Noites de ausência (*)
Quinta, 28 de Janeiro de 2010 às 16:01 Vera Pinheiro | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 67
Vera Pinheiro
Claro que é possível ser feliz sozinha!
Mas não precisava existir noite de sexta-feira
Nem devia haver madrugadas
Quando a vida se mergulha em saudade.
A noite avança vagarosamente,
O silêncio é cúmplice do pensamento,
Pensar acorda fantasmas do passado.
Em noites vazias como esta,
A melancolia invade o coração
E tudo se preenche de ausência.
É como estar lindamente vestida
E entrar em um salão para festa
De que somos convidadas.
A orquestra toca a música predileta,
Mas todos já foram embora.
Estamos enfeitadas, o lugar é belo,
Ainda existe melodia, mas não há
Quem tenha permanecido à nossa espera.
Perdemos a festa
E só nos resta voltar às relembranças,
Tirar a roupa que fantasiou a felicidade,
Desfazer a maquilagem que desenhou um sorriso,
E adormecer sonhos, esperas e ilusões.
Quando acorda, no dia seguinte,
A gente não sabe se viveu ou se sonhou.
Apenas sente que o vazio não se preencheu.
(*) Postado no “Poema Dia” em 21 de janeiro de 2010
http://poemadia.blogspot.com/2010/01/noites-de-ausencia.html
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