Confiança
Vera Pinheiro
Confiança e fé na vida! Preciso disso para viver bem e em paz. Às vezes quero e não tenho, às vezes tenho e me tiram. Na hora em que essas coisas acontecem, não entendo, porém, mais adiante, vejo que a vida estava certa, então alargo a minha compreensão. Por isso, confio sempre no poder divino e no meu destino de felicidade.
Isso é um exercício… Ou a própria arte de viver! Sei o quanto é difícil, e venho nessa prática há algum tempo. Conheço todos os apelos para voltar à toca, no meu esconderijo, e à zona de conforto do isolamento, tentando escapar dos desafios. Cedi algumas vezes à falta de coragem para enfrentar tudo o que acontece, seja bom ou nem tanto. Precisei redobrar a força - ou a ternura, quem sabe - para prosseguir e, ao final, ver que não dói tanto assim o risco (mais ou menos calculado), a doce loucura, as pequenas concessões que se pode (e deve) fazer pelo próprio bem-estar, em nome da felicidade, do riso solto, do frescor de saber que somos nós que, atentos e vigilantes, não nos damos trégua e nos cobramos em demasia, sem necessidade.
Aprendi que a vida, em certos momentos, exige um dar-de-ombros somado ao “e daí?”, e pede a capacidade de dizer “por que não?” para nos colocar num
lugar privilegiado do pódio das nossas prioridades, o primeiro lugar que tantas vezes nos negamos. E sei, ainda, que precisamos ser generosos conosco a ponto de, se tudo der errado, colocarmo-nos no colinho e dizer: “não tem importância”, “amanhã será melhor”, “tenta outra vez”.
Adicionar comentário Quarta, 18 de Novembro de 2009 às 11:13 Vera Pinheiro