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	<title>BLOG VERA PINHEIRO</title>
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	<description>Eu sou aprendiz de mim mesma.</description>
	<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 09:50:54 +0000</pubDate>
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		<title>Madrugada</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 09:50:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vera Pinheiro</dc:creator>
		
		<category>Coisas da vida</category>

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		<description><![CDATA[Vera Pinheiro
Adoro acordar cedo! Depois de uma noite bem dormida, é claro, como esta. Hoje, antes que o galo da vizinha cantasse e os cães da casa latissem, eu já estava fora da cama. Ganhei deles! Nem teve algazarra na minha porta (qualquer dia chamo o Dr. Pet para educar a família canina) e a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Vera Pinheiro</strong><br />
Adoro acordar cedo! Depois de uma noite bem dormida, é claro, como esta. Hoje, antes que o galo da vizinha cantasse e os cães da casa latissem, eu já estava fora da cama. Ganhei deles! Nem teve algazarra na minha porta (qualquer dia chamo o Dr. Pet para educar a família canina) e a manhã se espreguiçou em silêncio, começando o meu dia da semana preferido. Oba! É sexta-feira!</p>
<p>Neste mês estou num batidão tão forte de compromissos que não me sobram sequer os domingos de folga. Virou dia de faxina. Era isso ou nada. Não é o que eu gostaria, mas é o que preciso fazer. Nem sempre a gente pode se dar ao luxo de fazer apenas o que gosta, assim como nem tudo o que se planeja sai a contento. É a vida. </p>
<p>Porém, não adianta se aborrecer e perder o sossego só porque “tem de ser assim”. Se é, “vambora” que logo melhora! Enquanto isso, a gente aproveita os intervalos para fazer o que é possível ao contentamento. Se os dias estão muito ocupados, acorda mais cedo para desfrutar a paisagem e alongar as horas. Se está cansado demais, larga tudo e vai dormir mais cedo para se recompor. E no meio disso, agradece por tudo. Por tudo! O sentimento de gratidão abre caminhos, limpa os obstáculos e traz paz ao coração. Queixumes, não. Eles enredam a pessoa num redemoinho e ela fica sem ação. </p>
<p>Graças dou à vida por mais um dia! Abençoado seja!</p>
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		<title>O dentista e a sua auxiliar</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 11:01:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vera Pinheiro</dc:creator>
		
		<category>Coisas da vida</category>

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		<description><![CDATA[Vera Pinheiro
“Seu blog é muito interessante. Escreva algo sobre a classe que trabalha com os dentistas, aquelas pessoas que estão fazendo o máximo para que o seu atendimento saia ótimo… Somos auxiliares e técnicas de saúde bucal…”.
A mensagem de Poliana Cristina Moura me inspira a falar do único homem que, atualmente, me deixa – literalmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Vera Pinheiro</strong><br />
“<em>Seu blog é muito interessante. Escreva algo sobre a classe que trabalha com os dentistas, aquelas pessoas que estão fazendo o máximo para que o seu atendimento saia ótimo… Somos auxiliares e técnicas de saúde bucal…”.</em></p>
<p>A mensagem de <strong>Poliana Cristina Moura</strong> me inspira a falar do único homem que, atualmente, me deixa – literalmente – de boca aberta: o meu dentista. Ele cuida do meu sorriso e eu, de bons motivos para sorrir. É um excelente profissional e toma uma distância segura de qualquer intimidade, e gosto dele também por isso. Amiga minha, cliente dele há 20 anos, diz assim: “Parece que ele conheceu a gente ontem”. É verdade. </p>
<p>Ele tem verdadeira obsessão por pontualidade, o que me obriga a chegar rigorosamente na hora da consulta, nem um minuto a mais. Se eventualmente me atraso, ele não é direto no questionamento e na cobrança, mas o que ele diz me coloca contra a parede: “A senhora teve algum problema no trânsito hoje?”. A frase alternativa que ele usa é: “Estava muito ocupada no serviço?”. Fico sem saída se não tiver uma boa resposta, mas geralmente tenho e não é mentira. Ele é duro na queda para acreditar que o trânsito emperrou, que o chefe me reteve, que tive, enfim, um atraso justificado. </p>
<p>Procuro chegar no horário e, sendo possível, com alguns minutos de antecedência, o que me permite conversar com a auxiliar dele, que me prepara para os procedimentos odontológicos e me deixa à vontade. É uma mulher de pouca conversa e a discrição dela não deixa dúvidas. É uma boa profissional e exala isso em sua postura. Manuseia material com a mesma habilidade com que disfarça diante de qualquer pergunta indiscreta, por exemplo, se o dentista de está de bom humor ou se está virado. Não adianta puxar conversa, ela responde o que for absolutamente indispensável e com um sorriso no rosto que ameniza a contrariedade de não ter ouvido resposta para a pergunta. Não dá vazão aos meus medos, sempre me tranqüiliza diante da injeção na boca, uma coisa sempre aborrecida, mas suportável. </p>
<p>Sobre técnicas cirúrgicas nada diz. “O doutor esclarecerá todas as suas dúvidas”, diz ela com uma voz que parece de alguém que acabou de sair de uma meditação. “Vai doer?”, pergunto. Ela garante que não preciso me angustiar com absolutamente nada, e me parece confiável no que diz. E assim é, porque o meu dentista, diria, é mágico para espantar medo e dor.</p>
<p>O uniforme dela é rigorosamente asséptico assim como parecem ser as suas emoções. Ela não se altera com o meu olhar apavorado nem com a expectativa de que minha boca fique torta enquanto durar a anestesia. “Tudo vai passar”, afirma, e embora eu saiba que é verdade, não me contenho e quero saber os detalhes de cada ação. “O doutor explicará todo o procedimento, fique calma”. </p>
<p>Calma, eu? Nem! Sequer tenho pavio curto, já nasci sem! </p>
<p>Ela me segura na cadeira do gabinete odontológico não com força das mãos, mas com o seu olhar sereno. Ele é impassível. Ela, solidária. Ambos, firmes no que estão fazendo. Desvio o pensamento, entro em estado meditativo e tudo se passa como se não tivesse acontecido.</p>
<p>- Até a próxima! – diz ela com ares de bom retorno.</p>
<p>Conto os dias de intervalo da atual para a próxima consulta e penso no sossego que terei até voltar ao consultório. Claro que não é ruim, mas não é exatamente o meu programa preferido. Além do mais é necessário estar em dia com a saúde bucal. Não fosse o cirurgião-dentista tão competente e a sua auxiliar tão habilidosa, poderia ser pior e a consulta se transformar numa tortura. Mas não é, sinceramente. É muito bom, na verdade, ficar de boca aberta por algum tempo e depois sorrir de boca larga para a vida. </p>
<p>O que me faltam são uns bons beijos na boca, mas isso já é outra história e não tem nada a ver com o dentista competente e sua auxiliar habilidosa.
</p>
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		<title>Lição do cotidiano</title>
		<link>http://blog.verapinheiro.net/2010/03/10/licao-do-cotidiano/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 23:11:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vera Pinheiro</dc:creator>
		
		<category>Coisas da vida</category>

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		<description><![CDATA[Vera Pinheiro
- Que bom ver o por do sol!
A expressão em voz alta foi espontânea e de puro encantamento pela paisagem do final de tarde. Hoje, ao sair do trabalho, ainda havia sol no horizonte e isso, para mim, é um acontecimento, já que de segunda a sexta não desfruto desse privilégio, pois meu expediente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Vera Pinheiro</strong><br />
- Que bom ver o por do sol!<br />
A expressão em voz alta foi espontânea e de puro encantamento pela paisagem do final de tarde. Hoje, ao sair do trabalho, ainda havia sol no horizonte e isso, para mim, é um acontecimento, já que de segunda a sexta não desfruto desse privilégio, pois meu expediente termina quando já é noite.</p>
<p>É pouco? Não. É uma excelente razão para me alegrar, e tudo o que é belo me alegra. Falei em voz alta, comigo e para mim mesma, pois estava sozinha, e senti a alma colorida pelos raios solares do céu de Brasília. Não quero perder a capacidade de me alegrar com tudo o que a vida me proporciona de feliz e honro cada manifestação da Mãe Natureza.</p>
<p>Hoje o dia foi bastante ocupado. Além das atividades do serviço, precisava mandar a crônica da semana para o jornal, e ela foi inspirada num fato que seria banal, não fosse a reflexão que fiz em cima dele.</p>
<p>Nesta semana, minha filha está num curso e precisou da minha ajuda para transmitir uma mensagem. Eu poderia ter feito pelo celular, mas tenho preguiça de digitar naquele tecladinho. Além disso, não acesso e-mail pessoal no computador do trabalho. Se tentasse escrever pelo celular, demandaria mais tempo do que vir em casa, então fiz isso e com a maior boa vontade, no intuito de agilizar a remessa. Era o meu horário de almoço, mas abri mão dele para atender Camila, que estava sem acesso à internet. “Almoço na volta ou faço um lanchinho depois, não tem problema”. “Tudo tem um propósito, vamos lá”, pensei, enquanto me dirigia para casa com o estômago dando alerta de que estava na hora de almoçar – ele é de uma pontualidade britânica!</p>
<p>Vim em casa e de posse da senha dela – prova de confiança! – entrei em seu e-mail e transmiti a mensagem solicitada direto do computador de Camila. Resolvido o assunto, estava de saída quando me lembrei que, na véspera, tinha tirado a minha carteira da bolsa e colocado no armário. Resumindo a situação: se minha filha não tivesse me pedido ajuda, se eu não tivesse me colocado à disposição para ajudá-la, se eu não tivesse vindo em casa&#8230; não teria um tostão na bolsa para a refeição ao meio-dia nem para a passadinha na padaria no início da noite. Não tinha uma moeda, nenhum cartão, nem um realzinho para uma balinha de hortelã, que fosse, para disfarçar a vontade de comer (fome, não!). </p>
<p>“Tudo tem um propósito”, reconheci. Minha boa vontade foi recompensada pela carteira em mão, no retorno, e Camila foi o canal usado pela Divina Mãe e pelo Deus Pai para me fazer voltar em casa. Não poderia ser outra a minha reflexão na crônica da semana: “<strong>Tudo tem um propósito</strong>”. Estará <strong>aqui no blog e no jornal A Razão</strong>, de Santa Maria, RS, <strong>neste sábado</strong>. Não tenho a mínima dúvida disso: tudo tem um propósito divino, mesmo que, na hora, a gente não compreenda.</p>
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		<title>Vassoura e tanque</title>
		<link>http://blog.verapinheiro.net/2010/03/09/vassoura-e-tanque/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 15:38:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vera Pinheiro</dc:creator>
		
		<category>Coisas da vida</category>

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		<description><![CDATA[Vera Pinheiro
Passou mais rápido do que dor de amor. A dor nas costas e adjacências já se foi! Não sem, antes, me botar na cama mais cedo ontem. Putz, quando me deitei parecia estar toda despregada. Ai, ui&#8230; Doía até quando pensava em alguma coisa. Então, meditei. 
Apesar de tudo - graças dou! -, acordei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Vera Pinheiro</strong><br />
Passou mais rápido do que dor de amor. A dor nas costas e adjacências já se foi! Não sem, antes, me botar na cama mais cedo ontem. Putz, quando me deitei parecia estar toda despregada. Ai, ui&#8230; Doía até quando pensava em alguma coisa. Então, meditei. </p>
<p>Apesar de tudo - graças dou! -, acordei como uma gazela faceira! E cá estou, com tudo arrumado em casa e o trabalho profissional em dia. Ô mulher boa de serviço! E forte! Desculpa a falta de modéstia.</p>
<p>Agora estou louquinha para saber duas coisas. 1) Por que as vassouras são tão baixinhas? Por que não fabricam vassouras P, M e G para que as pessoas mais altas não precisem dobrar as costas num arco e se retorcer de dor depois? 2) Por que os tanques de lavar roupa são tão baixinhos também? Por que não ficam na altura da cintura, em vez de a gente se abaixar para lavar roupa?</p>
<p>Nunca tinha pensado nisso até ontem.</p>
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		<title>Dia da Mulher</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 00:02:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vera Pinheiro</dc:creator>
		
		<category>Coisas da vida</category>

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		<description><![CDATA[Vera Pinheiro
Passei a segunda-feira pensando o que escrever no Dia Internacional da Mulher e sendo cobrada a respeito de um texto para a data, diante do meu silêncio. Ah, não gosto dessas datas especiais. Para mim todos os dias são dias e pronto. Apesar da minha contrariedade, me submeti às cenas comemorativas. Quando cheguei ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Vera Pinheiro</strong><br />
Passei a segunda-feira pensando o que escrever no Dia Internacional da Mulher e sendo cobrada a respeito de um texto para a data, diante do meu silêncio. Ah, não gosto dessas datas especiais. Para mim todos os dias são dias e pronto. Apesar da minha contrariedade, me submeti às cenas comemorativas. Quando cheguei ao trabalho, tinha uma rosa amarela sobre o teclado do meu computador. No restaurante onde almocei com minha filha, recebemos lindos botões de rosa vermelha e bombons. Por e-mail, rosas virtuais e maravilhosas mensagens. E praticamente todos os homens com que cruzei hoje saudaram a data.</p>
<p>“E o dia do homem?”, me cobraram alguns. Ah, sei lá. Todos os dias, menos um, são de vocês. Homem adora ouvir o que quer que a gente diga, mesmo que a gente intencione outro recado com o que disse. Eu estava muito sem paciência para comemorar a data. Tenho preguiça de datas especiais. Amor, carinho, respeito, consideração são práticas para todos os dias. Não adianta nada beijo num dia e pancada no resto do ano.</p>
<p>E as mulheres estão por aí, vilipendiadas, queimadas vivas em seus desejos, carreiras e por suas vontades. Ainda. Ah, sim, melhorou. Ai de nós se não tivesse melhorado um pouco, ao menos.</p>
<p>Li hoje que as mulheres ocupam a presidência de pouco menos de 5% de 600 grandes empresas de 20 países que participaram de uma pesquisa do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês). Segundo os responsáveis pela pesquisa, os dados mostram que as grandes companhias do mundo não estão sendo capazes de aproveitar ao máximo os talentos e a força de trabalho do sexo feminino. O relatório também ressaltou a diferença no nível de salários entre os gêneros. Segundo a pesquisa, 72% das empresas não têm nenhuma política para eliminar as diferenças salariais entre homens e mulheres. Dos países pesquisados, apenas Brasil e México não adotaram políticas de Estado para tentar combater o problema.</p>
<p>Quanto a mim, apesar de todas as dificuldades, adoro ser mulher e ponto final. O poder divino sabia o que eu queria ser e me deu passagem para o mundo num corpo de mulher e numa alma feminina. E quero reencarnar – se preciso for – de novo e sempre como mulher.</p>
<p>O melhor presente para o dia foi a folga que ganhei do meu chefe. Não exatamente pela data, pois trabalhei como uma condenada nas últimas semanas e merecia uma folga inteira, mas adorei a tarde livre.</p>
<p>Eu disse livre? Falei em folga? Que nada! Passei a tarde lavando a mão uma enorme trouxa de roupa. Tinha intenção de levar à lavanderia as roupas que não devem ser lavadas na máquina, mas mudei de ideia. Economizei uma boa quantia, mas ganhei uma puta dor nas costas. Parece que minha lombar rachou, que os pulmões descolaram, que os ombros foram separados. Caramba! Não dá para descrever. Estou me sentindo esquartejada, sem exagero. Quero ver como vou levantar o corpo da cama amanhã. </p>
<p>Isso é bem a cara de um dia de mulher. Homens são ótimos, maravilhosos, especialmente quando ajudam nas tarefas domésticas. Ora, bolas, eu não quero ajuda. Quero ver um que assuma as tarefas e me permita ser apenas coadjuvante do serviço doméstico. </p>
<p>E elogio é coisa que dispenso. Quero salário justo. Eu e todas as mulheres trabalhadoras do mundo, claro. Mas que foi um luxo voltar para casa logo depois do almoço, isso foi. Eu merecia trabalhar meio expediente, mas nunca soube o que é isso. Conheço jornada inteira, dupla, tripla, mais de um emprego etc. Acho que devo pensar a respeito&#8230; Ou me aposentar de verdade na próxima temporada.</p>
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		<title>Crônica da semana - Reclamações masculinas (*)</title>
		<link>http://blog.verapinheiro.net/2010/03/07/cronica-da-semana-reclamacoes-masculinas/</link>
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		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 05:06:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vera Pinheiro</dc:creator>
		
		<category>Coisas da vida</category>

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		<description><![CDATA[Vera Pinheiro
	Das tarefas que, pessoalmente, entendo como masculinas uma delas ainda não aprendi: trocar pneu. Falta-me habilidade, mais do que força, que me sobra. A vida imprimiu robustez aos braços e vigor ao meu espírito. Fiquei pronta para enfrentar os desafios do mundo como se fossem plumas! E justamente por ser mulher, disponho da energia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Vera Pinheiro</strong><br />
	Das tarefas que, pessoalmente, entendo como masculinas uma delas ainda não aprendi: trocar pneu. Falta-me habilidade, mais do que força, que me sobra. A vida imprimiu robustez aos braços e vigor ao meu espírito. Fiquei pronta para enfrentar os desafios do mundo como se fossem plumas! E justamente por ser mulher, disponho da energia extra que vem das entranhas, da alma que se alterna entre batalhadora e suave, entre ousada e delicada, um fio de navalha que corta as dificuldades do meu caminho feminino, mas que precisa ser muito bem administrado.</p>
<p>	Depois de muito tempo de uso, nesta semana um pneu furou e fiquei sem carro até pedir ajuda a um homem, pagando pelo serviço. Levei a peça a uma borracharia, onde outro homem me atendeu. Logo ao chegar, sem titubear, abri a tampa do porta-malas e retirei o pneu que devia ser consertado, e ainda não entendi como um prego entrou nele.</p>
<p>O borracheiro, estupefato, não teve tempo de vir em meu auxílio. Deu o preço e garantiu que em menos de meia hora faria o trabalho, e aproveitei para fazer uns pagamentos. Quando voltei, ele pulou na minha frente e se antecipou em retirar o estepe da rodagem, guardá-lo e substituí-lo pelo pneu consertado. Antes disso, retirou com cuidado algumas sacolas que estavam na parte traseira do veículo e recolocou tudo de forma organizada.  Eu, de braços cruzados, apreciava a inesperada ajuda.<br />
-	As mulheres não estão mais acostumadas a gentilezas.<br />
Olhei para um lado, olhei para o outro e, cá comigo, pensei: “Ele está falando comigo?”.<br />
Sim, o homem estava me passando uma repreensão por não tê-lo deixado me ajudar, quando lá cheguei.<br />
- Ah, meus sais! Um pito nessa hora (espremida no intervalo do almoço)&#8230; Será que eu mereço?!<br />
- As mulheres esquecem que os homens gostam de ser cavalheiros e não dão espaço para nós. Elas querem fazer tudo!, protestou o borracheiro.</p>
<p>O que faço? Bato boca com o sujeito em defesa das mulheres, argumentando as nossas razões para termos nos tornado assim ou vou embora sem dizer nada? Ele continuava falando e a platéia masculina em torno começou a entusiasmar-se com o discurso.<br />
- É mesmo! Concordo! – disse outro, de aparência jovem, menos de 30 anos.<br />
- As mulheres assumiram muitos postos e são competentes, mas se esqueceram de ser o que são: mulheres! – acrescentou um terceiro, todo engravatado, supostamente na faixa dos 40 e alguns.<br />
- Eu admiro as mulheres, mas tenho a impressão de que nenhuma quer ser admirada. (Esta veio de um que tinha duas alianças no dedo anelar esquerdo, o que sugeria estado de viuvez).<br />
- As mulheres deviam permitir que os homens as cuidassem! – emendou um moço loiro e alto, quase bonito, metido numa camiseta preta que delineava o corpo bem malhado.<br />
Entrei no carro e bati a porta. De volta ao serviço, as frases daqueles homens não me saíam da cabeça. De certa forma, eles têm razão, mas não admiti.</p>
<p>Lembrei de várias vezes em que tomei atitudes e providências masculinas, mesmo não estando sozinha. Recordei de um bom amigo que reclamou quando abri uma garrafa de vinho, não lhe dando chance de me servir. Avaliei as circunstâncias em que poderia ter recostado num abraço e chorado num ombro masculino, mas fingi não sentir a dor rasgando o coração. Recordei de todos os embates que tive com homens que foram meus colegas, chefes, subordinados, e veio uma ponta de saudade dos homens a quem amei e perdi. Revivi todas as cenas em que me virei sozinha para não depender de nenhum deles, quando me fiz de fortaleza e os dispensei. </p>
<p>Não esqueci de ser mulher (aliás, me adoro assim!), mas aprendi a me superar na ausência um homem. Apenas sinto falta na hora de trocar pneu e para compartir felicidade, já que as tristezas eu resolvo! Pena que nenhum deles acredita nisso&#8230;<br />
<strong>(*) Crônica publicada na edição de 6 e 7 de março de 2010 do jornal A Razão (www.arazao.com.br) de Santa Maria, RS. </strong>	</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Parabéns, minha filha!</title>
		<link>http://blog.verapinheiro.net/2010/03/06/parabens-minha-filha/</link>
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		<pubDate>Sat, 06 Mar 2010 13:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vera Pinheiro</dc:creator>
		
		<category>Coisas da vida</category>

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		<description><![CDATA[Vera Pinheiro
Para Camila, com amor.
Filha muito amada, a cada aniversário teu, o 6 de março mais bonito da minha vida volta intensamente e me vejo de novo contigo em meus braços, de olhos abertos para a vida, sorrindo para mim. Recordo cada minuto em que te senti no meu ventre, compartilhando vida, emoção, sentimentos, toda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Vera Pinheiro</strong></p>
<p><strong>Para Camila, com amor.</strong></p>
<p>Filha muito amada, a cada aniversário teu, o 6 de março mais bonito da minha vida volta intensamente e me vejo de novo contigo em meus braços, de olhos abertos para a vida, sorrindo para mim. Recordo cada minuto em que te senti no meu ventre, compartilhando vida, emoção, sentimentos, toda a magia que te fez brotar de mim e o contentamento que a tua vida me trouxe.</p>
<p>Quando nasceste, o teu pai te carregava na palma de sua mão e ele ria, feliz com o presente que a vida nos dava com o teu nascimento. Eu me sentia plena contigo em meu colo, como se o mundo coubesse nele, e cabia, por tanta felicidade.</p>
<p>Cresceste e fizemos de cada dia um aprendizado que já ultrapassou um quarto de século. Hoje tu completas 26 anos de vida. Vê como o tempo passa e a gente quase nem sente. As percepções vão se ampliando e cada uma de nós acumula histórias e vivências que atravessamos juntas nas horas boas e nas nem tanto, feitas de riso e pranto, de palavras e silêncios e, sobretudo, de um amor tão forte e belo que nos fez, além de mãe e filha, companheiras na jornada existencial.</p>
<p>Todos os momentos da tua vida me acresceram bênçãos, por isso a imensa gratidão à Grande Mãe, que te colocou junto de mim, e te agradeço por teres me escolhido para, lado a lado, realizarmos a nossa missão sobre a terra.</p>
<p>Já és uma mulher, mas ainda não deixei de recomendar que pegues um casaquinho, que leves um agasalho de chuva, que te cuides nas estradas que percorres, e continuo perguntando se comeste direitinho e se tiveste um bom dia. E nunca deixarei de te abençoar, pedindo proteção para todos os teus dias. </p>
<p>Do mesmo modo, tu manténs o teu amoroso cuidado dia após dia, como quando me acordas de manhã para que eu não perca a hora do trabalho por ter dormido pouco. Tu me agasalhas no teu amor quando fico triste e me ajudas, com a tua compreensão, a enfrentar os desafios de cada dia. E me ouves, ainda que conselhos não me dês. Tudo isso é expressão do afago que colocas sobre a minha vida.</p>
<p>Hoje e sempre eu te aconchego no meu coração porque nele estás, assim como em minhas preces. </p>
<p>São muitas as boas lembranças da nossa convivência, mas uma delas levarei comigo pela eternidade: o dia em que renasceste, entregando o teu espírito em iniciação no mesmo caminho sagrado que percorro e me escolheste como madrinha. E de mãe que sou, virei mãedrinha. Esta é mais uma jornada que vivenciamos juntas, como tudo até aqui.</p>
<p>No dia do teu aniversário, recebe os meus beijos e abraços e as minhas bênçãos. Sê feliz, e me renderás a melhor das homenagens.</p>
<p>Com muito amor, feliz aniversário, Camila, minha filha amada. Abençoada sou por te ter comigo.<br />
<a href="http://blog.verapinheiro.net/up/v/ve/blog.verapinheiro.net/img/.resized_050320103461.jpg" onclick="lw_image_popup('http://blog.verapinheiro.net/up/v/ve/blog.verapinheiro.net/img/050320103461.jpg',456,562,'050320103461 - 050320103461'); return false;"><img src="http://blog.verapinheiro.net/up/v/ve/blog.verapinheiro.net/img/.resized_050320103461.jpg" alt="050320103461 - 050320103461" title="050320103461 - 050320103461" /></a> <strong>Parabéns! </strong><a href="http://blog.verapinheiro.net/up/v/ve/blog.verapinheiro.net/img/.resized_060320103477.jpg" onclick="lw_image_popup('http://blog.verapinheiro.net/up/v/ve/blog.verapinheiro.net/img/060320103477.jpg',561,322,'060320103477 - 060320103477'); return false;"><img src="http://blog.verapinheiro.net/up/v/ve/blog.verapinheiro.net/img/.resized_060320103477.jpg" alt="060320103477 - 060320103477" title="060320103477 - 060320103477" /></a> <strong>Eu te amo muito, filha minha!</strong>
</p>
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