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Celebração cigana

Minha muito amada Mestra Mirella Faur, meu muito querido Mestre Claudio Caparelli, amadas Inês Souza/Damarah, Nane Silva/Marguerit, Maria Helena Marcondes, amadas irmãs, mulheres do Arco-Íris Mágico e da Teia de Thea, queridos irmãos Lobos do Cerrado. Adriana Jaccoud/Íris e Osvaldo de Oliveira Júnior/Artêmio, Sujanni/Aisha, Claudia Chaves, Ester e Sofia, Mayara e Ivete/Sara (incansáveis e dedicadas), Edna Leonel de Paula, Vanessa, Adele Rossi e seu cigano, Iolita Bampi, Anna Paula, Luzia Nunes (autora das fotos que estão no blog, em “Celebração Cigana”), minha Camilinha e Leandro, queridos amigos e amigas das amigas e amigos que estiveram na minha casa, tenda de Madalena, para a celebração em homenagem ao Povo Cigano do Oriente, sob as bênçãos de Santa Sarah.

Ainda estou muito comovida com a beleza da celebração cigana que aconteceu na noite de 24 de junho. Depois, lavei a alma em lágrimas de profunda gratidão à Grande Mãe que me deu essa alegria tão intensa, rica, duradoura, eterna, e que se inscreveu naqueles “melhores momentos” da minha vida. Todo o riso, toda a alegria se converteu num pranto que não segurei - mas, afinal, o que seguro se sempre me exponho, me mostro?! Um pranto e um preito de profunda gratidão a todos.

Eu recebi um grande presente da espiritualidade. Tanto conforto, tanta alegria, tantos abraços, tanta música, tanta dança, tanto de tudo que é belo, merece meu agradecimento por tudo de feliz que trouxeram à minha casa. Muito honrada e privilegiada pelo Grande Poder, sou agradecida ao povo cigano do Oriente, que esteve antes e durante a festa, e ainda guarda a minha tenda. Reverencio Damarah, Zara, Sandro, Pablo e Ferdinando (que com seus clãs, pelo cuidado, carinho e toda luz), Madalena, Íris, Artêmio, Igor, Maria, todas as ciganas e ciganos, física e espiritualmente presentes, e os elementais das quatro direções.

Agradeço todas as pessoas que se doaram e colaboraram com muito amor para que tudo estivesse tão lindo. Foi um grupo unido que trabalhou com muito amor, ofertou seu tempo, seu esforço físico, e sua alegria. Todos os que vieram honraram a senha: “esta é uma festa de perfeito amor e perfeita confiança”. Meu abraço de coração a todos. União, vitória e caminhos abertos!

Salve Rainha Sarah. Salve a tua formosura.
Que a tua magia se faça sempre presente na minha vida e na de todos aqueles que estiverem sob o meu teto. Quando estiveres no caminho de tuas vibrações maiores, não te esqueças dessa humilde criatura cujo caminho é árduo de sofrimento e provações. Salve tua harmonia que tanta falta nos faz neste mundo de tempestades e tormentas. Que os teus sete ciganos cavaleiros andantes possam, com tua permissão, favorecer todos os que deles precisarem.
Rainha e Senhora dos grandes segredos, dos grandes mistérios, não nos deixes caminhar sem tua proteção, sem os teus cuidados. Onde começa a tua ternura é onde avança a nossa esperança.
Salve o povo cigano! Salve Santa Sarah Kali!

3 comentários Sábado, 8 de Julho de 2006 às 16:31 Vera Pinheiro

Feira do Livro

A Feira do Livro de Santa Maria, realizada em maio deste ano no Rio Grande do Sul, me colocou em contato com leitores de hoje e ouvintes de ontem, todos amigos. Por algumas horas eu pude abraçar pessoas que me abraçam com a leitura dos meus escritos semanais em A Razão. Foi muito bom e eu me senti feliz por estar ali.

Um senhor, assinante de A Razão há 63 anos, me disse que lê a página policial e a minha coluna, antes de qualquer coisa. Perguntou se alguém me ajuda a escrever, mostrando curiosidade: “como a senhora consegue falar de tantas coisas diferentes e bonitas?”. Na Feira, ele já tinha lido o livro e o levou para fazer duas reclamações. A primeira: por que eu não coloquei foto do meu rosto? Prometi pensar sobre isso para o próximo livro. Então, ele disse que já tinha resolvido isso, quanto a “Parto de mim”. Mostrou grampeado ao livro uma foto minha, que recortou do jornal, para que as pessoas me conhecessem. Era a chamada de capa do jornal daquele dia, com uma fotinho. Também reclamou que, apesar da “linda dedicatória”, não assinei como devia, segundo ele. “Vi a matéria no jornal. A senhora devia ter assinado Doutora Vera Pinheiro”. Disse-lhe que não precisava, mas ele não se deu por vencido. Para satisfazê-lo, fiz um adendo, apesar de constrangida. “A pedido do senhor Anselmo, assino Dra. Vera Pinheiro… ou simplesmente Verinha”. Ele saiu todo faceiro.

O senhor Anselmo se referia à edição de 11 de maio de 2006, quinta-feira, do jornal A Razão. Uma linda matéria na primeira página do Segundo Caderno, editado pela jornalista Clotilde Gama. Está no seguinte link: http://www.arazao.com.br/PDF/200605111100/2543.pdf

Outro homem me abordou na Feira. “Esperei mais de 30 anos para apertar a sua mão” – meus ouvintes me chamam de senhora… Apertei a mão, dei um beijo e um abraço, tirei foto e ganhei o endereço dele.

Muitas crianças na Feira me pediram autógrafo sem o livro. Para elas, para a mãe, a dinda, a vó… Escrevi frases de amor em folhas que elas me entregavam. Fiquei feliz com isso.

Uma mulher me abraçou pelas costas, de surpresa, e pediu que nos fotografassem. Alguém fotografou, mas não tenho a foto. Dizia “eu te adoro, guria”. Troquei um beijo com ela. Fiquei emocionada. Queria muito ter essa foto, que expressa tanto carinho.

Um momento inesquecível foi protagonizado por Lisiane, 36 anos, enfermeira. Com a mãe e o namorado, ela chegou chorando e tremendo na minha frente, dizendo que perdera o pai, entrara em depressão e passou pela doença do pânico. Não saía de casa e só tinha contato com o mundo exterior pelo jornal, aos domingos, que esperava para me ler. Disse “tu és a minha luz. Tu me curaste. Graças a ti estou aqui de novo e posso sair na rua outra vez”. Fiquei muito comovida, muito emocionada e, sobretudo, me senti ainda mais responsável pelo que escrevo. Era uma fã mesmo, que fez um álbum com todas as minhas crônicas, desde 2005. Absolutamente maravilhoso e comovente. Todos se surpreenderam, não sem motivo, com o depoimento dela. O jornalista que cobria a feira para A Razão, fotografou e publicou a cena inesquecível. Está na página 8 da edição do dia 12 de maio de 2006, sexta, nesse link:
http://www.arazao.com.br/PDF/200605121100/2546.pdf

Dediquei à moça a crônica “Exercício da felicidade”, que está no meu site. Ela, hoje, é uma leitora que se fez nova amiga!

Na mesma edição de 12 de maio, no Segundo Caderno (Segundo A Razão), na página social escrita por Iara Druzian (Camarote, página 3), há outras fotos da Feira do Livro de Santa Maria. Dá para conferir em http://www.arazao.com.br/PDF/200605121100/2548.pdf

Na Galeria de Fotos deste blog, está um pouco do que foi a Feira do Livro de Santa Maria, onde tantas alegrias eu vivi pelo reencontro com pessoas amigas, que moram no meu coração desde sempre e pela eternidade adentro, e pelo encontro de antigos ouvintes e muitos leitores. Foi maravilhoso!

Adicionar comentário Domingo, 21 de Maio de 2006 às 14:54 Vera Pinheiro

Visita à primeira escola

Vivi momentos de intensa emoção e grande alegria no dia 11 de maio último. Visitei a escola do meu coração, a Antônio Alves Ramos, que era chamada Patronato, antigamente. Conversei com alunos de nove turmas, da 5ª a 8ª séries do Ensino Fundamental e foi muito bonita a acolhida que me deram. O professor Antônio Campagnolo, diretor da Escola, muito gentil na recepção, e não imagina que presente me deu com este convite. As fotos do encontro estão na galeria. E o momento, no meu coração.

2 comentários às 14:53 Vera Pinheiro


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