Arquivo de Janeiro de 2010
Vera Pinheiro
Eu adorava um creme hidratante que deixava a minha pele tão sedosa e refrescada que a ultrapassagem de meio século não fazia estragos na face, enquanto as vivências aprimoravam o espírito, elevavam a sabedoria e ampliavam o conhecimento. Pois, lamento, aquele maravilhoso hidratante acabou. Por meu querer, torceria o tubo até jorrar a última gotícula, mas, sendo a embalagem de vidro, lhe faltava maleabilidade para torções e, uma vez apertada demais, se romperia em cacos.
Assim também as relações amorosas, familiares e de amizade. Algumas são frágeis e ao terminarem, nada resta senão lembranças. Outras podem ser renovadas e há as que são substituídas. Distanciando-nos, tomamos contato com a verdadeira estrutura do vínculo, se realmente importava ou se era apenas ilusão dos sentidos. Aliás, a distância se encarrega de conferir atributos que não são percebidos quando a proximidade é acompanhada de distração e embaraçada por excessos sentimentais de toda ordem.
Esvaziado o tubo, digo, o relacionamento, é preciso deixá-lo ir. Porém, é difícil não se agarrar ao vidro vazio e a uma história que não tem mais nada para viver, mas que nos é cara. Temos apego a lembranças boas e elas nos aprisionam e escravizam nas rupturas. Não é simples nem fácil desfazer-se de ligações com pessoas, porque, de alguma forma, elas ficam em nós quando instalam a ausência, mesmo quando consentida e compartilhada de comum acordo. É forçoso abrir a porta e esvaziar o espaço do coração, ainda que ele se lote de saudade. Se não curar, o tempo se encarrega de amortecer a dor que resultou da despedida, das perdas e de eventuais mágoas que sobraram da experiência.
Deixar ir liberta o outro e a si, permitindo que ambos se refaçam individualmente e que se conduzam, sozinhos ou acompanhados, rumo à felicidade que desejam e merecem. É inútil e desgastante a tentativa de manter perto quem já acenou o adeus e é em vão sofrer por quem não quer ficar junto. Em vez disso, existe a possibilidade de voltar a atenção para a própria vida e repensar o futuro, então sem a companhia de quem partiu por livre e espontânea vontade, por suas questões pessoais, intrínsecas, que independem das atitudes de quem fazia parte da convivência. Assim, convém eximir-se de culpa pelas vontades alheias e retomar a caminhada.
Haverá ocasiões em que os questionamentos não darão sossego à mente, levando repetidamente ao mesmo ponto: “O que há de errado comigo?!”. Não busques explicações para o que não está em ti, mas no outro, no que ele pensa e quer, e o querer dele pode não te incluir, apenas isso, o que não implica defeitos insuportáveis teus ou que não sejas digna daquela presença ao teu lado.
Quando alguém toma a decisão de se apartar de nós, é necessário compreender as suas razões e, para isso, colocar-se no lugar dele permite que vejamos os acontecimentos do seu ponto de vista. Ao nos deslocarmos de nossas posições, ideias e convicções para observamos o mundo que a outra pessoa enxerga, conseguimos entendê-la, pois não nos fixamos nas opiniões que temos. Isso não nos impõe abdicar do que pensamos nem nos obriga a mudar o modo de agir, mas nos dá uma perspectiva do olhar do outro, e ainda que não concordemos, alcançamos as suas percepções.
Os primeiros momentos de tudo o que nós vivemos são, sempre, árduos por não termos habilidade para lidar com situações novas, que nos assustam. No afastamento de quem amamos, a solidão ocupa o lugar que era de alguém muito querido e nos desmanchamos em lágrimas e angústias, mantendo-nos atrelados à energia daquela convivência. Entramos em um luto emocional, fechando-nos na toca como um bicho ferido. O amor perdura até que se esgota, um dia. O conteúdo do tubinho acaba; a gente, não.
A vida, que é paciente e amorosa, continua batendo à porta e nos convida a sair da prisão interior em que nos enclausuramos. Assim, a chama se acende de novo! Renascemos das cinzas de um amor perdido, das partidas que gostaríamos de ter evitado, do padecimento que nos abateu, mas não nos liquidou. Então, com força e coragem, vamos ao espelho e nele uma imagem mais amadurecida, mas não menos bela, se apresenta. Um creme facial acaba e a gente põe o vidro fora. Das vivências se tiram lições que nos revigoram!
Sexta, 29 de Janeiro de 2010 às 14:57
Vera Pinheiro
Vera Pinheiro
Claro que é possível ser feliz sozinha!
Mas não precisava existir noite de sexta-feira
Nem devia haver madrugadas
Quando a vida se mergulha em saudade.
A noite avança vagarosamente,
O silêncio é cúmplice do pensamento,
Pensar acorda fantasmas do passado.
Em noites vazias como esta,
A melancolia invade o coração
E tudo se preenche de ausência.
É como estar lindamente vestida
E entrar em um salão para festa
De que somos convidadas.
A orquestra toca a música predileta,
Mas todos já foram embora.
Estamos enfeitadas, o lugar é belo,
Ainda existe melodia, mas não há
Quem tenha permanecido à nossa espera.
Perdemos a festa
E só nos resta voltar às relembranças,
Tirar a roupa que fantasiou a felicidade,
Desfazer a maquilagem que desenhou um sorriso,
E adormecer sonhos, esperas e ilusões.
Quando acorda, no dia seguinte,
A gente não sabe se viveu ou se sonhou.
Apenas sente que o vazio não se preencheu.
(*) Postado no “Poema Dia” em 21 de janeiro de 2010
http://poemadia.blogspot.com/2010/01/noites-de-ausencia.html
Quinta, 28 de Janeiro de 2010 às 16:01
Vera Pinheiro
Vera Pinheiro
Confesso, admito: tenho dificuldade em relação a despedidas, mas, felizmente, já melhorei bastante e hoje, embora chore nelas um rio caudaloso, logo me recupero e toco a vida em frente. Despedidas, mesmo quando a gente concorda, doem bastante, mas o tempo traz a superação dos conflitos e acalma as dores. Estou pensando nisso hoje.
Entrando fevereiro, espero que a minha vidinha entre na velha e boa rotina. Janeiro foi um mês em que estive bastante ocupada, com pouquíssimo tempo para escrever. Se continuar nesse ritmo… ai, ai, cansei! E, na prática, o Ano Novo nem começou!
Daqui a alguns dias, carnaval! Ainda não será desta vez que eu desfilo na Sapucaí… Um dia, quem sabe. Porém, já comecei a me organizar para o feriadão. E tu, vais fazer o quê? Até para gozar uma folguinha a gente precisa de organização, senão fica somente na vontade e, no fim, não faz nada de que possa lembrar com alegria e saudade.
Quarta, 27 de Janeiro de 2010 às 22:08
Vera Pinheiro
Vera Pinheiro
Pensa numa mulher descansada, relaxada, com a pele aveludada, os cabelos sedosos, o olhar brilhante, com aquele ar feliz e saudável, uma aparência ótima e mais afunilada nas medidas. Sou eu, depois de um fim de semana absolutamente ma-ra-vi-lho-so num SPA, aproveitando ao máximo o presente que recebi do meu filho Gui, e só pude desfrutar depois de transcorrido mais de mês da data do meu aniversário, como já comentei aqui. Foi um espetáculo! Amei tudo!
A aventura começou com a “viagem” de casa até uma aprazível chácara, localizada no Lago Norte de Brasília. O percurso demora apenas meia hora, mas, na ida, durou cerca de duas horas, porque me perdi no trajeto, o que não chega a ser uma novidade, ruim que sou para decifrar mapas e para me encontrar em qualquer localização. “Estupidez geográfica” com requinte de distração como agravante.
Trabalhei na sexta-feira o dia todo, depois fiz aquela missão de fim de semana: passadinha no supermercado, no pet shop, na farmácia, aqui, ali e acolá para abastecer a casa e as famílias humana e animal. Acabei chegando muito tarde em casa e com preguiça de arrumar a bagagem para o fim de semana. Dormi muito tarde, acordei muito cedo e ao olhar para fora, a constatação de que chovia, e não era pouco. Vontade de voltar para cama, mas estava resoluta a dedicar dois dias a cuidados físicos, mentais, espirituais, energéticos e emocionais, já que o Spa era natural e apropriado para esse “pacote” vivencial.
Não precisaria de muita bagagem, mas levei as minhas tarefas preparatórias para a iniciação em mais um grau da minha religião, marcada para os próximos dias, o que aumentou consideravelmente o volume de sacolas e justifica as minhas ausências no blog durante o mês em curso.
De véspera não vi que o ponteirinho da gasolina estava no último fio, então precisei abastecer antes de pegar a estrada, e ainda fiz algumas compras de última hora. Depois peguei o meu rumo, orando para acertar o endereço. Não foi dessa vez. De mapa em mão, errei o caminho e acabei totalmente perdida numa cidade-satélite de Brasília. Lá pelas tantas, recorri a um senhor, mostrando o endereço a que eu me dirigia. “Dobre ali e siga em frente”. Mais adiante, desconfiada de que estava mais perdida ainda, perguntei a outro homem e ele me disse: “Faça o retorno e siga em frente para o lado contrário”.
Aturdida, pensei – mas a vontade era de gritar: “Polícia!”. Estava à cata de uma viatura policial, que encontrei mais tarde, para meu alívio. Diante do capitão Emerson Moura e do soldado Alves Santos, assumi que estava perdida e que não tinha a mínima noção de onde estava nem como sair dali, tampouco de como chegar ao endereço pretendido. Gentilmente, eles me tiraram da cidade e me conduziram, cuidando para que eu não me perdesse deles no comboio. Eu sabia da minha proteção divina, mas naquele instante constatei que dois anjos fardados se encarregavam da minha escolta. Os policiais são da PMDF e a viatura era do 10º CPMind, placas JFG 1135. Enquanto eu os seguia, orava à Grande Mãe para que os abençoasse. Sem eles, jamais eu conseguiria achar o caminho, juro! Deixo aqui o meu preito de gratidão ao capitão Emerson Moura e ao soldado Alves Santos, dois profissionais que honram a farda, estou segura disso.
Depois do rebuliço da chegada ao Spa com escolta policial, sem a qual eu estaria até hoje procurando o endereço, me entreguei aos cuidados de outros profissionais igualmente maravilhosos que trataram do meu corpo, enquanto eu fazia, de tudo, uma vivência espiritual. Gomage, massagem, hidromassagem, hidroginástica, sauna turca, ofurô com pétalas de rosas, argila, dança, meditação, caminhada, alimentação vegetariana… será que esqueci de alguma coisa?! Não esqueci, mas deixo de contar algumas experiências maravilhosas demais para conseguir relatar. Sobretudo, em relação a pessoas que encontrei e que me encantaram, tais como Selma OM, Almir, Márcia, Sandro, Dina, Zé Bétio, Pete e tantas outras.
Em dois dias fiz profundas reflexões e me decidi a, daqui para frente, ter mais cuidado comigo mesma, o que estava me devendo e que mereço! Vou acabar “sócia” do Spa, tão bom que é. Um espaço que superou as melhores expectativas que eu pudesse ter, embora soubesse que o meu filho Guilherme tinha inspecionado todo o local, ainda que virtualmente, pela internet. Foi um belíssimo presente vivencial, que adorei e agradeço ao Gui. Eu me senti uma princesa por dois dias.
Estava tão feliz que me perdi na volta para casa – o que não é nenhuma novidade. Estava distraída no retorno, relembrando cada momento, mas logo me reencontrei, não sem, antes, decidir mudar alguns procedimentos na minha rotina. De olho na agenda, penso em voltar logo ao Bálsamo Spa. Compartilho o nome porque é bom e recomendo. Na primeira oportunidade, voltarei. Foi absolutamente maravilhoso! E nada se compara àquela espiadinha no espelho e, em pouco tempo, ver o próprio perfil com alguns (poucos, mas significativos) centímetros a menos…
Sd Alves Santos e Capitão Emerson Moura, anjos de farda
Selma OM
Almir
Sandro
Pete
Um momento de dengo maravilhoso
às 00:01
Vera Pinheiro
Vera Pinheiro
Não faz muito que voltei do meu fim de semana espetacular num Spa em Brasília, presente de aniversário do meu filho Guilherme e só agora, mais de um mês da data, pude aproveitar. Foi absolutamente maravilhoso! Porém, estou tão assim relax que, já em casa, quero reter o que encontrei depois de dois dias de mimos. Como eu me senti cuidada e bem tratada! Além disso, foi uma viagem de emoção, pois cheguei ao Spa com escolta policial. Contarei essa aventura amanhã. Estou me sentindo plena! Agora vou nanar. Boa noite e um feliz despertar.
Domingo, 24 de Janeiro de 2010 às 23:07
Vera Pinheiro
Vera Pinheiro
Grande parte do esgotamento físico, mental, espiritual, energético e emocional que sofremos não é causada por excesso de encargos e preocupações que nos são devidos, mas resultante do incontrolado impulso de tomar conta do que é alheio, sem lembrar que os braços sequer alcançam as próprias costas para massageá-las quando vem a sensação de que a dor do mundo pesa sobre elas.
Uma avaliação bem simples permite constatar que é um erro sobrecarregar as forças e extrapolar as condições humanas no intuito de facilitar a vida de outras pessoas, especialmente das que nos são caras, em detrimento do zelo que devemos ter por nós. Basta colocar em uma lista o que é de nossa responsabilidade e competência e, noutra, o que queremos e tentamos resolver, mesmo não sendo de nossa alçada.
Cuidar dos filhos, por exemplo, é uma tarefa que muitas mães pensam que é missão para a eternidade. Amá-los, sim, é para toda a vida; prestar serviço como babás de marmanjos saudáveis, que podem se virar sozinhos desde há muito, atende os preguiçosos e aqueles que mimos exagerados impediram o crescimento. Os maduros, que respondem por seus atos, não dão boa acolhida ao exagero maternal de querer trocar as fraldas das dores, frustrações e desencantos que eventualmente os abatem e são deles.
Algumas mulheres entendem que a dispensa do cuidado que costumavam oferecer, antes recebido com apreço, é indicativo de desamor ou rejeição. Não é verdade. Eles, filhos, querem viver suas experiências e comprovar que são capazes de assumir sua existência sem a mamãe por perto, de olho neles para socorrê-los nas mínimas dificuldades. Eles podem e devem fazê-lo, porque se o amor é eterno, as mães não são.
Além disso, com os “filhos criados” nenhuma mãe merece que se cumpra o jargão popular de que é época de “trabalho dobrado”. Só se isso for significado de atenção reforçada em relação aos interesses delas, que – finalmente! – podem desfrutar do tempo de voltar a viver, não importa desde quando estejam esquecidas de seus objetivos, desejos e sonhos. Filhos crescidos sinalizam a hora da retomada de ser mulher, depois da longa e exaustiva jornada de sustentação aos filhos. Impõe saber: “onde mesmo eu estava quando vida se transformou no que é a minha família?”. Parece cruel, mas é um questionamento necessário para voltar os olhos ao existir individual.
Por maior que seja a resistência das mães, é fato irretorquível que – agradeçam aos céus! – a prole crescida sobrevive à bagunça, à roupa suja, à louça empilhada na pia, a descontentamentos e problemas que enfrenta. Não corram para limpar, isso não é mais trabalho materno. Orem por eles, como sempre, e aconselhem se houver solicitação, senão pode ser uma invasão de privacidade rechaçada em meio a gritos que ninguém gosta de ouvir, muito menos na presença de genros e noras que entraram na convivência. Havendo netos, economizem os palpites, aproveitem a parte boa e a “nem tanto” deixem com os pais das crianças. Ponham limites em caso de desrespeito, mas entreguem a educação para quem os gerou, cria e mantém. Nada obriga que as gerações futuras sigam os ensinamentos recebidos dos antecessores.
Em vez de se escabelar, sofrer e gastar o que sobra de energia, voem para um spa, façam algo que já nem se lembravam de como era bom ou uma viagem, inscrevam-se num curso ou numa academia ou, que seja, façam umas comprinhas. Procurem aliviar-se de tanto desvelo e se satisfaçam: a missão está cumprida! Agora é com eles! Parem de atormentar-se e de praticar ações que desgastam, incomodam e produzem atritos familiares.
Respirem profundamente e confiem em tudo o que ensinaram, mães. Cuidem de si mesmas sem culpa, pois além de ser maravilhoso, se cuidar sempre foi recomendação aplicada a todas as fases da maternidade. Mostrem que sabem fazer isso também e sejam felizes, uma homenagem que os filhos vão adorar muito mais do que aquele presente que insistem em dar ou nas facilidades que querem proporcionar e que divergem da vontade deles. Invistam na felicidade e aproveitem bem essa folga que nem todas aceitam, atreladas que estão às saias, calças e causas dos filhotes. Vivam e deixem que eles vivam, sem sufocá-los e sem se asfixiar em compromissos que não precisam de seus esforços.
(*) Crônica publicada na edição de 23 e 24 de janeiro de 2010 do jornal A Razão (www.arazao.com.br) de Santa Maria, RS.
Sábado, 23 de Janeiro de 2010 às 01:08
Vera Pinheiro
Vera Pinheiro
Eu, que apreciava riscos e me sentia motivada pelos desafios, procuro viver no limite dos fatos, nem mais nem menos do que eles são. Escolho o sossego da planície depois de ter me encantado com as montanhas. Faço a caminhada pelas trilhas, sem querer voar sobre as nuvens. Não é tão emocionante como era antes, e já não vejo tudo como um acontecimento. Não trago comigo o ímpeto que enlaçava a minha alma nas estrelas. Eu me ponho sossegada sobre a relva e nela adormeço os sonhos que tinha. Tento transformar o que era sonho em chances que sejam possíveis. Não sonhar diminui a beleza da existência, mas protege contra as desilusões. Vai de encontro à minha identidade, mas eu preciso dos dois pés no chão para saber quando o chão acaba e se há um precipício que possa me engolir ou uma pedra que possa me machucar.
Busco um clima ameno, a serenidade possível, a paz de todos os dias, emoções sem medo de que elas me traiam ou possam ferir. Se fosse possível eu ficaria do lado de dentro da minha toca, meu único abrigo, e trancaria a saída, mas a vida me espera do lado de fora. Ou seja, se pertencemos à realidade, não podemos negar a sua existência. Precisamos conviver com ela da melhor forma possível e calar as perguntas para vivermos um pouco de ilusão.
Um olhar carinhoso, uma palavra boa, uma fantasia, um sorvete, um beijo de selinho, uma mão estendida, um colo terno fazem o coração brilhar. O mundo da imaginação não tem fronteiras. O da realidade tem estacas que demarcam os limites e diz até onde podemos caminhar ou quando é hora do recuo. Estou nessa.
Segunda, 18 de Janeiro de 2010 às 17:14
Vera Pinheiro
Vera Pinheiro
Pois é, não vim hoje. Por que? Fiz a associação entre a prática e a gramática, entre o escrito e a realidade: des-can-sei! Fiz nada! Dei um tempo! Respeitei os meus limites. Eles são elásticos e arrebentam se eu não me cuidar. Eu me cuido, pois se eu não o fizer, quem o fará?
Domingo, 17 de Janeiro de 2010 às 22:41
Vera Pinheiro
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