O bom e o nem tanto
Vera Pinheiro
Neste ano, vai dar muita carambola na minha árvore sagrada! Os galhos, que se derramam sobre o chão, estão cheios de frutas verdinhas, enquanto algumas já se encontram maduras e deliciosas! Hoje de manhã, arrumei o altar da árvore e tirei do caminho algumas frutinhas que, podres, caíram. Recolhi as que, parcialmente apodrecidas, ainda estavam grudadas aos galhos.
Nessa poda carinhosa, meditei sobre os nossos planos. Alguns não chegam a vingar e despencam antes de se aprontarem para a realização. Outros permanecem, mas estão fadados a não se concretizarem. E há os possíveis, aqueles que têm tudo para dar certo e nesses devemos colocar as nossas expectativas. Não é proveitoso lamentar os planos que não deram certo ou aqueles que, no fundo, a gente sabe que não terão o destino que esperamos, porque a eles faltam alguns detalhes que, na próxima safra, haveremos de providenciar.
Tirando as frutinhas que não vão amadurecer, aliviei os galhos e a árvore se animou! Deixando de lado planos que ainda não estão bem preparados, desocupo temporariamente a minha cabeça. Então, me concentro fortemente nas boas ideias, nos projetos bem arquitetados, nos planos que organizei sob todos os aspectos.
Por vezes, temos de abandonar alguns projetos, deixá-los de lado mesmo, porque ainda não estão prontos, seja no plano material, seja na ordem espiritual. E sem sofrer por esse adiamento, devemos nos preparar melhor, dando mais consistência ao que queremos. Por exemplo, não adianta querer a viagem dos teus sonhos se não preparas uma reserva financeira para isso. Sonhar é bom, mas planejar é uma necessidade. Ou passaremos a vida inteira reclamando que nada se realiza e coisa e tal.
Vamos fixar mente e coração nos frutos bons e maduros de nossa existência. Deixemos de lado o que é “nem tanto”, a parte que não vingou. Um dia, se acharmos que deva ser assim, retomaremos de novo aqueles sonhos, com mais planejamento e maturidade. E tudo acontecerá!
Adicionar comentário Terça, 17 de Novembro de 2009 às 13:14 Vera Pinheiro