa de agarrar e firmar os pauzinhos.
- Bebe saquê que ajuda!, disse um deles, não vou entregar qual.
Ô bebida lascada de forte! Ainda bem que naquele dia – faz muito tempo – eu estava de carona, senão não encontraria o endereço de casa. Quase perdi os sentidos… e nada de comer! Fiquei traumatizada e nunca mais experimentei. Daí minha filha me ajudou a superar o drama e eu me entreguei às delícias do Sushi. Até já voltei ao restaurante! E agora estou em fase de treinamento dos pauzinhos. Não adianta alguém ensinar, a gente mesmo tem de aprender a manuseá-los. Os de comer Sushi e todos os outros, “tipo assim”… ah, não me ocorre outro exemplo, deixa quieto.

E quanto a Neuróbica, dizem que é a “aeróbica dos neurônios”, e estou botando os meus para malhar! O desafio é fazer coisas que contrariam a rotina, obrigando o cérebro a um trabalho adicional. Comer, por exemplo, é uma coisa quase automática. A menos que, no meu caso, seja de pauzinho. Preciso botar concentração máxima! Enquanto isso, meu cérebro se estimula, minha concentração melhora e estão sendo treinadas a criatividade e inteligência. Eita, pauzinho bom! Quero mais! Hashi é o nome dele, aliás.

Adicionar comentário Terça, 3 de Novembro de 2009 às 16:07 Vera Pinheiro


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